sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O que não é breve pode ser grave?


 Depende...
A possessão por algo que não se pode/deve possuir, é grave.
Este ser que age assim, está possuído por algo ou por alguém, sendo "abduzido".
Grave também é possuir o que não se possa possuir ao todo. Um exemplo, é a plena felicidade aqui na Terra sem o contentamento, porém aos pedaços até chegar o "dia perfeito".
O possessivo que de fato nada possui, além de não ter posse exata do que se deseja e almeja sem fim, este grassa aos jugos-passos de estar preso ao que cobiça como existência finita e ao eterno imediato.
Possuir aos poucos é não-breve, vai-se possessiva-mente possuindo aos goles como se estivesse bebendo uma garrafa de gim, e sem perceber-se, torna-se "possesso" ou pelo gim "possuidor", possuído.
É loucura a pretensão de achar que vai estar sempre possuindo sem ser possuído aos poucos, ou mesmo, tão breve, e isso é gravíssimo.
Doença que não é breve, mas grave, pois contagia a muitos que enveredam por este caminho do surto de sempre querer estar por cima e nunca por baixo -"Você é cauda ou cabeça?"(é o que se ouve muito por aí), doença que não estagna e nem sara, mas avança, prolifera, destila.
Breve, torna-se a vida de quem pensa que nasceu para possuir o que a alma caída deseja doidamente.
O possessivo ama as coisas, os objetos e os seus fetiches compensatórios (ilusão).
Embora abomine a ideia de ser possuído, o possessivo visa as manipulações relacionais e do ambiente, tem a necessidade de impressionar a turma, quer ser reconhecido pelo grupo e em todas as situações quais ele se sinta bem com o mando de campo...
Quando em relação conjugal - Ele se considera um xerife relacional
Quando em ambientes religiosos cristãos - Ele se intitula o sacerdote e o profeta sondador da mente de Deus.
Quem se encontrou com Jesus na vida, encontrou a vida abundante em Jesus. E ponto.
Paulo disse que a Lei era boa e santa, porém a mesma nos mostrou a nossa "virtuosa pecaminosidade" interior como num espelho (tornou-se em nós e por nós impraticável, aliás o pecado se tornou virtude em nós). E Jesus aniquilou a Lei em nós, pela qual se tornou enferma totalmente dentro de nós (a lei não justifica, nem inocenta e nem tampouco regenera). O final da lei é Jesus , entende?
No encontro com Jesus o "espinho" encravado na carne humana mostra o seu carnegão...,
Devemos encravar Jesus no mais profundo da nossa carne/humanidade (alma).
Somente em Jesus há vida eterna, segurança, alegria e paz...
Há reconciliação!
Mas haverão muitos que se farão de figuras mediadoras possessivas no seu caminho, fuja deles todos como puder.
Quem usa do nome de Jesus para simplesmente manipular o outro e toda a situação do encontro com Deus, está brevemente a morrer em si mesmo.
Posto que, quem não discerne que nasceu para servir ao próximo com amor, este não "serve" para viver-em-ser . Deixar o Outro viver segundo a sua fé no evangelho e como entende o evangelho com singeleza de coração - possa não agradar a muitos gurus, mas agrada a Deus.
Morre quem de Deus zomba sem responsabilidade e amor.
Melhor seja que o indivíduo tal se arrependa da sua arrogância gerencial de almas e se converta a verdade de fazer o bem a todos quantos ao evangelho se entregar por Jesus.
Perdão, mas não há cura para quem não quer se despir da sua presunção religiosa e fanática - quem vê o mundo quadrado e limitado ao seu próprio ego-centrismo não conhece o evangelho.
Breve Ele virá, mesmo antes do tempo determinado pelo seu próprio poder e glória, visto que o arrebatamento que tantos pregam em eminente coletividade, poderá ser antecipado ao indivíduo que blasfema do evangelho da graça e brinca com a existência dos outros (isso não eh uma regra e nem uma doutrina disseminada por mim, mas já vi isso acontecer com gente auto suficiente e de "ministérios personificados').
Maranata!
M Serafim