quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A eternidade não envelhece...



Esquece, a eternidade não envelhece. A eternidade rejuvenesce atempo-oral-mente. A vida poderia ter sido eterna. Da feliz eternidade provesse a vida, e sem ao menos se preocupar de gastá-la de primavera em primavera. Poderíamos "já nascer" eternos e eternizarmos momentos de felicidades na vida em seu imediato. A felicidade não é eterna, a felicidade se eterniza em nós, agentes do tempo. A felicidade não possui lotes e nem etiquetas, a felicidade consiste desde aqui em se ser decididamente feliz eternamente. A gente até que poderia escolher, né? escolher em não nascer para se entristecer sempre, mas a gente somente escolhe ser feliz por ter que ser. Duvido que exista alguém que porventura escolha ser eternamente triste. Mas não, a gente pensa o tempo todo em ser feliz. Vale a tirania do próprio existir que, nos empurra inconscientemente neste chão arenoso e afetivamente árido para um medíocre conceito consenso sobre ser feliz (um padrão estático). MENTIRA!
Toda-via se vive mais na paranoia da felicidade que discrepante-involuntaria-Mente canalizamos mais energias e mais tempo em vivências ininterruptas de camadas de tristezas que, sendo simples-Mente feliz. Ser feliz é também ser eterno. Que se vá para bem longe de mim o conceito de que, ser eterno é ser feliz longe daqui. Daqui eu não arredo o pé. Eu acredito que tudo poderá ser refeito, digo, reformulado. Refazendo na priori a minha maneira de pensar sobre a tal busca inexorável da luta interior sobre o desejo louco de felicidade, e sobre a síntese de um paraíso que abarca em mim toda uma alegre eternidade. Do zênite ao nadir quiçá todo um meu-universo acoplado em mim. Em Deus eu me re(me)invento com ou sem essa tal felicidade..., hoje e no porvir.
Mano Serafim