segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Menos Narcisista e mais Eremita... O Belo não vitima o ser!


Certamente se diria em pró do belo: “A beleza está nos olhos de quem vê e no coração de quem sente... É tudo uma questão de percepção.”
Então, eu me pergunto: A aparência equivale à essência?
Ora, eu acho linda a idéia da beleza de ser assim mesmo abstrata, ela é extremamente fugaz para quem não deseja compreender...
Como você ver e aprecia o belo?
- O belo é medido/percebido e entendido como exuberante em tudo aquilo que as retinas podem enxergar como estético, ou mesmo como o padrão do que seja belo e do que belo não seja estaticamente?
Sendo assim, nada difere de nada mesmo. E assim não haverá a intenção do que se procura ver sensorialmente o que de fato belo seja na descoberta e na apreciação da vida como um ato de graça.
Na vida, muitas vezes passamos despercebidos do que o belo seja...
Seja o belo visto no belo-horizonte intuitivo..., e sentido na mãe natureza, como também é natural que a natureza humana se aproprie devidamente do que é beleza por natureza inigualavelmente bela...,
E agora de imediato..., são vidas-vívidas que se integram na essência de ser percebida de alguma forma diante do que belo se defina como tal exuberância criadora...
Delineamos os sonhos de sermos co-participantes dos momentos mais belos quanto exuberantes que nos convidam á conspirarem a favor dos que não se deixaram aguar pelo desamor...,
Então, a vida-em-alma se assenta na relva da reflexão e se escancara para o amor que transcende; a minha metafísica difere da metafísica de meu semelhante. E assim vai, a roda segue girando...,
Se hoje eu tenho motivos para levantar as minhas mãos para os céus e ser grato a Deus por ser Ele Deus, e meu Deus, outro logo ali, acuado na solidão pelo fiasco de sua alma agitada sem saber o quê e o seu por que – espera recomeçar do começo para que assim o belo retorne ao prisma de seus olhos cansados pelas lágrimas caídas pela tristeza de ânimo.
Opa! Talvez, a maior problemática dentre todas as mazelas do próprio existir esteja em não sabermos discernir a Sua Graça que já me (nos) põe na Sua eternidade inalteravelmente inabalável.
- Devo mediante a Graça reconhecer que o que está feito, já está feito, e se feito está, nada mais importa que se faça algo em relação do que a meu respeito tenha sido consumado pelo Eterno.
A minha alma amanhã poderá acordar triste e cansada por não entender de uma vez e por todas, que o que se precisava ser feito, foi feito antes da fundação do mundo, porém, o meu espirito esteja pronto...,
Porque para todos nós [ou para a maioria de nós], que nos arrogamos nascidos de Deus, o crer em Deus-por-Deus seja algo tão cético quanto para aquele que jamais compreendeu o escândalo da Cruz?
Fico a imaginar, como tanta gente boa e inteligente consegue medir a Deus com a sua fita métrica!
Acerca de Jesus, Paulo diz: “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”-, a leitura que faço deste texto de Filipenses resulta numa única assertiva: Jesus não era filho de Narciso [narcisista egocêntrico], mas o Filho do Homem [Filho Imaculado de Deus]. O considerado belo para Jesus, não se definia em se olhar no espelho e a si se idolatrar, porém, se ESVAZIAR de si mesmo. Coisa que a maioria dos mortais não deseja fazer humildemente (e este é um apêlo para mim mesmo)!
No Evangelho fica claro que quem se humilha (desce) este é exaltado por Deus (sobe), ou seja, é descendo (se fazendo pequeno) que o individuo sobe (se torna grande) espiritualmente!
Parece-me que o convite para nós e tantos outros a quem Deus os chamar, é para que se aprenda a viver com os (tais) paradoxos da fé, e não com as muletas e as cadeiras de rodas da religião.
Sugiro que comecem a desfazer os edifícios que foram construídos nestes últimos anos de cristianismo mixado com as belas novas profétic(d)as...
A famigerada Teologia da prosperidade puxa sobre seus trilhos uma massa de evangélicos surrealistas e que aprenderam desde “berço” as mediocridades do mundo material e suas cobiças pela soberba da vida.
Nesta cultura religiosa, a leitura da vida é feita loucamente no plano do imediato; a “maturidade” espiritual serviria apenas para identificar de que a maioria das igrejas evangélica de hoje são [ambiências de vacuidades narcisistas, prova disso são os cultos á auto-estima]; e o bom senso evaporou-se ante ao obscurantismo religioso, e que a cada tempo se “renova” na mesmice e em suas bravatas midiáticas.
A patológica doutrina atual ensinada via púlpitos, escraviza os entes igrejinhas institucionalizados para a concorrência de poderes e de títulos irrevogáveis ás clausuras da autocontemplação e dos “adultérios” espirituais com sua própria consciência sadia.
Graças ao evangelho fabricado nos laboratórios neopentecostais que aprendemos a projetar em Deus ás nossas doenças de almas, cujos anseios e desejos flagram a deformidade do nosso eu fetichizado... [...].
Adoramos nos lambuzar e saciar com os fetiches da religião [nos causa euforia santa]!
