segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Menos Narcisista e mais Eremita... O Belo não vitima o ser!


Certamente se diria em pró do belo: “A beleza está nos olhos de quem vê e no coração de quem sente... É tudo uma questão de percepção.”
Então, eu me pergunto: A aparência equivale à essência?
Ora, eu acho linda a idéia da beleza de ser assim mesmo abstrata, ela é extremamente fugaz para quem não deseja compreender...
Como você ver e aprecia o belo?
- O belo é medido/percebido e entendido como exuberante em tudo aquilo que as retinas podem enxergar como estético, ou mesmo como o padrão do que seja belo e do que belo não seja estaticamente?
Sendo assim, nada difere de nada mesmo. E assim não haverá a intenção do que se procura ver sensorialmente o que de fato belo seja na descoberta e na apreciação da vida como um ato de graça.
Na vida, muitas vezes passamos despercebidos do que o belo seja...
Seja o belo visto no belo-horizonte intuitivo..., e sentido na mãe natureza, como também é natural que a natureza humana se aproprie devidamente do que é beleza por natureza inigualavelmente bela...,
E agora de imediato..., são vidas-vívidas que se integram na essência de ser percebida de alguma forma diante do que belo se defina como tal exuberância criadora...
Delineamos os sonhos de sermos co-participantes dos momentos mais belos quanto exuberantes que nos convidam á conspirarem a favor dos que não se deixaram aguar pelo desamor...,
Então, a vida-em-alma se assenta na relva da reflexão e se escancara para o amor que transcende; a minha metafísica difere da metafísica de meu semelhante. E assim vai, a roda segue girando...,
Se hoje eu tenho motivos para levantar as minhas mãos para os céus e ser grato a Deus por ser Ele Deus, e meu Deus, outro logo ali, acuado na solidão pelo fiasco de sua alma agitada sem saber o quê e o seu por que – espera recomeçar do começo para que assim o belo retorne ao prisma de seus olhos cansados pelas lágrimas caídas pela tristeza de ânimo.
Opa! Talvez, a maior problemática dentre todas as mazelas do próprio existir esteja em não sabermos discernir a Sua Graça que já me (nos) põe na Sua eternidade inalteravelmente inabalável.
- Devo mediante a Graça reconhecer que o que está feito, já está feito, e se feito está, nada mais importa que se faça algo em relação do que a meu respeito tenha sido consumado pelo Eterno.
A minha alma amanhã poderá acordar triste e cansada por não entender de uma vez e por todas, que o que se precisava ser feito, foi feito antes da fundação do mundo, porém, o meu espirito esteja pronto...,
Porque para todos nós [ou para a maioria de nós], que nos arrogamos nascidos de Deus, o crer em Deus-por-Deus seja algo tão cético quanto para aquele que jamais compreendeu o escândalo da Cruz?
Fico a imaginar, como tanta gente boa e inteligente consegue medir a Deus com a sua fita métrica!
Acerca de Jesus, Paulo diz: “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”-, a leitura que faço deste texto de Filipenses resulta numa única assertiva: Jesus não era filho de Narciso [narcisista egocêntrico], mas o Filho do Homem [Filho Imaculado de Deus]. O considerado belo para Jesus, não se definia em se olhar no espelho e a si se idolatrar, porém, se ESVAZIAR de si mesmo. Coisa que a maioria dos mortais não deseja fazer humildemente (e este é um apêlo para mim mesmo)!
No Evangelho fica claro que quem se humilha (desce) este é exaltado por Deus (sobe), ou seja, é descendo (se fazendo pequeno) que o individuo sobe (se torna grande) espiritualmente!
Parece-me que o convite para nós e tantos outros a quem Deus os chamar, é para que se aprenda a viver com os (tais) paradoxos da fé, e não com as muletas e as cadeiras de rodas da religião.
Sugiro que comecem a desfazer os edifícios que foram construídos nestes últimos anos de cristianismo mixado com as belas novas profétic(d)as...
A famigerada Teologia da prosperidade puxa sobre seus trilhos uma massa de evangélicos surrealistas e que aprenderam desde “berço” as mediocridades do mundo material e suas cobiças pela soberba da vida.
Nesta cultura religiosa, a leitura da vida é feita loucamente no plano do imediato; a “maturidade” espiritual serviria apenas para identificar de que a maioria das igrejas evangélica de hoje são [ambiências de vacuidades narcisistas, prova disso são os cultos á auto-estima]; e o bom senso evaporou-se ante ao obscurantismo religioso, e que a cada tempo se “renova” na mesmice e em suas bravatas midiáticas.
A patológica doutrina atual ensinada via púlpitos, escraviza os entes igrejinhas institucionalizados para a concorrência de poderes e de títulos irrevogáveis ás clausuras da autocontemplação e dos “adultérios” espirituais com sua própria consciência sadia.
Graças ao evangelho fabricado nos laboratórios neopentecostais que aprendemos a projetar em Deus ás nossas doenças de almas, cujos anseios e desejos flagram a deformidade do nosso eu fetichizado... [...].
Adoramos nos lambuzar e saciar com os fetiches da religião [nos causa euforia santa]!
