sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

EU NÃO CREIO MAIS EM PAPAI NOEL... Mas continuo gostando do Natal





Quando criança, eu adorava assistir os filmes com temas natalinos de final de ano....

Os americanos são mestres nestas facetas. Lembro-me bem de alguns filmes que passavam na TV Globo logo no final da novela matinal e logo à noite depois da novela das nove..., eu e as minhas irmãs (pequenas na época) nos ajuntávamos para assistir todos os longas da TV. Ficávamos atentos e verificando os outros canais qual seria a programação. Era tudo muito genial, emocionante e alegre, pois, no natal, a nossa família sempre se reunia para celebrar o encontro, a dádiva da família e o afeto...,

E jamais nos esquecíamos de colocar as nossas sandálias atrás da porta na infante esperança de que no dia seguinte e de manhã bem cedinho os nossos presentes estariam ali, sim, acreditávamos que o nosso “papai Noel” adivinhava os nossos sonhos em forma de presentes. E nunca fomos frustrados por tais investidas e perspectivas, sempre ao amanhecer quem primeiro dos três irmãos pequenos acordasse primeiro deveria ir correndo ao local onde fora colocado as meias e as sandálias e em seguia acordar os outros irmãos... E para a nossa surpresa lá estavam os nossos presentes de Natal. Eram brinquedos, roupas, pulseiras, tênis e muitas outras coisas que nos tornavam também “filhos de papai Noel”, a minha Irmã Regina a mais velha dos três na época sempre sabia quem eram os nossos papais noeis, sim, eram os nossos irmãos: Marta e Rodolpho (rsrsrsr)...,

Ah, que saudades deste tempo em que mesmo “sabendo” que o papai Noel não era uma figura fictícia da TV e produções pitorescas do cinema, mas real, nos alegrava em família e nos fazia acreditar que a família sempre foi e será o nosso porto seguro...,

Embora esteja escrevendo sobre os momentos bons do passado guardados na memória, o que de fato me levou a escrever este texto foi exatamente a saudade do verdadeiro PAPAI-NOEL da família. O meu velho tinha um sonho e conseguiu realizá-lo. Que era se vestir de papai Noel em pleno dia vinte quatro de Dezembro e entregar os presentes nas mãos de cada neto. No ano que meu pai se disfarçou de papai Noel, com direito a barba e cabelo brancos, roupa de papai Noel, e o seu enorme saco de presentes na época eu só possuía uma filha (Rebeca), mas o papai Noel contava com mais cinco netinhos: Rodolfo Jr, Naiana, Fabio, Vivian, Kelly e Felipe (03 anos no tempo)...

-- Algo que marcou neste episódio do Natal de 1999 foi que o meu sobrinho Felipe sempre acreditou em papai Noel, e quando ele viu o meu pai travestido de papai Noel ficou perplexo, o meu pai não olhava fixamente para ele para que o Felipe (neto) não percebesse que seria ele o papai Noel da Finlândia (Rsrrssrs).

E todo o ritual foi feito pelo papai Noel pernambucano. E o Felipe não suspeitou de nada, ele tinha apenas três anos, e depois de algum tempo quando já adolescente, ele ficou sabendo que aquele papai Noel era o seu avô Euclides.

A tristeza que jamais se apoderou de mim no Natal hoje me pegou de surpresa, pois, exatamente amanha dia vinte quatro vésperas de Natal, o nosso “papai Noel” não está mais conosco, amanhã completa seis meses que meu pai faleceu!

É muito difícil para nos da família passar um Natal sem o seu papai Noel... (choro)... [...]...

Ei, papai Noel existe sim!

Creia você ou não!

Pelo menos para mim por algum tempo nesta existência existiu e foi demais!!!!!

Eu não sei como seja o seu papai Noel, mas o meu tinha cabelos naturais branquinhos, barba e bigode grisalhos e 1.80 de envergadura..., ah, possuía bochechas rosadas na face, calçava 43, tinha uma forca incrível nos braços (deveria ser para poder carregar o saco de presentes para os filhos-netos)... Ele também possuía uma personalidade forte e um modelo de caráter invejável, um coração enorme, um cérebro articulador e ativo, não tinha grana, mas tinha gana para vencer, uma coragem de leão..., confesso que ainda não conheci um macho corajoso e pai de família mais bravio do que o detetive Borracha (codinome como era conhecido pela maioria das pessoas)..., Ele não era um homem de muitas palavras de carinho e românticas, e agia mais do que falava, embora amasse muita gente, inclusive a minha mãe Maria José, mais do que nunca pude ver a reciprocidade afetiva de minha mãe, e isso nos momentos em que ele mais necessitou do seu amor... (sou testemunha)

Senhor eu Te peço que este triste Natal passe logo...,

Não desejo ver a minha mãe e meus irmãos tristes porque o nosso Papai-Noel não entrará pela porta - chaminé com o saco de presentes para a sua amada família...,

Todavia ele jamais será apagado da nossa memória familiar, mesmo que venhamos a sonhar com o Natal onde o papai Noel não trouxe os nossos sonhos em forma de presentes natalinos!

O que posso dizer hoje?

Um Feliz Natal pouco existencial, posto que perdesse o brilho do "papai Noel" do Papai!

Tem gente que não gosta do Natal, talvez deva ter uma razão para isso!

Quanto a mim eu continuo gostando do Natal, mas não mais como a criança de ontem que colocava o sapatinho atrás da porta e da janela na esperança de ver o papai Noel passar, pois, o meu PAPAI NOEL não voltara mais para o Natal e somente o verei na gloria ao lado de meu Deus e Senhor Absoluto!

Nele, Aquele que preenche as lacunas que ficaram nos corações saudosos de toda a minha Família abençoada.


Alfredo Serafim....... Natal /2009