quarta-feira, 9 de março de 2011

Uma leitura sobre Deus na pele de um pai... (Antropologia Cristã Espiritualizada)


Deus no papel de um [pai] provavelmente diria: “Escolhi a Jacó e desprezei a Isaú”(uma percepção da leitura judaica).
Há [uma]verdade nesta expressão -, Ora, e eu não estou nem um pouco preocupado em querer explicar tal afirmação para assim agradar a qualquer pessoa que seja (que sejam aos judeus ou aos cristãos).
Sim, tal rela-AÇÃO é notória entre famílias, principalmente quando na família existem mais de um filho...e a minha família não foge à regra, pois, sou filho e também sou pai.
Teriam como os pais disfarçarem o apego e a afinidade que possui com um de seus filhos? Aliás, quando a acepção se faz gritante tanto assim - "Escolhi a Jacó e desprezei a Isaú”?
Ora, o afeto e o amor a uma pessoa podem ser canalizados sem que possamos ser obrigados a restringi-los ás únicas pessoas, a quem somente amamos no desprender de nossas energias?
Daí o instinto humano de se beneficiar daquilo que emana reciprocidade!
Ora, assim se refaz tal ciclo afetivo: "se me amarem eu os amarei; se me acolherem eu os acolherei; se me aceitarem eu também os aceitarei"...,

Estamos sempre em/na vida em busca de desejos infinitos de trocas....e isso é tão normal quanto condicional!
Todavia deveria tal sentimento partir de um pai?
Se um pai biológico não possui a capacidade de amar incondicionalmente um filho a quem gerou, haverá muita gente que [sendo pais, mas sem poder gerar filhos biológicos] amarão aqueles de quem de outros foram gerados. A isto chamamos de adoção e aqui mesmo habita o amor incondicional!
É verdade [absoluta] de que Deus Pai só tem um Filho. O Qual Ele próprio o gerou!(Sl.2.7c).
Todavia, pelo Espírito eterno da adoção de filhos foram feitos milhares de filhos de uma mesma paternidade espiritual.

Ora, no evangelho segundo S. João se registra a maior declaração de amor que um Deus que é Pai poderia fazer aos homens -, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo.3,16).
Entregar o Filho significaria uma “parição paterna” quântica de geração a geração de filhos adotivos segundo a ordem de Melquisedeque -, isto é, sem genealogia e sem fim definido.O salmista chega a chamar a Deus de El-Shadai, o Deus que abraça, amamenta e cuida semelhantemente a uma mama, Ele põe a sua cria em seu colo acalentador e o alimenta maternalmente!
Poderia uma mãe se esquecer do filho de sua gestação?
Sim, é verossímil que sim, que uma mãe se esqueça e abandone o seu filho que amamenta..., Porém o Senhor jamais se esquecerá de um filho seu gerado pela Graça do amor no evangelho!
Deus também ama aquele que não O conhece, embora, tal pessoa O ignore por sua própria ignorância espiritual. Ele, o Pai, não desiste de nos amar, o Seu amor não oscila e nem se diminui pelas nossas indiferença. Ainda que a religião o denomine como um filho bastardo do Pai... O Ano aceitável das bondades do Senhor abrange a todos.
Ele não está condicionado a nada e não existe nenhuma condição nossa que o faça retroceder em nos amar... “Aquele que nos amou sendo nós ainda pecadores”.  Nos amou ANTES de tudo e de toda a existência e nos amará para sempre!
Ele é o mesmo papaizinho[Pai] nosso que estás no céu da oração de Jesus Cristo!

Dele, para e por Ele vivemos, e para Ele foram feitas e são executadas todas as coisas que existem e existirão.
Somente a Ele a Glória pra sempre!
Aba, Pai! -, Une o incognoscível ao cognoscível...,

Abrem-se e se enceram todos os comentários religiosos e filosoficos quanto a possessão de Deus por causa própia, senão da propia religião que sobrevive ainda hoje pra se autojustificar como RELIGIÃO!
Sim, tudo relacionado ao que de Deus pode-se conhecer e saber na figura de um Pai se convergem no Cristo (cristologia).
Em Cristo duas [metáforas] se encontram...
1- Em Cristo a revelação de Deus como um pai que ama a sua cria-criação estabelece o principio inviolável quanto (o) Ser. E aqui a metáfora do vir-a-ser se enquadra na essência magnífica de que saimos de Deus, e para o seio da casa do Paizinho [da párabola do filho pródigo] retornaremos como um ato benevolente de Sua multiforme Graça.
2- Em Cristo todos os arquétipos religiosos se desfazem junto a multiforme graça de Seu amor transformador. Não que venhamos a ser mudados, mas sendo a nós mesmos caminhando pela vocação da Graça em amor libertário pelo qual fomos chamados a caminhar no Caminho (que é uma pessoa : Jesus de Nazaré)...,daí o renunciar sendo nós mesmos, porém, imitadores-discípulos do homem-mestre divino. Nele, se culminam todos os propósitos da criação, da vida e da eternidade. E aqui o DEDO de DEUS é colocado pela via da Encarnação do Filho cheio de amor e de verdade.

Sim, sucumbem todos os tratados e pactos que segregavam os demais homens da família espiritual do Pai. Em Cristo Deus se reconcilia consigo mesmo e com o Mundo de maneira linda!
O verbo AMAR de Deus sendo conjugado na segunda Pessoa da divindade..., e lá no suspenso calvário aos pés da Cruz do centro se reúnem todos os filhos da parição do Criador ["quando eu for levantado atrairei muitos a mim"- disse Jesus]...está posto novamente e eterna-mente o Edén nos corações dos pecadores inatos, e a verdade escrachada em amor nos lábios dos que anunciam as Boas Novas de Seu reino.
Ora, e aqui me ponho de punhos fechados em combate de fé contra as nuances de desamores que a bestialidade dos homens maus faz com que eles própios rejeitem a paternidade una de Deus...,
Ora, ser discípulo requer fazer a vontade de seu mentor/mestre e não a minha/nossa vontade e permanecendo a mesma pessoa.
Esta é a verdadeira proposta do Evangelho da graça de Deus!
Pela qual une todos os povos, línguas e nações assentados na mesa com Abraão , Isaque e Jacó na eternidade. A rainha de Sabá entendeu a mensagem do evangelho, isso afirmou Jesus aos judeus de sua época.
E você que ler este textinho o que dizes?
Venha e veja, e vendo discirna a sua filiação pela ADOÇÃO de filhos de Deus pela graça de seu amor, que já foi posta desde a fundação do mundo, então descobrirá, que o Pai das luzes escreveu o seu nome no Livro da Vida do Cordeiro Eterno!
Nele somos feitos filhos de um mesmo Pai espiritual sem a violação de pertencê-Lo, posto que quanto a isso já esteja tudo consumado! 
O segredo é tomar posse disso pela fé no Filho Unigênito do Pai, e o restante, tudo Ele o fará.
O véu da separação [entre Deus e os homens deuses] fora rasgado pela vi(n)da do Filho do Homem em agonias, - a Cruz foi alçada ANTES do mais...
É bem simples assim, basta crer!
Pense nisso !
Mano Serafim