quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Quem o gerou, gerou.


 O Espírito "surta" para que eu em mim, não surte.

Independentemente de uma definição que determine o seu gênero e sexo, é o Espírito quem gera, alimenta e cria (nina) - ele é a nossa mamãe na constituição da alma.
É o Espírito quem intercede por mim e por ti com "surtos" inexprimíveis.
Não tente compreender humanamente a "psique" do Espírito.
É somente ele quem sabe qual é o surto antes que eu surte, e de minha alma, eu me desassocie...,
Tristeza profunda a psicologia deu o nome de depressão, a maneira de o Espírito me guiar, o fator prático, é a intuição.
Na maciota do Espírito até a tristeza salta de alegria, pois o Espírito surta o meu surto/curto circuito - no acordar triste, permanecer o dia todo e todos os dias triste, assim como deita-se tristonho e despertar angustiado consigo mesmo.
Qual indiferente seja a brisa a esbofetear a minha face; resistindo a aurora (as longas noites insones); com todos e com o mundo a minha volta - esse é o meu (que não é meu) surto oriundo pelo mal de cada dia.
Acordado, mas agora no polo da agressividade. Ela parecia passar, tão logo em mim recobrasse o bom humor, semelhante a uma nuvem estranha de um dia penoso, escura, espessa...todavia, ela ainda insiste.
Ela se agiganta, me/te agita, mais parece um pugilista insano, destemperado, extremamente agressivo, no pensar, no falar e no processar o que se ouve. Ela está aqui, aqui dentro do peito, me puxando para o confronto, dispensa o diálogo, infringe o equilíbrio psíquico.
Nessas horas, a aflição é coisa certa...a aflição é uma droga, ninguém acerta o alvo, mas peca, não é nada assertivo, mas furtivo. Foge do nosso inteiro domínio, embora nos domine por inteiro.
O Espírito sente, ora, clama. Empurra para cima, lança luz na escuridão da alma que sonda; traz de volta a primavera das flores e o seu perfume de esperança de dias melhores; retira os cardos e os agudos espinhos da agonia (é certo que nestes momentos em nós, não há forças para orar).
E final-Mente, o Espírito nos vence, ele vence o surto em nós, nos ergue para andarmos na Graça, a Graça que nos é dispensada sem nenhum tostão, embora seja caríssima.
Tenhamos fé, não desanimemos, não nos entreguemos ao mal que por vezes nos sobre venha em dias tenebrosos.
Entregue-se ao Espírito, ele te sonda e tem a capacidade ímpar de saber do que você necessita para viver em equilíbrio, físico, psíquico e espiritual...
Sim, Ele vem sobre a Terra e renova tudo, tudo que outrora nos era como uma noite super; um dia super e uma vida superficial.

M Serafim