quinta-feira, 6 de outubro de 2011

“Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro”





Por Mano Serafim
A proposta deste artigo é para o entendimento de quem ama através do invisível fundamento da fé...,
O amor de Deus pulsou existencialmente de tal forma que no Gênesis do que se pode ver e apreciar astronomicamente mesmo antes de haver algo a ser visto ou não descoberto existentemente no universo pelo homem -, nada quântico havia sido feito ou se formado nas cadeias do(s) Universo(s) - algo na sua inexistência....senão a escolha unilateral de Deus de  amar tudo o que criou – por isso CRIOU.
Crer mesmo sem muito entender no poder de um Deus que faz da complexidade da inexistência uma cadeia de existências, e que por sua vez transforma multiformemente a vida em suas derivações às adequadas adaptabilidades do macro e do micro universo em tal imensidão cósmica; já seria o suficiente para creditar  a semente em Deus, e a sua perfeita amabilidade com a sua exclusiva criação.
Aliás, um Deus que não fosse amor não seria Deus de verdade – assim como o homem não possuiria em si a faculdade de amar a quem escolhesse amar em livre-arbítrio...,
E é pelo amor que identificamos o ser-ente-consciente de amor em nós – e tão latentes nas camadas do Mundo em desamores!
Assim se entende a operação da  Graça de Deus em todas as ambiências, corpos, astros, espíritos e matéria...,
Sem o amor de nada sensorialmente seria a existência – o Big-bang se deu por uma dilatação de amor compulsivo de um Ser “comprimido num vácuo de existência em demanda ímpar de devotar o seu próprio e puro amor a sua infinita Criação” por um desejo do tamanho da cabeça de um alfinete  pulsante– expandiu-se imanentemente nas aglutinações da matéria e do espírito nos universos visíveis e invisíveis de sua plena criação, no pivô de toda a invenção está o ser, homem – este sim é o maior e mais vasto universo a ser perquerido em sua extensão.
Aquele que comeu da maçã da árvore do conhecimento de Newton conheceu a presunção científica e não o amor de Deus – longe se tornou do Paraíso das delícias do amor incondicional engendrado no cerne de quem se escancarou pra o Evangelho, cujo Pai é o agricultor que guarda a árvore da Vida dos olhos dos desobedientes cobiçadores...,
Arvorar o conhecimento faz parte do ser- homem, mas desprezar o ensinamento da verdade em amor é burrice ontológica.
Negar a Graça é negar o Amor eterno de Deus em todas as dimensões que o próprio amor percorre como causa-consequência última de toda a humanidade gerada no coração de Deus – “por que Deus amou o COSMOS inteiro de tal maneira [imensurável-mente] que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna”. (Jo.3.16).
“E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” (1 João 4:16).
Quiçá, quando se crer em Deus e se despreza a sua ação imanente na criação e no Universo se nega também de maneira irracional-Mente a sua graça em amor dada pra cada dia...,
Posto que basta-sse a sua graça de cada dia para que se combata os males de todos dias de uma vida  vivida na mediocridade existencial. Ao contrário do que se está posto na existência imediata e de mortes; sem o amor de Deus atuante no mundo, a vida não se valeria de nada mesmo, assim como se vê massivamente em plena perdição...,
Mas por que há amor se abrem os caminhos para a esperança e para a fé no caminhar no Caminho...
Acreditar num mero deus que não tenha uma razão própria para tal criação -  significa negar a eficácia de seu puro amor incondicional ao que de si originou-se.  Pois, só se acredita por uma simples questão de auto afirmação do sagrado, porém, se sabe que profano religiosamente o homem sempre o será...,
Entretanto, pelo amor se descobre que nem tudo seja tão santo-e-bom  e tão profano-e-mau na vida como se imagina!
A relação entre Deus e o homem se mantém nas bases sólidas do Seu perfeito amor – seja Deus visceral-Mente no homem e o homem Mental-mente em Deus – nisso se revela a Mente de Cristo no salvo!
Deus é amor , mas não é o amor, porém, só pode amar e jamais odiar!
E porque?
Justamente por uma única razão: A sua criação comprova  e descortina seu Espírito-coração de Inventor, e que em meio aos caos - , que o impelia compulsivamente  a criar sem nenhuma pulsão/obrigação senão o que já estava determinado e pré-consumado pela via do seu infinito amor!
Ora, a Causa primária da Criação e a sua total preservação sustentável até agora foi-e-é o Amor vigente - e quanto a isso não nos restam dúvidas!
Daí a dissertação Joanina de que o amor de Deus vem antes de qualquer causa, ação ou efeito Dele no universo:Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro” (1Jo.4.19).
Sim, Deus nos amou primeiro, Ele trouxe a relação de tal existência do que era ainda inexpressivamente inexistente ao plano hominal ou ainda não possuíssem imagens psico-bio-quimicas quanto a percepção, ao toque, e ao discernir  da questão antropológica.
Primeiro - ele ama, se doa  e se dá em amor sem primeiramente ser amado por criatura alguma. 
Segundo - Ele faz antes de mais nada com que o seu amor vibre em cada partícula molecular atômica no ato das criações infindas ( Jesus disse: "meu Pai trabalha até hoje"], e em terceiro - ele decreta que se faça o que já pré-determinou, e assim se fez/faz, ou seja, assim deve ser - , assim como Eu Sou, eu digo – “haja” amor em todas as derivações da existência como fontes de vidas.  O Eterno rasga o véu entre o tempo e o espaço, e convoca que venha existir desde a sua eternidade o que já se estava preparado desde  antes da fundação do mundo! 
Ora, e você crer nisso?
Desde a evolução criadora e da construção de uma alma ao DNA de um ser unicelular, ameba – aliás, somente por amor se crer que Deus trabalha até hoje na criação redentora de todos os dias e o dia todo.
E saiba, a distância que nos separa do amor de Deus é a mesma fração de espaço de segundo que separa o célula de seu núcleo atômico!
Ora, Deus é um Deus de Amor e os demais deuses são deuses fixados como arquétipos de deuses nas mentes  através do medo de seus inventores-súditos. Somente se conhece e percebe a Deus pelo conhecimento do Seu amor e não existe outra vereda pra se a-chegar a Deus!
João também reverberou o que Jesus havia humana-mente afirmado: Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (1Jo.4.12).
Portanto fica discernido em amor que - A proposta é de se crer no invisível assim como o amor é invisível. Porém, vivificante e real quando se crer e se vive na sua credulidade de fé-em-fé pelo mecanismo da Graça – e visível se torna tal relação para o mundo enigmático entre o ser e o vir-a-ser debaixo da graça de Deus!
Daí surge o TESTEMUNHO de se ser do evangelho sem precisar de show pirotécnico!
O amor a Deus providencia a Fé necessária para um bom relacionamento entre Pai e filho – isso quando se é um ser indivisivelmente espírito em Deus. Todavia pela via do amor sem  a síndrome religiosa do medo!
E você entendeu?
Somente aquele que ama entenderá o que eu digo agora!

Mano Serafim