Escondemos a nossa verdadeira cara por trás das máscaras e amamos em personificar o nosso eu [múltiplas personas], e como exímios atores no teatro da vida, protagonizamos para o lado de fora: Este é o meu eu verdadeiro [mas na verdade é o eu falso que se disfarça do verdadeiro].
Uma geração que vive um ócio no que tange a prática do puro e genuíno Evangelho -, a começar na sua alma, na vida de quem ao evangelho se diz pertencer de direito e de verdade no Senhor.
Infelizmente, mas a nossa geração de crentes-loucos-evangélicos se define como uma geração de pessoas espiritualizadas pelas oferendas de lideres adoecidos pelo dinheiro e por todas as sortes de efemeridades já existentes [sem computar as que sobrevirão sobre o povo emacumbado pelos fetiches narcisistas da religião mística evangelizadora].
Ora, o tédio, a ansiedade e a depressão estão aí, eles jazem á porta das igrejas feita de gente!
A Verdade é que não há mais o comprometimento com a Palavra da Vida em tais ambientes de cultos e de "adoração" a Deus; a contemplação do eu conquistou todo o espaço e o ambiente do sagrado – “Profanaram o teu altar Senhor [neste caso, o ambiente do coração no culto racional a Deus]!”.
A mesa do “propiciatório” serve apenas para:
A) As barganhas ecumenizadamente politizada (neologismo do autor);
B) Para as filantropias das trocas de favores politiqueiros (partidos políticos e igrejas evangélicas)...,
C) A graça serve apenas como graxa nos sapatos dos demarcadores de territórios (eles ensinam ao populacho que para ser abençoado por "Zeus", o bonequinho fantoche tem que se fazer por meio de merecer o kit panacéia)...,
D) As honras pecuniárias para o serviço honorífico [claro, é quem paga os honorários dos lideres], o diaconato e os outros dons ministeriais para a edificação do “Corpo” foram descidos ralos a baixo [o fomento é de se formar um QG de apóstolos sadomasoquistas]...
Dissolveram-se os valores cristãos entre a ética e a moral no tribunal da vaidade, e a bigamia híbrida entre a sensualidade, o desejo e a avareza dá-se o nome de “sodomia apostólica”.
O pudico se deteriorou no cerne do cristão alienado, e o lúdico se maximizou nos entremeios e nas entranhas do adora-a-Dor...
No inicio o cara até “gozava” com as farras e com as orgias dos césares evangélicos, mas depois, e ao passar do tempo, em tais ambientes, chega um dia que a alma cansa, e o cara surta, ele vira um “vale de leprosos emocional” ambulante!
Na maluquice de gerar impressões e projeções impactantes nos filhos bastardos dos deuses de barro adotou-se uma doutrina tirânica e despótica, que põe o eu do individuo a se tornar um hetero-narcisista e abominar a verdade proveniente das Escrituras, a qual exorta-nos a nos transformar no entendimento de uma nova consciência no espírito de Cristo – Logo, na figura de um eremita e menos na patologia de um narcisista!
E o que se torna irônico e sádico ao mesmo instante: o individuo não sabe o indicio de tal insatisfação e tristeza que lhe assalta a alma nestes dias difíceis!
Hilário, não?
A gente côa um mosquito e engole um camelo todos os dias [incoerência e discrepância constantes], a fim de se achar importante para alguém que esteja longe[ou dentro] do nosso aprisco, que mais parece uma pocilga, um confinamento que demanda ração e mais ração para que tão logo se venha o abate..., e o pior, o cara que não consegue enxergar que tudo depende de uma disponibilidade em bondade revertida em pura Graça de Deus em relação aos homens, este continua a sua vidinha medíocre sem viver para servir os outros, reclamando de tudo e de todos; não se converte a Deus por Deus ser apenas quem Ele é, Deus. E continua a questionar a Deus porque a sua alma insaciável pelo imediato não acha descanso nas águas do Rio da Vida (Ez.45;Jo.7.36-37).
Ora, façam-me o favor!
Se converta e pare de se autovitimar ou culpar a Deus por suas escolhas!
Eu te asseguro de que Deus não tenha nada a ver com a sua fé-bre espiritual!
Deus nunca e jamais permitiu a alguém seguir cegamente os pastores, os gurus e os feiticeiros da vida...Ainda que o cabra o "peite"!
“Examine-se a si mesmo e beba do cálice”
Aquele que não discerne estas coisas está perdendo o seu tempo diante do Evangelho!
A sabedoria de cada dia nos convoca para a ceia do conhecimento da Graça de Deus em beatitudes para os homenzinhos de boa vontade.
E o que lhes é permitido como sacramento á mesa na presença dos santos, é a carne e o sangue do Cordeiro de Deus nesta existência (Jesus Cristo)!
Ora, a beleza se evidencia em todo o Universo na seguinte frase repetitiva: “E viu Deus que era bom!”. E aos olhos do Pai que(m) cria o belo nos ambientes mais inóspitos aos olhos e corações humanos, Ele decreta/declara como verdade absoluta que se comendo do Pão-da-Palavra da vida, e saciando-se do Vinho da alegria dos homens, todos haverão de serem gratos e contentes sem qualquer emulação e ventos de doutrinas!
E nesta mesma Graça, eu sigo descobrindo o belo no simples.. a-diante de mim e além do que em mim se possa ser e perceber como favor de Deus!

