terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma conversa entre dois supostos ET's...


Um diálogo entre dois supostos ET’s foi captado por um satélite da Q.I. em algum lugar do Universo... O que se pode ver através das 'lentes' do “robô” são movimentos labiais e gesticulação das “mãos” de ambas as figuras.
Então, assim se inicia no imaginário um bate-papo entre as duas criaturas não identificadas pelas super-lentes do “satélite”:

Fig.1: No ambiente em que habito, os meus semelhantes suportam uns aos outros por uma única ideologia: viver em harmonia com o diferente, com o opositor, com o desassimilado, com o ID/ser /caráter.

Fig.2: Eu penso mais ou menos como você, todavia onde vivo dentre os conviveres social, a coisa é bastante diferente desse seu ambiente harmônico. Lá a galera preza por uma boa parceria de comum acordo, digo: os afins e com os seus fins, claro sem justificar os meios, “gente” que se considera mais importante do que deveria e se agarram a valores exteriormente e efêmeros... É e eu não sou dado a tudo isso, mas cedo as “tentações megalomaníacas”...

Fig.1: Ora, quando eu falei de harmonia, eu estava apenas me referindo à imposição neoliberal das políticas de boa vizinhança, é porque de onde venho, o governo é o próprio ID e tendo como sede a essência do ser o sistema, digo o caráter do governo não é metódico, apesar de haver um método prático de fazê-lo funcionar ao alcance de todos.

Fig.2: Ta aí, me passei legal... Cheguei até a pensar, de que você fosse alguém que utiliza do bom palavreado para esconder as idéias (intenção). Enganei-me de novo!
Mas, lá no seu sistema, habitat, governo, ID, sede, sem lei o que, vocês vivem em comunidade?

Fig.1: O que significa esta expressão: comunidade?
Seria uma forma inter-relacional que visa um bem coletivo sem ignorar a inviduação de cada um, cujos interesses sejam em pró de todos?

Fig.2: Acho que sim. Mas, onde moro e no ambiente dentre os meus manos, a disputa pelo poder de ser, possuir e ter, mais parece ser coisa do outro mundo!

Fig.1: Qual o mundo que você está se referindo seu marciano de uma figa?

Fig.2: Não, eu não quis dizer outro planeta, eu apenas tentei dizer de que eles nunca se entenderam como irmãos, como semelhantes da mesma raça e filhos de um mesmo Pai!

Fig.1: Ora, ora senhor cri-cri, não precisa ficar aturdido, eu bem conheço a fama de seus conviveres da irmandade... Pois, vejo tudo diante do Supremo!

Fig.2: Você diz: do supremo governo?

Fig.1: Não! – Do Todo-Poderoso universo do Eu - cósmico!

Fig. 2: Ah, esqueci de perguntar, i.e., se não for lhe ofender: qual a sua graça?

Fig. 1: O meu nome é Édipo - Está satisfeito agora, seu tolo?

Fig.2: Ah, sim, não, sim... Entendi!

Fig.1: Pois bem onde paramos na conversa – podemos retomá-la?

Fig.2: Popopopopode! Só mais uma perguntinha: O senhor é um anjo, um E.T. ou um cosmonauta?

Fig.: Não sou nada mais além do que a sua vacuidade de seus pensamentos produz e diz quem sou. Eu sou o seu EU!!!!!!!!!!


-- Moral da estória: as 'lentes' de fato partem do “cosmos” do eu, a visão perpassa as regiões mais abisais dos oceanos inatingíveis do homem, a sua própia imagem distorcida pelo ego travestido do seu “eu”. A propósito toda esta prosa entre o ‘superego’ e o ‘eu’ pode ser realizada no universo do ser.
Entretanto quando se descobre que o que está ai é o eu fetichisado [o ego disfarçado], o caminho que tem de ser feito é o contrário. Devemos sem recalcitrar, dá meia volta e retornarmos aos valores essenciais instalados na alma pelo evangelho da Graça em poder. Cujo selo, eternizará na alma a marca do verdadeiro “Eu,” límpido e alienado da velha roupagem da religião, da falsa espiritualidade, das falíveis análises freudianas.
A conversa se restringe numa anti-sala da alma, local habitado pela autoconsciência de ser quem é. E pela vulnerabilidade da percepção interior, que por vezes, se conturba e deixa as rédeas nas mãos do inconsciente do EGO-CENTRISMO, cujas produções se derivam de um mal gerenciamento do eu que por não discernir a Quem pertence, e de que testifica tal essência que o habita, permite barganhar como o ego metanoizado pelas tentações deste sistema desumanizado, pervereso e caído, cujo fluxo percorre desde as camadas mais superficiais da psique aos magmas mais profundos do ser, cujas camadas do ser são absolutamente insondáveis.
Senão pela santa presença do perfeito DE(eu)US .
Ora, e quem foi que disse que o Caminho na Graça é fácil?

Eu vou ficando por aqui!

É porque agora meu pescoço e os meus dedinhos estão doendo....

Rsrsrsr!

Absolutamente,
Nele, que para muitos falava feito um alienígena.
Manoooooo Serafim