sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fagulhas de um tempo: Uma luz sem sombra...


                           Por Mano Serafim
A minha mamãe precisa saber que lá fora o mundo globalizado se tornou uma ilha...
O preço que se paga às vezes é alto de mais!
As revistas eletrônicas... Informam onde estavam as armas químicas...,
As perguntas... Especulam as nossas particularidades...,
As conquistas da juventude.

Existem tantas coisas que a gente ver e sente quando criança, mas há algo que fica registrado - algo que a gente nunca se esquece - e não consegue entender.
Por isso mãe, eu só ponho a cara lá fora quando o sol se puser – posto que em terra de mutantes – a juventude é uma grana numa propaganda de traficantes.
"Os homens são como as ondas: quando uma geração floresce, a outra declina."(Homero)

Sim, tá todo mundo revendo o que nunca foi visto, e lendo o que jamais foi lido!
Alguma coisa ficou pra trás. Antigamente eu sabia exatamente o que fazer  na esperança de que o tempo me mudasse.
Nesta terra de homo-ignorante mutante...
A História grifa os crimes políticos dos “anos-de-chumbo”...
Todos eles enterrados em sarcófagos judiciais de uma manobra leviana da justiça.
Um líquido amor pelas causas perdidas - Às vezes eu me sinto como um estrangeiro, passageiro de algum trem que não passa por aqui, e que não passa de uma ilusão. 
Nesta terra de mutantes que trocam vidas vividas por montante$.... 
Aquela juventude se foi sem volta num caminhar alucinante. 
E aqui dentro de meu quarto escuro surge uma luz sem sombra... 
Vejo um horizonte que mais parece uma faca com dois gumes - nós não precisamos entender a lógica do sistema, mas afinal de contas o que nos trouxe até aqui – a verdade ou a mentira?
O tempo nos faz esquecer o que nos trouxa até aqui?
Tudo bem seja o que for, e até pode ser – os moinhos são dragões de vento!
Temos todo o tempo do mundo.
Lembrem-se não temos tempo a perder – pois, o nosso suor é sagrado!
Mas, eu sugiro que descansem em paz, bem longe das armas químicas e dos fúnebres poemas.
Não desejamos ser eleitos e não queremos matar os suspeitos. Somos o que há de melhor. Somos o que dá pra fazer – o que não dá pra evitar e o que não se pode escolher!
A minha juventude se foi...
Ela era o nome certo deste ardor.
Ora, o que foi prometido ninguém prometeu e o que foi escondido foi o que se escondeu.
Posto que [temos] o nosso próprio tempo de..., e nem foi tempo perdido!
E agora esperar que se envelheça a modernidade insossa!

Mano  Serafim