Nele, que chamará a todos diante do seu tribunal.

Mano Serafim

domingo, 17 de outubro de 2010

"O diabo não tem toda esta força"


O diabo não tem toda esta força (Autor desconhecido)

"Existe um número incontável de cristãos “obcecados” pelo diabo. Para estes o cramulhão é culpado de todas as desventuras da vida. Basta um tropeção na rua, que a culpa é do cão, ou quebrar um objeto de estimação que o coisa ruim é acusado. Se porventura o cidadão levar uma bronca do chefe, é sinal de que o encardido está furioso.
Diante de afirmativas como essas, fico a pensar como começou essa obsessão que se transformou em paranóia para uma boa parcela dos crentes. Da Bíblia é que não foi, até porque, comportamentos como estes não possuem o menor embasamento teológico. Isto posto lembrei-me do Apóstolo Paulo quando pegou um navio que foi sacudido por uma terrível tempestade. Na oportunidade, a nau perdeu o rumo, sofreu naufrágio e os tripulantes e passageiros que estavam a bordo quase morreram. Contudo, em nenhum momento se viu uma só palavra de Paulo culpando Satanás. Pelo contrário, antes do navio zarpar ele havia percebido condições climáticas que desaconselhavam a viagem, e com bom senso deduziu que seria melhor permanecer onde estavam.
Ora, infelizmente virou moda culpar o diabo pelos erros cometidos, em outras palavras isso significa que quando alguém peca a culpa é sempre do demo. Nesta perspectiva, o adultério, a prostituição, a ira, a inveja e outras coisas mais, deixaram de ser obras da carne, para se transformarem em investidas satânicas.
Caro leitor, o Senhor ensinou que a prostituição, o adultério, a malícia e todo tipo de pecado procede do coração do homem e que a prática de tais pecados se deve exclusivamente a natureza humana que é depravada e pervertida. A grande questão é que é muito mais simples culpar o encardido do que assumir erros. Na verdade, este é o problema de muitos: transferir responsabilidades, até porque, é mais fácil jogar a culpa é no diabo do que assumir falhas.
A luz disto pergunto: Que tal assumir seus erros diante de Deus? Davi é um claro exemplo de alguém que não culpou o demo por seus pecados, antes pelo contrário, rasgou a alma depositando diante do Senhor seus erros e pecados afirmando: "Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti eu pequei, somente contra ti, e fiz o que detestas. Tu tens razão quando me julgas e estás certo quando me condenas" - Salmos 51:3-4."
Pense nisso!
Ir. Fernando (leitor do blog Vox Angelus)
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RESPOSTA: Graça e paz manão,
 O que penso é...,
 O diabo não tem toda esta força” – mas os “crentes do diabo de dentro” a têm!

João disse que a quem pertence e de quem de Jesus o é... O diabo de fora (maligno) não o toca!
Trocando em miúdos, o Apóstolo perguntar-nos-ia: “Você é de Deus ou do diabo meu irmão?”
- Será que quem seja de Deus e possua o seu Espírito Santo poderá também ficar possesso de demônios(diabos)?
A Palavra de Deus diz que não, porque aquele que está Nele, no mínimo se faz um só espírito com Jesus... E o diabo de fora não tem chances!
E pela uma única razão de o já tê-lo vencido pelo conhecimento da Palavra de Deus (existencial-mente tendo o homem conhecido e sendo conhecido do/pelo Verbo Encarnado de Deus, Jesus Cristo)...,
"Pais, escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi filhos, porque conhecestes o Pai. Eu vos escrevi pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.” (1Jo.2.13-14).
Assim como o Filho de Deus se manifestou segundo a carne para ANIQUILAR ás obras do Diabo na linearidade e esfera humana; assim o Filho do Homem em semelhança dos homens (mas, sem pecados) advindo de outras esferas superiores que a esta, atuou nas esferas mais baixas da tal humanidade [humilhando-se voluntariamente], sendo assim, condenou o PECADO na carne (ou seja, no próprio in-consciente do homem caído); isto é; des-fazendo/construindo o "corpo de carne", cuja "estrutura psíquica" traz/trazia inimizades contra Deus [diferente-Mente como pensam a maioria dos religiosos, que Deus reprova o corpo humano em si ou qualquer parte dele como significância inata do pecado] leia o Cap. 5 de Gálatas.
Já o que Paulo nos tenta dizer é que tudo seja toda uma questão de consciência e que engloba o todo em si, tanto na consciência-em-conhecimento de que se peca, como uma NOVA consciência que é formada em Cristo Jesus, por motivos das desconstruções benéficas e favoráveis ocorridas em nós que são provenientes do Bom Evangelho na alma!
Sabemos mais do que ninguém, de que Deus não leva em conta o tempo da ignorância do homem, entretanto, logo que o homem obtém a ciência de que ele peca e mesmo sendo feito de pecado – “De maneira terrível fui formado e de pecados me concebeu a minha mãe” – disse Davi acerca de si mesmo e diante das ambigüidades latentes, - a Graça de Deus opera de forma maravilhosa trazendo uma pacificação enorme para o coração contrito e arrependido; um coração que vive numa grata entrega constante aos arroubos do Espírito, o qual, o sonda constantemente e o convence do perdão, da justiça e do juízo em si mesmo já o foi feito e consumado na Cruz por Cristo!
Ao contrário dessa verdade verdadeira é crer ou pensar de que o escândalo da cruz foi debalde ou em vão, e em última análise in-suficiente para gerar no ser do homem caído uma regeneração existencial quanto VIVIFICANTE!
Todavia, a “síndrome  luciferiana” se instala no ser (mesmo o cara sendo um crente), é quando o individuo ver em outros indivíduos a sua cura, principalmente quando IMANTAMOS alguém que se arrogue um mediador poderoso e autosuficientementesanto (tudo junto mesmo)!
De outro lado (ou do lado de fora), o diabo de fora inominável quanto impessoal se detém nos ambientes das regiões celestiais e nas camadas mais longínquas quanto profundas onde o "buraco" fica mais em cima....
É e ele (o tinhoso) não pode tocar naquele cuja ambiência espiritual esteja em Cristo Jesus [quem ESTÁ em Cristo nenhuma condenação há], ainda que a guerra em possuir ás mentes humana des-protegidas (sem o capacete da salvação, ou seja, sem uma NOVA CONSCIÊNCIA NO ESPÍRITO SANTO) sejam travadas dia-após-dia em esferas jamais conhecidas e detectadas pelas mentes humanas - e estas são as HOSTES ESPIRITUAIS (da maldade): os poderes, os tronos e as potestades das regiões celestiais!
As potestades ficam á espreita de uma mente "aberta" e que se escancara feito cancela-que-passa uma boiada, para ser dominada, e neste caso, cujas demandas de suas entranhas já se tenham se tornado um “crente-diabinho” nas aquisições de todas as sortes de ódios e de morte!
Sim, o individuo se transforma num diabo que cresce no seu interior cheio de rancor e ressentimentos enraizados!
É o que João afirma na lucidez do Espírito "AQUELE QUE ODEIA O SEU IRMÃO" é um homicida em potencial nas igrejas dos diabos que o carregue!
- Mano, como pode um cara desses amar a Deus que é intangível em tal relacionamento inter-relacional e odiar diabolicamente ao seu irmão que mete mão no prato da ceia e bebe do mesmo cálice da comunhão consigo?
Para alguns desses..., são exatamente significâncias de hipocrisia farisaica; já em outros casos, é rancor, é raiva, é cobiça, é inveja, é “santa carnalidade”; são taras; são perversões e surtos dos mais variados!
Conviver com o ódio e o ressentimento deve ser um inferno existencial, e muitos vivem neste "purgatório". O cara fica subindo e descendo num frenesi só, aos pólos de instabilidades emocionais - que vai de um simples ato involuntário de causar o mau-como-um-mal a um irmão ao mal maior que é de se isolar em sua subjetividade depressiva!
Me perdoem, mas é verdade: Aquele que vive neste estado se faz um com o espírito do diabo de fora!
Desta forma, o maior inimigo do homem seja ele mesmo[Senhor eu luto é contra a minha própia alma?]!
Foi Jesus quem afirmou isso “Vós tendes por pai o diabo”- os judeus de sua época não aceitavam a bondade de Deus com um dom supremo dado aos homens sem a acepção de raça e de credo. Eles (judeus) procuravam matar a Jesus e por isso agiam como quem possuíssem a natureza HOMICIDA diabólica (os arquétipos-diabinhos de dentro do coração), cujo deus-pai-emulador era-é o diabo de fora!
E a gente numa boa fica só querendo malhar e queimar o Judas Iscariotes traidor da História – “um de vós é o diabo!”, disse Jesus aos seus discípulos!
Quer saber de uma?
O diabo de fora (Satanás) anda estes dias sem ter o que fazer (seu trabalho é manifestar as suas diabruras), pois, muitos crentes endiabrados já estão executando o seu serviço à torta e à direita numa paranóia incessante dentre a cristandade alienada da Graça!
E muitos o fazem pelo inconsciente coletivo que há anos tem-se formado em detrimento de se ter ensinado ao povo um pseudo-Evangelho!
Nestes dias, um mano meu, e a quem eu amo de coração, esteve em minha house e disse-me que estava doente por causa deste “evangelho” louco e opressor que o haviam lhe engendrado em seu inconsciente!
Portanto, a você que me ler, eu sugiro saudavelmente: Questione o que lhe é ensinado em nome do Evangelho da Graça de Deus e em nome do poder de Jesus Cristo!
Que Deus tenha piedade de nós enquanto esperança houver na metanóia daquele que conhece a Sua Graça e é reconhecido pelo Mundo Espiritual, os quais em sua proporção quântica e plena sabem que este possui a CHANCELA DO CORDEIRO DE DEUS NA SUA FRONTE E NA SUA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL.
Ora, os (D) diabos não lh(e)o toca!
Mano Serafim

