quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Você crer quem Ele seja?

                       Você crer quem Ele seja?
Diga-me qual poderia ser o maior estelionato do si mesmo quando não se crer quem Jesus seja?
Um niilismo apropriado a toda sorte de barganhas entre o ser que jamais se distinguiu do divino ser, e que sucumbe ao desejo mais irracional que vasculha a alma numa única hipótese de se desvencilhar do mal. Mal este que obscurece o pensar filosófico.
Daí a virtude daquele que se examina, e assim se expõe a uma auto-análise visceral pela informalidade do Evangelho...,
Na solicitude pela vida o homem procura sobreviver às adversidades no caminhar neste chão relativamente ambíguo. Visto que o mal que se conhece como Mal, mal é visto como causa primeira na vida da negação do si mesmo!
Ser a si mesmo implica em saber denunciar o superego a razão do desejo inconsciente que todo o ser humano carrega existencialmente desde a sua matriz em Adão. Negar o pecado original incorre num erro essencial que falaciosamente coloca o ser criado num pólo psico-espiritual ultrajado de sua constituição complexa.
Poder checar a mente e o coração na medida em que se vê e se contempla ante ao espelho de uma luz refratária, evoca o pensar mais profundo numa condição onde o ser se encontra num gueto escuro e onde o acesso a luz não produz sombra alguma.
Sim, o que produz é uma luz sem sombra!
O saber redentor faz com que o homem saiba mais sobre a sua condição eterna (de vir a ser) e imediata (caída) a negação do mal inerente a sua constituição inibe a sabedoria de se pronunciar ante ao caos do próprio existir..., assim se sabe que existe, porém, sem se saber por quê.
Ora, perceber que a eternidade habita o ser infinito do homem o faz repensar sobre a idéia de finitude que o limita nesta condição do imediato.
Por apenas uma voz que o impelia dia e noite, Abrão creu e confiou no invisível.
Todavia a dúvida é o preço da pureza, e diga assim de passagem, aqui é inútil ter a certeza – é querer apenas ir sem se saber para onde e em aonde chegar – sem rumo e objetivo, mas apenas em obediência vai..., Assim creu-andou-foi Abraão sem entender muito bem.
Crer e acreditar em Deus são mais importantes do que propriamente o conhecer. Posto que Abrão não conhecesse Aquele que o mandou deixar a sua terra natal e partir para outra terra sem mesmo se saber qual seria o seu rumo!
Sustentar uma ideologia humanista de que o homem evolui quando se conhece a si mesmo e conseqüentemente através desta gnose relativiza diante de seus olhos o que para si seja Bom ou Mau sem a presença moral de Deus, e sem reconhecer a Sua notória soberania, petrifica e restringe sensivelmente o ser de se ser!  
A coerência notada pelo Evangelho apresenta de forma cabal a personalidade divina em cada gesto humano reproduzido por Jesus Cristo e resgatado dentre os homens.
Veja o que está escrito:
Então Jesus disse a ela: “Seus pecados estão perdoados”. Os outros convidados começaram a perguntar: “Quem é este que até perdoa pecados?” - Lucas 7:48-49.
Jesus pronuncia os pecados de uma "pecadora" perdoados. Sem pagamento de promessas ou indulgências, sem sofrimento ou dor. Simplesmente perdoados. A declaração dele assustou e talvez ofendesse alguns dos convidados à festa na casa de Simão, o Fariseu.
Como é que pôde?
Jesus era tido como um profeta, e profeta não está autorizado para perdoar pecados!
Quem ele pensava que era?
Boa pergunta! Realmente, quem é este que até perdoa pecados?
Dizer que seus pecados são perdoados não quer dizer que eles são pouca coisa e, portanto não importam. Se for pouca coisa e não importava, não precisava de perdão. Nem tampouco quer dizer que é tudo relativo, e você é que sabe. E muito menos significa que você terá que pagar pelos seus pecados. (dúvidas ainda meu irmão?).
Em dois mil anos já saiu cada teoria para explicar quem Jesus é e o que ele veio fazer! Mas, uma coisa é clara nas próprias palavras de Jesus aqui - ele entendia que era mesmo Deus e tinha toda autoridade para perdoar pecados.
“Se não crêem quem eu sou morreis em vossos pecados” – disse Jesus.
Jesus declarou objetivamente naquele momento àquela mulher que seus pecados foram perdoados (lançados no mar do esquecimento). O que ele havia falado sobre ela antes (v.47), agora ele comunicou pessoalmente a ela. Pecados perdoados. E ponto final!
O mundo continua desejando uma resposta da Igreja: Quem é este que até perdoa pecados?
No final das contas, diante de Jesus só há duas opções. Ou você critica e lança dúvida e mais dúvida; ou você crê e se humilha em arrependimento. Todas as outras pessoas que questionaram ou duvidaram de Jesus naquela hora voltaram para casa com seus pecados ainda pesando na balança eterna.
A mulher que compreendeu que Jesus não só podia, mas queria perdoar, saiu de lá literalmente uma nova criatura. Ela entrou na casa de Simão como uma pecadora entre "santarrões".
Ela saiu daquela casa como a única santa entre pecadores. Santificada e perdoada.
Não é isso que nós queremos de Jesus?
É isso que Ele quer nos dar. O que é que nos impede de receber?
Talvez esta ainda seja a pergunta de sua alminha...,
Boa pergunta mesmo!
Sua resposta a essa pergunta será decisiva para determinar seu futuro eterno.
Procure bem a resposta verdadeira. E assim, se você se exaurir da procura, não te apoquentes, eis que Ele está à porta e insiste em batê-la pra que ela se escancare!
Bem simples assim...
Diferente como a maioria da galera imagina.
Mano Serafim