quarta-feira, 16 de junho de 2010

A geração do Fast - Food...

Voo Alheias e nossas


as palavras voam.

Bando de borboletas multicores,

as palavras voam.

Bando azul de andorinhas,

bando de gaivotas brancas,

as palavras voam.

Voam as palavras

como águias imensas.

Como escuros morcegos

como negros abutres,

as palavras voam.



Oh! Alto e baixo

em círculos e retas

acima de nós, em redor de nós

as palavras voam.



E às vezes pousam.



Cecília Meirelles



O tempo voa numa velocidade absurda que nem podemos medir a sua...

Estou ainda na casa dos “30” faltando menos de uma década para alcançar a “vitalícia” casa dos “enta” (quarenta, cinqüenta...), no entanto, quando falamos de um mundo em transformação pela tecnologia, percebemos que o pouco tempo parece ser muito, uma vez que podemos listar várias mudanças significativas. Sem dúvida alguma a tecnologia alterou profundamente a velocidade do mundo e por conseqüência toda a forma de pensar e de realizar do ser - humano.
Lembro da época em que escrevia cartas e as colocava no correio, e ficava aguardando por uma resposta... (zzzz...)
Se bem que hoje na era da cibernética, o e-mail tornou-se uma ferramenta de intercomunicação indispensável na vida de todos nós...,
Fico pasmo em ver o caos de silêncio de palavras, principalmente quando o assunto deveria ser publicado, explicitado, divulgado, e chegar aos ouvidos de todos, sem distinção de palavras e de indivíduos...
Talvez o silêncio das palavras escondam os desejos mais secretos de um coração “doido varrido”... Ou varrido da loucura...,
Ora, quem poderá elucidar nitidamente as elucubrações de um coração faminto de poder pelo poder?
E assim como voam as borboletas que antes da sua mutação eram apenas larvas num casulo qualquer..., Elas voam rumo á polinização de lindas flores...,
Assim voam as andorinhas em busca de um itinerante verão mundo afora..., Na dianteira uma andorinha comanda o bando e a permuta se evidencia dentre elas até o destino final...,
Assim voam as lindas gaivotas numa sincronia de por inveja as meninas do nado sincronizado...,
Assim voam as poderosas águias penhasco acima e numa manobra arriscada mergulham com toda segurança no mar da reconstrução revitalizadora...,
Assim voam os “marginais” morcegos na escuridão das cavernas e nos labirintos do castelo do Conde Drácula..., Deveras parecer com os homens-vampirizados pelo sangue de seus semelhantes...,
Assim como os imortais urubus que voam na direção olfativa de sua presa e com tamanha eficiência na rapinagem, saciam-se fartamente da podridão sem se contaminarem com a moléstia causadora da morte de sua presa...,
Assim como voam estes seres animados sem possuírem uma autoconsciência, assim voam as palavras faladas por um tolo munido de consciência própria...,
As palavras límpidas na boca de um sábio fazem prosperar uma nação inteira, mas palavras tolas que voam sem destino e propósito de vida se embaraçam no ar, cuja atmosfera das palavras gera um inferno cálido num ambiente de calmaria perene.
O tempo possui a sua própria velocidade, Os animais irracionais possuem a própria inteligência instintiva, as palavras possuem a guarida certa...,
Apesar de...
Todo o pesar sobre a vida de quem procura viver nos ditames da plena saúde emocional exista um turbilhão de palavras que voam e que correm em círculos,
Que seguem em linha reta, que convergem em curvas sinuosas, que vem pelo alto, que soam baixinho, e que aterrizam na alma...,
E por conseqüência de seus resultados feito em tempo corrido e circunstancialmente vil, diluem o mais sagrado de todos os desejos humano: A sede de justiça!
No arpoador das conquistas de uma alma se escondem os mais sombrios planos de possessão...,