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Se Jesus não for Deus-em-Deus, pelo menos, seja Ele o ectoplasma do Eu Sou!


O próprio Jesus disse: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.” (Jo.5.39).
 Aos que tem ouvidos sensíveis ao Espírito ouçam com o vosso entendimento que a tudo discerne espiritualmente!
Sabe-se que: ouvidos todos possuem, embora, poucos saibam escutar a simples mensagem do Evangelho da graça de Deus como o Ano aceitável das Benevolências do Eterno a favor da humanidade!
 - Como poderia Jesus dizer que as Escrituras já narravam a sua própria História na existência dos fatos, neste caso, sem ele mesmo ainda ter nascido?
 - O que João Batista as margens do Rio Jordão tentou explicar com tais palavras inefáveis:
(A) “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” (Jo.1.10) – Como que Jesus estava no mundo ANTES de nascer como nascem qualquer paria de Adão?
B) “João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.” (Jo.1.15). – Quem lê esta Escritura aqui logo acha que João Batista teria surtado, pois, como se narra na História Neotestamentária, João era primo carnal de Jesus, filho de José (carpinteiro) e de Maria, ambos de Belém, e da Tribo de Judá.
C) “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.” (Jo.1.10)Para quem crer transcendendo as geografias das Religiões(religações) da Terra, e não para quem ver apenas na dimensão linear /animal – João, mesmo sabendo de que Jesus era o seu primo, filho de sua tia Maria(irmã de Isabel que era mãe de João), num lampejo de lucidez no Espírito Santo (Deus o revela), ele discerne que o Jesus (o Nazareno), filho de José, o carpinteiro e os seus irmãos: Tiago, José, Judas, Simão e irmãs. (Mt.13.55-57; Mc.6.2-3). Sim, toda a fala de João descreve Jesus como o único Filho de Deus que de Deus procede dando tal testemunho de Deus aos homens nascidos de mulher.
Ora, sabemos que o nascimento de Jesus foi realizado como qualquer outro homem que procede de vida uterina, mas a sua concepção é relatada como um ato miraculoso da Graça de Deus (“o poder do Altíssimo te envolverá”)?
E João Batista prossegue falando coisas profundas a respeito de Jesus: “Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca.” (Jo.1.27 )- Quem lê entenda o que já esteja historicamente explicadíssimo, ou seja, João apenas repete o que já havia dito no vers.1; todavia, com uma verticalidade impressionante, que dissolve qualquer fundamento filosófico e tão somente religioso pagão!
O que vem antes dEle e o que vem também depois dEle são apenas cronologias históricas, mas que param diante do espetáculo da ENCARNAÇÃO dentro do tempo e do espaço nesta existência...,
Conquanto Está Escrito: "O CORDEIRO QUE FOI MORTE ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO!
Posto que Jesus seja a Pedra de esquina que os edificadores edificaram não somente através da História, como a maioria esmagadora O ver e o delineia..., mas absolutamente como o Cristo (Messias, Ungido) a-temporal que rasga o véu da separação entre Deus e os homens, e que agora e diante dos olhos de todo o Israel que flagra com os seus próprios olhos, e que paradoxalmente passam despercebidos para o dia em que o Senhor resolveu visitar pessoalmente a Terra – Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! (Mt.23.37)
A Bíblia nos diz que o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, mostrando nos que a crucificação de Jesus foi apenas uma manifestação daquilo que já havia sido feito antes da criação e portanto, do pecado em si.
O Cordeiro já havia morrido no lugar do homem, afim de que o homem não precisasse morrer devido ao seu pecado essencial.
Acaba então o pensamento de que Deus tenha levado sustos com a infidelidade humana no decorrer da história e tentado diferentes formas de salvação até ter a idéia de mandar seu Filho ao mundo (muito menos a patética cena em que se pergunta a todos os seres celestiais quem iria morrer pela humanidade até que Jesus se oferece).
A única forma de salvação sempre foi através do Cordeiro imolado, o resto apenas serviu para apontar essa realidade.
A Lei nunca salvou ninguém e nem mesmo poderia salvar, devido a impossibilidade humana de cumpri-la toda, apenas serviu para mostrar mais ainda como o homem era incapaz de se salvar com as suas próprias obras e apontar para a solução do Cordeiro.
E é aí que neste acontecimento profético e histórico, João (eleito por Jesus maior do que um profeta dentre os nascidos de mulher) vai anunciar publicamente o misterio de Deus "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo!"
- Em Cristo Jesus, Deus chegou mais perto da humanidade – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo.3.1-176).
Ora, e este convite para a RECONCILIAÇÃO com o Bendito Criador é colocado diante de todos os homens [FILHOS DE ABRAÃO, filhos não segundo a genealogia(sem a filiação genealógico), mas segundo a Fé [em números e quantidades das estrelas do céu e da areia do mar] dos que habitam a terra; judeus, cristãos, mulçumanos, budistas, cardecistas..., todos os religiosos, filósofos, enfim, todos os homens que reconhecem em Cristo a redenção de seus pecados, o Justo Juiz –“ Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados”. (Jo.8.24).
Ora ,e quem Este o é? Senão, o ETERNO Sumo Sacerdote Melquisedeque sem linhagem sacerdotal (sem começo e sem fim genealógico) e que foi ao encontro de Abraão!
É por isso que eu creio que quando Deus falou a Abraão que lhe traria um Descendente e que através deste PROFETA Ele iria reconciliar o mundo consigo mesmo. Deus não falou os teus descendentes, mas o seu descendente (não tenho nada contra quem pensa ao contrário, esta é minha leitura que faço e o que creio particularmente no que esteja Escrito não somente com registro de escritura, mais, assertivamente como a Palavra de Deus profética para todas as gerações). Leia comigo o que escreveu Paulo de Tarso: Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.” (Gl.3.16).
