quinta-feira, 21 de julho de 2011

Deus entre o real e o abstrato da arte universal-MENTE proporcional a mim...

                                                   Por Mano Serafim

Permitirás que um espírito lhe golpeie a jugular do saber?
Logo eu que já andei pelos quatro cantos do mundo a procura de respostas existencias que me revelassem o Artezão que me formou nesta arquitetura-pintura complexa (risos)...
Pergunte a qualquer sábio o que ele mais deseja, e é mais do que provável que responderá: mais conhecimentos.
Divinamente seria se o fator inexistência pré-existisse, tendo em vista que do nada Deus chamou de Existência?
Elevado ao nível do sobrenatural, só a “lógica” da fé permite compreender Aquele em quem subsistem todas as coisas, considerando insensatez toda dedução de que tudo caminha para o nada.
É razoavelmente aceitável que uma inteligência suprema governe o mundo, apesar dos enigmas e dos paradoxos da vida presente.
Mas, afinal, quem é Deus? O Eterno, o Incriado, o Onipotente, o Onisciente, o Onipresente, a Imanência e Transcendência de tudo quanto existe no Cosmos. E por mais que a Teologia queira “batizá-lo”, Ele continuará a ser o Inominável. Causa Única não causada. Aquele que é em razão de sua própria essência. Somatório de todos os átomos. Principio vital infinito, do qual o ser humano é apenas pequeno grão de areia..., 
Há séculos estelar atrás eu via a morte dos planetas no mar cósmico e hoje já se conta mais um planeta para a famigerada Astrologia adulterada... Aliás, como poderia o governo de todos os seres existenciais, o equilíbrio de todos os astros e sapiência das leis naturais resultarem na mera evasiva do nada?
Ainda na minha busca por respostas existenciais vislumbrei quando percebi que a lua inteira agora é um manto negro, e que horror, são os quatro ciclos no escuro deserto dos céus...
No cume calmo de um monte ouvi a sombra sonora de um disco voador - Assim se pronuncia a Ufologia!
No que o Gênesis do amor se dilata na Encarnação em hipótese de o Eterno ser eu – O amor se fez gente em mim. Emerge daí a inquietude espiritual, a angústia existencial que só se elimina com a integração dos pequeninos ao mar insondável do grande Ser Divinal.
Uma resposta universal-Mente proporcional a mim?
-- Alô, estranho eu voltei mais puro do céu - Essa experiência ninguém a tira de mim!
Num instante, em provérbios, eu disse;    
A morte nunca foi de fato morte, antes um rápido intervalo para Vida – o fim de um começo!
Angustiar-se será inevitável se na vida a alegria não nos poupasse do inferno existencial.
Permita então eu a mim que a  arte criadora do amor entre nesta casa coração...,
Evoca a felicidade quem do amor faz o seu amuleto de contentamento artesanal.
Possuído de insensatez é todo aquele que afirma que a arte não seja um Dom da parte de Deus. A arte é a expressão que constrói um novo sentido integrante da cultura. O artista passa a ser um ente social que reflete sobre a sociedade, voltando-se para ela a fim de criticá-la, afirmá-la ou superá-la. Sob essa ótica, em um embate constante com a Natureza, o artista deve ser visto como gênio-deus-criador e solitário excepcional.
Outro aspecto é, quem dera que o abstrato da arte fosse uma real declaração de amor
em gratidão a criatividade dada por Deus em exprimir sensorialmente um feixe de louvores a existência em Deus, sem procurar a justa forma de se expressar na pele de um painel de aço escovado!
Em Deus eu já me sinto plenamente descoberto e tatuado. As minhas camadas humanas vão despindo aos poucos. Abres-me o peito em terreno fecundo quando me acumulas de amores, de favores, eternamente REDENTORES que exponenciaram a Criação em arte pelo simples desejo de se amar; e mutante-mente se constatam suas frequentes mudanças decorrentes a relação universal entre o real e o abstrato divino. Embora, isso tudo ou apenas tudo isso, seja o todo-em-tudo universal-Mente e proporcional a mim...
Pois, esta é a minha ótica.
Mano Serafim