A possessão do seu ser...,
A possessão dos territórios das particularidades de cada ser-pessoa...,
A possessão da liberdade dos que procuram pelo caminho do conhecimento a emancipação da alma...;
A possessão do Mal que se traveste do “Bem” de querer bem ao outro...,
A possessão do reino das riquezas e propriedades rejeitadas pelo Filho de Deus diante das tentações dos diabos da vida...,
A possessão de possuir tudo em tempo hábil como resposta a velocidade que o tempo impõe sobre os ombros de quem vive o tempo quando o próprio tempo pouco tempo lhe dar para possuir o que deseja a sua doente alma...impedida de amar.
Sim, a alma megalomaníaca nunca se dá por satisfeita, ela dirá sempre: “Agredecido sempre, mas CONTENTE jamais!”
Sim, ela é doente até no se contentar como se descontente...,
O abismo que se aprofunda cada vez mais faz com que ela perca o foco da liberdade de ser, e sem ter necessariamente viver competindo com o invencível tempo de que tudo ao passar do tempo entra em decadência existencial por não possuir o tempo necessário para remir-se de seus surtos de possessões!
A doença deste século e principalmente no meio religioso é exatamente a falta de percepção de si mesmo e dos outros, é não saber ver no outro o direito de ser..., de se ver..., de se perceber..., de se sentir..., e ser de fato livre de todas as ameaças de POSSESSÕES...
E o nosso olhar está destruindo as pessoas, os nossos irmãos e a nossa essência de ser e de possuir o que de fato nos certifique da Eternidade.
A verdade que buscamos ser/ter ou possuir tem sido substituída pelo propósito de pessoas que buscam em primeiro lugar o seu ideal e a sua justiça própria, num emaranhado de verdades 'proféticas' e auto-adorativas, talvez seja somente para externarem de alguma forma as suas doenças de alma...,
Eu poderia até escrever um livro sobre este tema, porém o que se adiantaria?
Se o desejo que emana daqueles que estão no “poder” seja apenas de construir o seu reino aqui neste mundo?
Como diria o Apost. Paulo..., ou Luiz de Camões na voz de Renato Russo: “Sem a verdade do amor, eu nada seria”.
Possuiria apenas TUDO menos o amor de Verdade!
Ah!
Como sonho com o dia do acerto de contas...
Dia este que o Justo-juiz descortinará todos os segredos dos corações dos homens!
Sim, as palavras voam em uma extrema velocidade que nem é possível conte-las
Em meio a uma geração que se alimenta espiritualmente da forma mais prática quanto instantânea possível, a atual geração mortal do Fast Food!
Tudo prontinho? Um, dois, três e já: goela abaixo, sem menos ler, reler e se certificar do que diz o rótulo!
E os efeitos colaterais de tal mortandade pós-moderna revelam a incapacidade das pessoas em tolerar uns aos outros em amor e graça.
O homem se perdeu em meio ao tempo e ao espaço de presumir de que tudo debaixo do sol seja relativo, até mesmo a sua crença num Deus sábio e eterno.
Não mais quem clame a Deus e creia que Ele exista em puro amor....O que há é uma casta de deuses estereotipados aos gostos mais exóticos já vividos nesta criação caída.
Cogitam eles:"Não há Deus , não há Deus no Ceú".
E Deus os olha do Céu e zomba[ri] de todos eles!
Este artigo é em homenagem a você querido irmão que disse-me: “Alfredo você está EXAGERANDO em sua reflexões baixe um pouco a sua voz”!
Mano, com todo carinho e respeito te digo: SE OS “loucos” não clamarem, as pedras exortarão!!!!!!!!!!!
Posto isso, se não mudar o quadro da Igreja atual....,
Não se preocupem: Vou continuar profetizando para que mudem..., mesmo sendo desta minha maneira de “xingar” os malandrinhos da fé gospel!
Nele, que jamais enganou os espiritualmente enganáveis,
Alfredo (mano serafim) 21/06/2009.