Prova disso se explícita no diálogo pouco formal entre Jesus e os judeus de sua época, assim supracitado no cap.8 do evangelho.
Sem fé é impossível agradar a Deus!
Depois da fumaça de gelo que impedia o vislumbre surge uma pergunta da galera: “Disseram-lhe, pois: Quem és tu?”
Jesus lhes disse: “Isso mesmo que já desde o princípio vos disse.”(Jo.8.25).
Em outra narrativa neotestamentária, e em busca de uma afirmação que iluminasse a sua alma pagã, o discípulo Felipe pede a Jesus que o mostre um “holograma” do rosto do Pai (Deus). E Jesus o reponde: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”(Jo.14.9).
Jesus prossegue na revelação: “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.”(Jo.14.10-11).
Dito isso...,
As cortinas do entendimento espiritual são abertas diante do discernimento de Paulo na comunhão dos colossenses. O Apostolo que se considerava um “aborto” em relação aos outros apóstolos de Cristo{por ter ele perseguido a Igreja de Cristo no começo], obteve excelentes revelações acerca da divindade de Jesus Cristo. Tais arroubos vieram no momento em que a Igreja reunida ali, estava sendo seduzida por falsos cristãos e fortemente assediada pelo gnosticismo desenfreado da época. Daí o Apostolo Paulo entra em cena e reverbera a Supremacia do Cristo de Deus, Aquele que desceu do Céu, como dantes ninguém havia descido, e que para o Céu retornou, pois, Ele mesmo era o Filho do Homem [titulo romano: o maior dentre os homens] que desceu do Céu e no Céu se assentou a destra de Deus Pai, logo se relata no Evangelho de João: Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu” (Jo.3.13;He.7.25, Mc.16.19;Lc.24.51;Atos.1.9-11).
Retornemos a declaração de Paulo acerca do Jesus Nazareno, o qual Deus o exaltou sobremaneiramente sobre todas as potestades, tronos, anjos, domínios e reinos...
O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.”
“Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis,”
O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos; Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;”
Portanto, cabe aqui discernir no mínimo a quem crer no que Jesus realizou e o É.
Discerni-Lo mais do que um profeta,  no meu ver seria mais que coerente, e isso sem entrar no mérito de sua ressurreição como desfecho de Sua transcendencia i-mortal, mesmo provando a morte física, Ele é o único que detém a IMORTALIDADE e o único que habita na luz INACESSÍVEL (1Tm.6.16). Podendo assim julgar os vivos e os mortos de todas as existêncais (céus e terra).
Talvez, Jesus jamais tenha dito abertamente para ninguém que era Deus. E Paulo vai  instruir aos Felipenses a imitar e a engendrar o mesmo sentimento que Jesus Teve: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”(Fp.2.5-9).
E paradoxalmente lemos no Livro de Apocalipse(revelação) cap.1, Jesus revela ao díscípulo João[aquele que disse em uma de suas cartas aos cristãos judeus que ele mesmo viu e tocou no Verbo da vida e que esta mesma Vida eterna estava oculta em Deus] a sua verdadeira identidade sempeterna,- “E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.”(Apoc.1.17-18). Aqui o apostolo João não se depara mais com o Jesus flagelado e agonizado diante dos seus tosquiadores (O Cordeiro de Deus), não, neste momento único de glória, João se depara com Aquele que possuía a mesma glória que a de Deus, ANTES que o Mundo existisse (Jo.17.5). Confira comigo o que João disse que viu – “Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, Que dizia: Eu sou o Alfa e o Omega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia. E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.”
Agora veja qual foi a reação de João ao vê-Lo em visão; “E eu, quando vi, caí a seus pés como morto;”
E veja o que Jesus fez com ele: “ e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.”
Tenhamos o consenso meu caro leitor, você há de concordar comigo de que Jesus mesmo sendo considerado um profeta no meio dos homens e nos anais da História-História, o que João disse que viu no Apocalipse foi Alguém como um profeta?
Pense nisso!
Ele foi o Único que nos deu a conhecer o nome de Deus e continuará a nos revelar a Deus, a quem assim se deixa perceber! [Jo.17] (por favor, quem leia entenda).
Ainda que Deus continue impronunciável para muitos e inominável para outros tantos, entretanto, aos homens; nos céus; na terra, debaixo da terra e no mar, não existirá nenhum outro nome senão, o nome de Jesus , para que sejamos salvos!
Ora, me faltariam: tempo, "papel" e "tinta" para eu reproduzir o que foi Escrito acerca da Obra de Jesus Cristo, principalmente quando Ele se intitulou ousadamente "Eu Sou" ; o Bom pastor; O pão da vida, o Rio da vida; a Verdade; o Caminho, o Alfa, o Ômega..., - "Antes de Abrãao exisitir Eu Sou!", disse Jesus aos judeus.
Todavia o convite divino permanece gratuito (o ano aceitável do Senhor é a favor do tempo que se chama:HOJE!) e aberto para todos(Graça), todos quantos Deus o chamar. E nesta Graça escancarada para todos; os mancos; os cegos ; os surdos, os coxos, os lunáticos, os doentes, os pobres, os ricos, os loucos, os rejeitados, os marginalizados, os gentios de toda a parte do mundo (os de perto e os de longe), são convidados a se assentarem na mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino de Deus.
Mas alguém deva perguntar : "E quanto aos filhos do Reino (historicamente a salvação vem dos judeus)?"
Jesus disse para aquela geração, que eles seriam jogados fora, pois, O rejeitaram endurecidamente, cujo coração era de dura serviz - Embora, há uma promessa para Israel, que todo o Israel será salvo com o retorno do Messias. E se faz necessário entender de que nem todo aquele que nasce no Estado de Israel seja o ISRAEL de Deus, porém, a promessa e o concerto diz respeito aos remanescentes filhos de Abraão segundo a Fé!
Creia...,
Venha...,
E veja com os seus própios olhos de/da fé!
Mano Serafim

