sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Felicidade


É de felicidade em felicidade que a alma enche o papo...
Da feliz eternidade provesse a vida, e sem ao menos se preocupar de gastá-la de primavera em primavera.
Muita gente pagaria para ser feliz, custe o que custasse. 
Poderíamos "já nascer" eternos e eternizarmos todos aqueles deliciosos momentos de felicidades na vida na demanda de seu imediato. 
A felicidade não é eterna, a felicidade se eterniza em nós, agentes do tempo.
A felicidade não possui lotes e nem etiquetas, a felicidade consiste desde aqui em se ser decididamente feliz eternamente.
A tal felicidade não nos cobra cachê, mas sobre uma perspectiva utópica e efêmera, muitas vezes nos obriga ao dever-de-ser feliz.
A gente até que poderia escolher, né?
Assim, escolher em não nascer para se entristecer sempre, mas a gente somente escolhe ser feliz por ter que ser. Não existem caminhos que nos leve a felicidade plena.
Duvido que exista alguém que porventura escolha ser eternamente triste. 
Mas não, a gente pensa, treina o cérebro e sacrifica a vontade o tempo todo em almejando a medida de ser feliz. 
Vale a tirania do próprio existir que, nos empurra inconscientemente neste chão arenoso e afetivamente árido para um medíocre conceito consenso sobre ser feliz (um padrão estático). 
A sua cara é revelada, a mentira.
Aquele que busca felicidades nas pessoas; nas coisas e nos objetos, perecerá sempre na desventura de jamais o ser.
Se é feliz sendo e não desejando.
Felicidade plena?
Nesta vida é um engodo.
M Serafim