quinta-feira, 7 de julho de 2011

A idade de ser feliz


                                                      Dica de Rita Sales
                                                   A idade de ser feliz
Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio  é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo  NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Autor: Mário Quintana

COMENTÁRIO de Mano Serafim:
Hummmm!
Mas que sentido faz se para mim e pra você não fizerem sentido às palavras do poeta?
Quero ratificar que faz sentido sim - para mim - o pensamento do poeta...
Acho que me flagro nesta idade, aliás, talvez este seja o meu maior e melhor flagrante na vida...,
- Não é fácil falar bem ou mal de mim como acho tão fácil falar dos outros a quem não conheço... E para quem continua pensando que falar de mim seja fácil ou difícil, eu o autorizo para viver quem sou...(rsrsrs).
Talvez, seja até fácil, extremamente fácil falar de mim, mas o difícil é ser eu. Experimenta, o convite está feito, venha e seja eu e viva a mim em sua vida...
-- Esta é a idade áurea de se desabrochar para vida..., mas em que faixa etária?
Na minha e na sua idade!
Tenho 39 anos e hoje percebo que posso experimentar com mais lucidez e maturidade certas coisas que antes eu não poderia i.e., pensava com minhas idéias que não deveria experimentar (quase sempre me podei). Creio, acho que evolui...
E o tempo para isso urge e se chama: agora, o tempo presente, o tal que vivemos no imediato.
A presente idade aqui chega a ser fugaz quanto à juventude que tão de repente passará!
Portanto, se faz útil viver com intensidade todos [os meus] dias como se fosse durar apenas um instante...
O novo repara as perdas e refaz a esperança, contudo sem o passado presente de novo, e sem um novo frenesi do futuro, vivo a esperança do novo e do agora, e com toda a intensidade de minha vida-alma sem a desesperada preocupação gritante do futuro que ainda não poderei [vi]ver...,
Ser a si mesmo é também viver o novo de cada dia na idade que começa a ser feliz neste instante de uma nova vida do agora.
Vejo muita gente desejando atingir plenamente a felicidade em busca de coisas efêmeras, elas ignoram que a felicidade é um estado de espírito e sendo assim, não pode procurar a felicidade como se a busca ou procura achá-la se chegando a um lugar propriamente dito. Mas se é feliz existencialmente porque se sabe que para ser feliz, se é simplesmente feliz, e não se espera chegar a ser um dia...
A felicidade, concebida como estado de plenitude difere do prazer imediatista (o qual é sempre efêmero e incompleto).
É a felicidade que justifica e dá sentido à vida, constituído-se em horizonte de toda ação humana.
Ora, o ser humano não é só racionalidade nem instinto. É, também desejo, desejo consciente, refletido, pensado, partilhado. Em razão disso, coloca-se a questão da felicidade como realização do desejo: não como consumação de satisfação e de prazeres efêmeros, não com sentimento fugaz; mas sim, como realização plenificada na existência; “felicidade de ser”, que supera a angústia de viver.
Ser feliz, pois, quer dizer alcançar plenitude existencial: não na idéia de eternidade, morta, mítica, estática, mas na viagem essencial e ativa que propícia sabedoria inabalável e harmonização biopsíquica, espiritual e social. Não no idealismo ingênuo das doutrinas do impossível, mas na teorização dinâmica que, a um só tempo, é oriente, atualidade  percurso de uma utopia viável , objetiva e sempre possível.
Pense sobre isso, pois, sempre acreditei que viver a vida no tempo eterno do presente sempre será a única razão de vivenciarmos a felicidade plena.
Acredite que difícil mais é tentar se viver uma vida feliz sem que haja um toque de poesia.

Mano Serafim