sábado, 9 de outubro de 2010

O Homem é...

O homem, segundo Gênesis 2.7, compõe-se de duas substâncias – a substância material, o corpo, e a substância imaterial, a alma.
Ora, o primeiro Adão foi criado alma vivente, já o último Adão, espírito vivificante!
Contudo, o homem-criatura, de acordo com 1Ts.5.23 e He.4.12, compõe-se de três substâncias – espírito, alma e corpo.
Portanto, qual a "teoria bíblica" correta: A crença de que o homem possui duas partes (substâncias) ou a crença de que o homem é constituído de três partes (substâncias)?
Quando há uma compreensão neste caso, as duas teses estariam corretas.
O espírito e a alma representam os dois lados da substância não física do homem (imaterial); ou, em outras palavras, o espírito e a alma representam os dois lados da natureza espiritual. Embora distintos, o espírito a alma são inseparáveis, pois, permeiam e interpenetram um ao outro!
Penso que seria correto em dizer: eu sou um espírito (ser) possuo uma alma (psique- a base da individualidade do ser que é), e habito num corpo (invólucro), logo sou eu: Homem!
Estas duas substâncias hominais (alma + espírito) constituem a “alma” (vida) do homem. Posto que, a alma é depositária da vida; e a vida por sua vez, é o entrosamento do corpo com a alma...,
 A alma dá vida ao corpo; e, quando a alma se retira, o corpo morre [o que resta é apenas um grupo de partículas materiais em decomposição].
Todavia, a alma sobrevive à morte porque o espírito a dota de energia; no entanto, a alma e o espírito são indissociáveis, porque o espírito está entrelaçado no tecido da alma. Eles estão fundidos e unidos em uma substância, cuja dimensão não está ao nosso alcance.
Nem a psicologia moderna consegue discernir e delimitar o espírito e a alma (psique) de um homem, porém, a Palavra de Deus estabelece separação e precisão no seu limiar entre ambas às partes que constituem o ser do Homem, ou seja, Deus pode fazer a separação entre tais ethos — tais coisas-em-si: (He.4.12).
A gente tem consciência de que possuímos tais substâncias [ o ser é discernível, mas não é explicável em palavras], entretanto, não conseguimos distinguir a “voz” de quem está falando no momento.
- O espírito é aquilo que faz o homem diferente de todas as demais coisas criadas. Esse espírito é dotado de vida humana (e inteligência), que se distingue da vida dos seres irracionais. Os seres irracionais têm alma, mas não têm espírito...
Prova disso é que os seres irracionais não podem conhecer as coisas de Deus e não podem ter uma relação pessoal e responsável com Ele.
Ora, Paulo faz uma viagem fantástica e complexa para as geografias do dentro de si mesmo (homem interior) tentando desvendar tal mistério entre a psique (alma) e o espírito em si mesmo.
Veja a sua percepção:
Rm 11:3: "Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e procuraram tirar-me a vida?"
Rm 16:4: "(...) os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios".
I Co 15:45: "Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante".
II Co 1:23: "Ora, tomo a Deus por testemunha sobre a minha vida de que é para vos poupar que não fui mais a Corinto..."
Fp 2:30: "(...) porque pelo evangelho de Cristo (...) chegou até as portas da morte, arriscando a sua vida para suprir-me o que faltava do vosso serviço".
I Tess 2:8: "Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade desejávamos comunicar-vos não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto vos tornastes muito amados de nós".
Além dos vers. citados acima , existem quatro (e muito mais na Bíblia) de usos psíquicos —ou seja, psicológicos—, três indicam desejo:
Ef 6:6: "(...) não servindo somente à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus".
Fp 1:27: "(...) firmes num só espírito, combatendo juntamente com uma só alma pela fé do evangelho..."
Cl 3:23: "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens..."
Ainda designando o termo como algo psíquico, Paulo o usa a fim de também indicar emoção:
"E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (I Tess 5:23).
Paulo também discerniu o “men-almático(psíquico)” do “men-espirital(pneumático)” – Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co.2.14).
Todavia o que nos fascina e põe a nossa existência aos pés do Transcendente Criador.
É entender com o coração e mente escancarados, que aprouve a Deus pôs a eternidade nos homens, sendo assim, os faz transcender espiritualmente, e para designar o que há de mais superior na constituição humana entranhável, Paulo usa do grego o termo Pneuma (Espírito).
Desta forma, o Homem psíquico, expressa a natureza humana em si mesma.
Na segunda dimensão—a espiritual— expressa o nível de ser que transcende o imediato. É o transcendente no homem, e que é transcendente ao homem, sem deixar de ser o homem.
Sim, o Homem Penumático que expressa o ser consciente e subordinado ao Espírito Santo, pondo o próprio espírito humano como senhor de sua própia alma.
E isso só ocorre, porque Aquele que, na origem da criação do homem, soprou no corpo desse homem o fôlego da vida poderá soprar na alma dele uma nova vida espiritual – isto é, regenerá-lo(Jo3.8;20.22,Cl3.10).
Fico por aqui!
Mano Serafim

