segunda-feira, 26 de julho de 2010

Nos des-encontros habita o Encontro

Bipolarizando os extremos...

No encontro habitam os desencontros:

Entre a sabedoria e a loucura existe um abismo pra separar...,

Entre a lucidez e a esquizofrenia existe um surto...,

Entre o amor e a verdade existe uma ponte...,

Entre a juventude e a velhice existe uma estrada para se trilhar;

Entre a saúde e a doença existe um trampolim...,

"Assim caminha a humanidade, com passos de formigas e sem vontade".

Por falta de proteção, o amor de quem ama é interceptado por uma intensiva paixão.

O que era já não é mais..., O cordão se rompeu pelo desgaste do tempo.

"Assim leva uma “cara” para ambos darem risadas"...

Sim, ainda vai levar um tempo para se fechar o que se feriu por dentro!

Um rompimento de um relacionamento que acenava para o matrimônio

“Também não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim...,”

“Apenas não te quero mais”.

“Não mais, nunca mais!”

[...]

"Eu sei que vai demorar um tempo pra se fechar o que se feriu por dentro".

Já no matrimônio, cuja cumplicidade se instala em ambos o casal amantes, o surto de loucura é combatido e banido pela aliança em amor que arde sem se ver e que cura a enfermidade sem doer...,

Ora quem ama na sensatez do amor divino mergulha sem se molhar no fundo do poço com o seu cônjuge que sofre de surtos mentais, e a melhor terapia é a força curativa do amor emanada do outro cônjuge. Sim,
o cônjuge de pura lucidez diz: “é natural que seja assim, tanto pra você quanto pra mim!”.

O poder do amor demolirá toda a certeza vã, e não sobrará pedra sobre pedra.

"Existirá em todo pôr do sol conjugal e iluminará a velha bandeira da vida"...,

"Brotará em todo o mal, a cura".

"Desafiando de vez a noção, a qual se crer que o inferno é aqui!"

Parece-me que quando chegamos próximos aos quarenta retornamos ao paraíso da puberdade do que dantes era proibido se tocar, descobrir e provar intensamente, agora se pode fazer com mais maturidade e sanidade...;

Fico a imaginar o que Paulo queria dizer para o jovem pastor Timóteo, quando o exorta para fugir dos desejos da mocidade?

A VELHA NOSTALGIA TALVEZ SEJA UM PRESSÁGIO que se remonta o passado tão presente no ser!

“Mas agora eu sei e não acredito e sei o que tenho em minhas mãos...

Sim, existirá e iluminará a velha bandeira da vida!”

Um atalho para a velhice é viver a nostalgia de um relacionamento passivo, cujos cônjuges são reféns do tempo, o tempo que ilude os homens que tempo lhe dá...,

“É estar- se preso por vontade, é servir a quem vence o vencedor... E o próprio tempo que nos mata, lealdade, tão contrário assim é mesmo o amor.”

É só o amor que conhece o que é verdade, a verdade ama andar no amor de verdade!

Conheço uma legião de pessoas que morrem de medo da velhice, outros sofrem da fobia de ficarem pobres, outros tem medo de se casarem, outros de se relacionarem novamente depois de terem vivido um relacionamento frustrado, outros de enlouquecerem, outros de adoecerem, e ainda outros tem fobia de amar!

E pensando sobre isso tudo me faço a mesma pergunta que Renato Russo se fez:

“E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?


E quem irá dizer que não existe razão”...,”


Mano Serafim          Escrito em 30/10/09.