sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Eu apenas creio no Evangelho


SE VOCÊ FOR DE VIÉS CALVINISTA NÃO ME ENTENDERÁ, SE VOCÊ FOR DE VIÉS ARMINIANO TB NÃO ME ENTENDERÁ, MAS SE VOCÊ FOR APENAS DO EVANGELHO, ME COMPREENDERÁ AINDA QUE NÃO CONCORDE COMIGO (TEXTO).

Eu sempre encarei com franqueza, simplicidade e lucidez o evangelho.
Para mim pouco me importa o que Lutero, Calvino, Armínio dentre outros pensaram.
Nos evangelhos a ABORDAGEM de Jesus é individual e não pelo coletivo.
Isso mesmo, começa lá no coletivo, mas morre aqui na subjetividade de cada indivíduo.
Aliás, não houve ninguém que indo até a ele e não se aliviou de suas cargas existenciais, carmas, castas, angustias e pesadelos (medos).
Quando a minha salvação depender somente de mim ou totalmente de mim, já não necessito mais de um Salvador.
Eu não consigo me salvar, mas posso receber a graça como um favor imerecido.
Tanto foi oferecida a mim como foi oferecida a Hitler.
Mas há quem diga que, existir para fazer a vontade de Alguém é clausura existencial, é não ter escolha, é não possuir livre arbítrio, ou mesmo que tudo já esteja escrito nas estrelas.
Já que os dois caminhos que foram postos diante de mim foram o caminho para a morte e o caminho para a vida.
Eu penso que, a nossa condição nos diz tudo, somos/fomos criaturas.
E como criaturas recebemos este fluxo da Graça de Deus - isso não tem nada a ver com democracia - quem decidiu unilateralmente foi o Criador. E graças a Deus ele decidiu nos amar.
Foi como disse o Apóstolo Paulo, não teria o domínio, poder e o direito do "oleiro" sobre os "vasos"?
Daí eu vejo mais amor ainda, quando livremente o Criador revela dois caminhos para que possamos escolher livremente, mas quem toma qualquer decisão é o homem.
Eu compreendi que o amor faz dessas coisas...
Ele mostra os caminhos e permite que o indivíduo o escolha - ainda que um dos caminhos leve a morte ou separação eterna de Deus. Do contrário Deus não seria Deus e Deus não seria um Deus de amor.
Desta forma, para os que me discernem, eu vivo caminhando por fé no amor de Jesus, salvo, embora sem saber se serei salvo?
Sim!
Porque quem me salva não sou eu, mas Deus.
O critério de julgamento dele passa longe do meu - há soberania divina como também há liberdade humana. Jesus disse: "Para essa hora eu nasci" e em outra Escritura disse: "Se for possível passa de mim este cálice!". Dito ele isso, não implica que Deus já o tinha predestinado ao calvário, e se o tivesse, antes seria o próprio Jesus quem deveria aceitar a sua "eleição", posto que antes de tudo venha a fé. Não poderia ter Jesus orado a Deus desistindo de morrer por todos e de imediato Deus o enviaria 12 legiões de anjos?
Claro que sim, está escrito esta hipótese!
Meu Deus, o meu conceito e discernimento de santidade nem arranha a assombrosa santidade divina.
Eu oro para que eu apenas não seja confundido, pois, para além de mim e de minhas obras eu jamais seria glorificado se Jesus não estivesse em mim e eu Nele.
Eu confio no seu amor e não na eleição teo-lógica, ou quer que seja alguma predestinação doutrinária.
A Graça me faz sonhar!
M Serafim

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Quem o gerou, gerou.


 O Espírito "surta" para que eu em mim, não surte.

Independentemente de uma definição que determine o seu gênero e sexo, é o Espírito quem gera, alimenta e cria (nina) - ele é a nossa mamãe na constituição da alma.
É o Espírito quem intercede por mim e por ti com "surtos" inexprimíveis.
Não tente compreender humanamente a "psique" do Espírito.
É somente ele quem sabe qual é o surto antes que eu surte, e de minha alma, eu me desassocie...,
Tristeza profunda a psicologia deu o nome de depressão, a maneira de o Espírito me guiar, o fator prático, é a intuição.
Na maciota do Espírito até a tristeza salta de alegria, pois o Espírito surta o meu surto/curto circuito - no acordar triste, permanecer o dia todo e todos os dias triste, assim como deita-se tristonho e despertar angustiado consigo mesmo.
Qual indiferente seja a brisa a esbofetear a minha face; resistindo a aurora (as longas noites insones); com todos e com o mundo a minha volta - esse é o meu (que não é meu) surto oriundo pelo mal de cada dia.
Acordado, mas agora no polo da agressividade. Ela parecia passar, tão logo em mim recobrasse o bom humor, semelhante a uma nuvem estranha de um dia penoso, escura, espessa...todavia, ela ainda insiste.
Ela se agiganta, me/te agita, mais parece um pugilista insano, destemperado, extremamente agressivo, no pensar, no falar e no processar o que se ouve. Ela está aqui, aqui dentro do peito, me puxando para o confronto, dispensa o diálogo, infringe o equilíbrio psíquico.
Nessas horas, a aflição é coisa certa...a aflição é uma droga, ninguém acerta o alvo, mas peca, não é nada assertivo, mas furtivo. Foge do nosso inteiro domínio, embora nos domine por inteiro.
O Espírito sente, ora, clama. Empurra para cima, lança luz na escuridão da alma que sonda; traz de volta a primavera das flores e o seu perfume de esperança de dias melhores; retira os cardos e os agudos espinhos da agonia (é certo que nestes momentos em nós, não há forças para orar).
E final-Mente, o Espírito nos vence, ele vence o surto em nós, nos ergue para andarmos na Graça, a Graça que nos é dispensada sem nenhum tostão, embora seja caríssima.
Tenhamos fé, não desanimemos, não nos entreguemos ao mal que por vezes nos sobre venha em dias tenebrosos.
Entregue-se ao Espírito, ele te sonda e tem a capacidade ímpar de saber do que você necessita para viver em equilíbrio, físico, psíquico e espiritual...
Sim, Ele vem sobre a Terra e renova tudo, tudo que outrora nos era como uma noite super; um dia super e uma vida superficial.

M Serafim