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Autoridade Espiritual

Volta-e-meia aparece um "cabra"tirando uma de Apóstolo de Cristo...,
Neste artigo (postado abaixo), trago um relato histórico de um dos apóstolos mais influentes de Jesus Cristo, e diga assim de passagem, deixou um legado espiritual no que se refere ao quesito: AUTORIDADE APOSTÓLICA.

 “A primeira perseguição cessou durante o reinado de Vespasiano que permitiu algum descanso aos pobres cristãos. Depois dele, logo veio à segunda perseguição desencadeada pelo imperador Domiciano, irmão de Tito. Agindo no inicio de forma branda e moderada, ele em seguida cometeu um ultraje tão grande em seu insuportável orgulho que ordenou a adoração de si mesmo como deus e mandou que em sua honra imagens de ouro e prata fossem erigidas no capitólio.
Nessa perseguição, João, o apóstolo e evangelista, foi exilado por Domiciano para ilha de Patmos. Depois que o imperador morreu assassinado e o senado revogou as suas leis, João foi posto em liberdade e no ano 97 veio para Éfeso, onde permaneceu até o reinado de Trajano. Ali dirigiu as igrejas da Ásia e escreveu o seu evangelho. E Clemente de Alexandria acrescenta (uma) certa história relativa ao santo apóstolo que merece ser lembrada por aqueles que têm prazer nas coisas honestas e proveitosas.
A história é a seguinte: Quando João voltou para Éfeso procedente da ilha de Patmos, solicitaram-lhe que visitasse os lugares das redondezas. Quando, ao fazê-lo, chagara a uma certa cidade e havia confortado os irmãos, viu um jovem robusto, belo semblante e espírito ardente. Fixando sério o recém-indicado bispo, disse João: - Eu, da maneira solene, entrego este homem em tuas mãos, aqui na presença de Cristo e da Igreja.
Quando o bispo havia recebido de João essa responsabilidade e havia prometido agir com fidelidade e diligência em relação a ela, João novamente dirigiu-lhe a palavra e lhe confiou à responsabilidade como antes fizera. Feito isso, João voltou para Éfeso. O bispo, recebendo o jovem entregue aos seus cuidados, trouxe-o para casa, cuidou dele, alimentou-o e finalmente o batizou. Depois disso, ele gradativamente relaxou sua atenção e vigilância sobre o jovem, confiando que já lhe dera as melhores salvaguardas possíveis ao marcá-lo com o selo do Senhor.
O jovem tinha então mais liberdade, e aconteceu que alguns de seus velhos amigos e conhecidos, que eram ociosos, dissolutos e endurecidos na maldade, passaram a fazer-lhe companhia. Inicialmente o convidaram para suntuosos e libertinos banquetes; depois o convenceram a sair com eles pela noite para furtar e roubar; em seguida, eles o tentaram a cometer maiores males e maldades. Assim, com o tempo veio o costume e pouco a pouco o jovem se tornou mais habilidoso e, sendo muito inteligente e de intrépida coragem, como um cavalo bravio ou indomado, abandonando o caminho reto e correndo solto e sem peias, foi levado de cabeça para as profundezas da desordem e do ultraje. E assim, esquecendo-se por completo da salutar doutrina da salvação que antes aprendera a ponto de rejeitá-la, foi tão longe no caminho da perdição que para ele avançar muito mais não era motivo de ansiedade. Desse modo, juntando-se a um bando de companheiros e colegas ladrões, ele assumiu o papel de cabeça e capitão entre os colegas, na perpetração de todos os tipos de assassínios e felonias.
Aconteceu que João foi novamente solicitado a visitar aquela região. Veio e, ao encontrar-se com o bispo a quem nos referimos antes, cobrou dele que prestasse contas do compromisso assumido na presença de Cristo e da congregação que estivera presente na ocasião. O bispo, algo surpreso com as palavras de João, supondo que se referisse a algum dinheiro posto sob a sua custódia e que ele não recebera (mas mesmo assim não ousava desconfiar de João nem contrariar-lhe as palavras), não sabia o que responder. Então João, percebendo a sua perplexidade, expressando o que queria dizer de modo mais claro, explicou: - O jovem e a alma do nosso irmão posto sob a sua custódia, eu exijo. – Então o bispo, lamentando e chorando em altos brados, disse: - Ele morreu. – E João indagou: - Como, qual foi à causa da morte? – Disse o outro: - Ele morreu para Deus, pois se tornou um homem mau e desregrado e acabou como um ladrão. Agora freqüenta a montanha em vez da Igreja, na companhia de malfeitores e ladrões iguais a ele.
Neste ponto o apóstolo rasgou suas vestes e, lamentando muito, disse: - Que belo guardião da alma de seu irmão deixei aqui!  Arranja-me um cavalo e arrume um guia que acompanhe. – Feito isso, providenciados o cavalo e o homem, ele saiu às pressas da Igreja. Chegando ao lugar indicado, foi preso por ladrões que estavam à espreita. Mas ele, sem tentar fugir ou resistir, disse: - Vim até aqui com uma finalidade. Levem-me – disse ele – ao seu capitão, armado até os dentes, começou a examiná-lo de modo impiedoso. Logo em seguida, ao reconhecê-lo, foi tomado de confusão e vergonha e empreendeu uma fuga. Mas o velho o seguiu como pôde e, esquecendo-se da idade, gritava: - Meu filho, por que foges de teu pai? Um homem armado fugindo de um homem despojado, um jovem fugindo de um velho? Tem piedade de mim, meu filho, e não tenhas medo, pois, ainda resta esperança de salvação. Eu respondi a Cristo por ti. Eu morrerei por ti, se for preciso. Como Cristo morreu por nós, eu darei a minha vida por ti. Acredita-me, foi Cristo que me enviou.
O capitão, ouvindo tais palavras, primeiro, como se estivesse confuso, ficou estático, e com isso a sua coragem se abateu. Depois jogou as armas ao chão e aos poucos começou a tremer, sim, e depois chorou amargamente. Em seguida, aproximando-se do velho, abraçou-o e falou com ele chorando (da melhor maneira que pôde), sendo novamente batizado no ato com lágrimas. Mas escondia a mão direita que estava encoberta.
Em seguida o apóstolo, depois de prometer que obteria o perdão de nosso Salvador, orou, caindo de joelhos, e beijou-lhe a mão direita assassina (que por vergonha ele antes não ousava mostrar), agora purificada pelo arrependimento, e o trouxe de volta para a Igreja. E quando havia rogado por ele com oração contínua e jejuns diários, e o havia fortalecido e confirmado a sua mente com muitas máximas, João o deixou novamente restaurado para a Igreja.
Um grande exemplo de sincera penitência, prova de regeneração e um troféu da futura ressurreição”.
Extraído do livro : "O Livro dos Mártires" (Jonh Fox).

