terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pecados e pecadores...


Não, o meu pecado não é nada menor que o pecado do Outro...
A cultura muitas vezes salva o homem de sua ignorância social dando-lhe uma melhor qualidade de vida.
Já a cultura religiosa tem um poder estúpido de "burrificar" o ser humano, cretinizando-o.
Muitas vezes o tem transformado em um ser irracional, intolerante e sem amor- um indivíduo pior- para com o seu semelhante.
A cultura gospel Ocidental cristã tem uma marca devastadora sobre essa geração.
No passado, homens simples e iletrados seguiram a Jesus com uma fé prática simples e com pura sinceridade de espírito.
A vossa felicidade era o viver para Cristo, posto que o mundo para eles tinha terminado ali.
E por isso deu no que deu, vieram as perseguições, as execuções e os martírios dos apóstolos de Jesus.
A felicidade existencial na vida deles, contagiava o Mundo!
Eles eram de fato a "carta" escrita de Deus diante de um tenebroso cenário mundano e pagão.
Hoje o legalismo superou as antigas religiões do passado, agora pouco eu assisti em um telejornal, uma matéria em que um judeu ortodoxo (reincidente) tinha sido contido e preso por policiais porque havia esfaqueado 13 pessoas por serem gays, e duas delas estão internadas em estado grave...
Ninguém vê na TV nenhum grupo de minoria social perseguindo alguma denominação religiosa ou coisa parecida por querer se autoafirmarem.
Foliando a Bíblia, mais propriamente nos livros de Levítico, Números e Deuteronômio encontramos um "pacto" descrito entre Deus e os hebreus (judeus), ordenanças cerimoniais , princípios morais, e o como viver socialmente debaixo de uma cultura milenar há muito obsoleta.
Acredito que se for para cumprir a lei não poderemos fazer restrições, coisas como, se for para apedrejar um ser humano socialmente por ele ir de contra ao meu principio moral ou da minha religião em voga, eu deverei acima de tudo ser também um cumpridor de toda a lei...inclusive não desejar domesticar a Deus através de meus caprichos.
A galera religiosa legalista gospel de hoje não foge a regra. A rigor, eles coam um mosquito e engolem todos os dias um camelo.
Eu sei que o Deus "irado e iracundo" do At é o mesmo Deus escrachadamente revelado em Cristo Jesus, um Deus cheio de graça, amor e misericórdia para com o pecador.
É preciso crer no Evangelho de verdade, do contrário continuaremos a andar em círculos como aquele povo cego, idolatra, rebelde e raivoso do Sinai.
Ninguém cumpriu a Lei!
Deus se reconciliou com toda a criação em Cristo.
O mesmo Deus que permitiu matar todos os gays cananeus e crianças de ontem é o mesmo Deus que em Jesus perdoouconsumou tudo!
Ele deseja misericórdia e não sacrifício!
Todos pecaram, e sem o perdão estarão distantes de Deus.
O sacrifício já fora pago na cruz.
O que nos falta é amor.
Evangelho sem amor gera legalidade, suicídio e terrorismo.
Amigos, Deus não anda babando de ódio na expectativa de matar uma pessoa homossexual e enviá-lo para o inferno.
Acordem mundo gospel!
Os pensamentos de Deus são de paz e de amor a nosso respeito!
Se estivéssemos ainda debaixo do tacão da Lei, tudo bem, o apedrejamento para a prostituta, para o homossexual e para a vidente seriam legais...
No amor de Deus não cabe mais a pena de morte - sobretudo o nosso odioso julgamento contra os pecados dos outros.
Somente quem creu e espiritualmente discerniu o evangelho da graça de Deus poderá "suportar" isso, pois a sua raiz está arraigada somente no Seu amor.
O primeiro passo é perdoar. E logo em seguida ser perdoado.
Dito isso, a lei que prevalecerá sobre todos é o amor, e contra essa lei-do-amor não haverá condenação qualquer.
Há de se notar o medo que nos acarreta de nos divorciarmos desta "amante" que tem nos feito tanto mal, denominada de igreja.
Gente maluca e histérica que se um dia estiverem a mercê de uma verdadeira perseguição social e religiosa, morreriam só de saber que todas as catedrais da cristandade seriam implodidas.
Coisa difícil de sair de dentro de muitos, a dependência religiosa, ritualística e doutrinária da instituição exercem mais poder, controle e medo que a ideia de um dia esse mundão fosse acabar.

M Serafim