Escondemos a nossa verdadeira cara por trás das máscaras e amamos em personificar o nosso eu [múltiplas personas], e como exímios atores no teatro da vida, protagonizamos para o lado de fora: Este é o meu eu verdadeiro [mas na verdade é o eu falso que se disfarça do verdadeiro].
Uma geração que vive um ócio no que tange a prática do puro e genuíno Evangelho -, a começar na sua alma, na vida de quem ao evangelho se diz pertencer de direito e de verdade no Senhor.
Infelizmente, mas a nossa geração de crentes-loucos-evangélicos se define como uma geração de pessoas espiritualizadas pelas oferendas de lideres adoecidos pelo dinheiro e por todas as sortes de efemeridades já existentes [sem computar as que sobrevirão sobre o povo emacumbado pelos fetiches narcisistas da religião mística evangelizadora].
Ora, o tédio, a ansiedade e a depressão estão aí, eles jazem á porta das igrejas feita de gente!
A Verdade é que não há mais o comprometimento com a Palavra da Vida em tais ambientes de cultos e de "adoração" a Deus; a contemplação do eu conquistou todo o espaço e o ambiente do sagrado – “Profanaram o teu altar Senhor [neste caso, o ambiente do coração no culto racional a Deus]!”.
A mesa do “propiciatório” serve apenas para:
A) As barganhas ecumenizadamente politizada (neologismo do autor);
B) Para as filantropias das trocas de favores politiqueiros (partidos políticos e igrejas evangélicas)...,
C) A graça serve apenas como graxa nos sapatos dos demarcadores de territórios (eles ensinam ao populacho que para ser abençoado por "Zeus", o bonequinho fantoche tem que se fazer por meio de merecer o kit panacéia)...,
D) As honras pecuniárias para o serviço honorífico [claro, é quem paga os honorários dos lideres], o diaconato e os outros dons ministeriais para a edificação do “Corpo” foram descidos ralos a baixo [o fomento é de se formar um QG de apóstolos sadomasoquistas]...
Dissolveram-se os valores cristãos entre a ética e a moral no tribunal da vaidade, e a bigamia híbrida entre a sensualidade, o desejo e a avareza dá-se o nome de “sodomia apostólica”.
O pudico se deteriorou no cerne do cristão alienado, e o lúdico se maximizou nos entremeios e nas entranhas do adora-a-Dor...
No inicio o cara até “gozava” com as farras e com as orgias dos césares evangélicos, mas depois, e ao passar do tempo, em tais ambientes, chega um dia que a alma cansa, e o cara surta, ele vira um “vale de leprosos emocional” ambulante!
Na maluquice de gerar impressões e projeções impactantes nos filhos bastardos dos deuses de barro adotou-se uma doutrina tirânica e despótica, que põe o eu do individuo a se tornar um hetero-narcisista e abominar a verdade proveniente das Escrituras, a qual exorta-nos a nos transformar no entendimento de uma nova consciência no espírito de Cristo – Logo, na figura de um eremita e menos na patologia de um narcisista!
E o que se torna irônico e sádico ao mesmo instante: o individuo não sabe o indicio de tal insatisfação e tristeza que lhe assalta a alma nestes dias difíceis!
Hilário, não?
A gente côa um mosquito e engole um camelo todos os dias [incoerência e discrepância constantes], a fim de se achar importante para alguém que esteja longe[ou dentro] do nosso aprisco, que mais parece uma pocilga, um confinamento que demanda ração e mais ração para que tão logo se venha o abate..., e o pior, o cara que não consegue enxergar que tudo depende de uma disponibilidade em bondade revertida em pura Graça de Deus em relação aos homens, este continua a sua vidinha medíocre sem viver para servir os outros, reclamando de tudo e de todos; não se converte a Deus por Deus ser apenas quem Ele é, Deus. E continua a questionar a Deus porque a sua alma insaciável pelo imediato não acha descanso nas águas do Rio da Vida (Ez.45;Jo.7.36-37).
Ora, façam-me o favor!
Se converta e pare de se autovitimar ou culpar a Deus por suas escolhas!
Eu te asseguro de que Deus não tenha nada a ver com a sua fé-bre espiritual!
Deus nunca e jamais permitiu a alguém seguir cegamente os pastores, os gurus e os feiticeiros da vida...Ainda que o cabra o "peite"!
“Examine-se a si mesmo e beba do cálice”
Aquele que não discerne estas coisas está perdendo o seu tempo diante do Evangelho!
A sabedoria de cada dia nos convoca para a ceia do conhecimento da Graça de Deus em beatitudes para os homenzinhos de boa vontade.
E o que lhes é permitido como sacramento á mesa na presença dos santos, é a carne e o sangue do Cordeiro de Deus nesta existência (Jesus Cristo)!
Ora, a beleza se evidencia em todo o Universo na seguinte frase repetitiva: “E viu Deus que era bom!”. E aos olhos do Pai que(m) cria o belo nos ambientes mais inóspitos aos olhos e corações humanos, Ele decreta/declara como verdade absoluta que se comendo do Pão-da-Palavra da vida, e saciando-se do Vinho da alegria dos homens, todos haverão de serem gratos e contentes sem qualquer emulação e ventos de doutrinas!
E nesta mesma Graça, eu sigo descobrindo o belo no simples.. a-diante de mim e além do que em mim se possa ser e perceber como favor de Deus!

Nele, que chamará a todos diante do seu tribunal.

Mano Serafim