Mano Serafim

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O espírito de Paulo está de volta...(1 Coríntios 9 )

Se caso Paulo estivesse vivo hoje, e fosse entrevistado pela mídia atual - como você imaginaria o seu comportamento sobre tais perguntas abaixo?

A) O senhor é considerado um Apóstolo para as nações do Mundo?

R- “Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?

Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor”.(parece que mais seria uma questão de vocação ministerial do que mesmo de um mero título pessoal)
B) O senhor possui alguma mega-estratégia visionária de pregar ás nações comprando um jatinho?
R- “Esta é minha defesa para com os que me condenam.
Não temos nós direito de comer e beber?
Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?
Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?
Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado?
Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo?
Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois?
Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante”.(parece que Paulo e os demais apóstolos de Cristo, e juntamente com as suas famílias,  não pensaram duas vezes em colocar os seus pés nas estradas empoeiradas e desérticas para anunciar o Evangelho)
C) Seria correto, como também se tornou comum no meio da cristandade, enriquecer-se através dos dízimos e das ofertas nas realizações de campanhas com propósitos feita pelos fiéis?
R- Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais?
Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.
Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar?
Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho”. (o que parece estar claro: é que viver pelo evangelho não é o mesmo que enriquecer "através do evangelho" com o trabalho melado de suor dos fiéis)
D) Entendi. Mas quanto ao senhor, qual a sua posição quanto ao viver pelo evangelho?
R – “Mas eu de nenhuma destas coisas usei, e não escrevi isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória.
Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!
E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada.
Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho.” (Na consciência de Paulo, ele entendia de que Já estava tudo CON$UMADO por Cristo - ora, e se já está tudo quitado com Deus, como de fato está, não nos resta nenhuma razão pela qual  se deva dar gorjetas aos sacerdotes-pastores-mediadores das bençãos em nome de Deus).
E) Como o senhor ver o seu apostolado diante da sociedade?
R- “Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais.
E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.
Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei.
Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.
E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.”(isso prova de que o Evangelho era existencial para ele, assim como deve ser para o apóstolo vocacionado por Cristo - isto é, possuindo no entanto, o servo, a mente de Cristo).
F) E para finalizar o nosso encontro: como o Apostolo ver a participação dos cristãos-evangélicos nestas eleições de 2010 para presidência da república?
R- “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.
E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.
Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.
Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.”
(nada seja mais explícito do que tal resposta paulina: os evangélicos escolhem os seus partidos(como cidadãos livres)embora, não sejam livres para votar, pois, os seus lideres os amedrontam e indicam em quem votar, eles ensinam os fiéis a ideologizar a sua Fé[crente deve votar em crente não importando as suas intenções]...Nesta empreitada o cara se vende aos partidos políticos “demonizados”  para alcançar as “glórias deste mundo” e assim construir o seu próprio reino aqui na terra, ainda que reprovado esteja diante de Deus).
The End

Mano Serafim