terça-feira, 28 de junho de 2016

Acordem!


Ler e compreender o que Nietzsche escreveu desemburrifica o ser; discernir o que Kierkegaard discerniu existencialmente ajuda-nos a menos sofrermos com as ilusões do existir...
Engolir o que os Após-tolos pregam e incitam ao povo desorientado a fazer, só os fazem se perderem mais ainda da Graça de Deus.
Outrora, nos tempos"antes" Apostólicos, a Le(i)tra matava o transgressor (isso sim era o sentir o peso esmagador da Lei sobre alma sem misericórdia ).
Mas hoje, na era Após-tolos, a Le(i)tra execra-os somente dos círculos eclesiásticos dogmáticos.
Isso seria sinônimo da Graça?
Não!
É apenas uma seleção para o que se possa praticar (mesmo sabendo que não se pode) e o que não se pode praticar em termos "le(i)gais" da cristandade.
A moral constituída pelo senso de valor destes, julga condenatoriamente os atos daqueles.
Nivelando todos debaixo de tudo, a maldição da Lei é a cristificação do que se tem mais de hipócrita nos entremeios dos crentes legalistas institucionais.
Se a doutrina cristã não os justifica, não será Deus quem o poderá justificá-los, correto?.
A interpretação do amor sobre toda a fraqueza da carne só dá direito aos ungidos pelo sistema religioso.
Amar ao próximo sem nada em troca, é tão simplório quanto acreditar eficazmente que o Diabo já foi vencido pela Palavra cravada em nós, (os) que cremos.
A dúvida que bate no indivíduo que desconhece o valor de pertencer a si mesmo, assalta a alma sem direito a misericórdia da sua própria consciência.
Deus é visto como tão truculento como um carrasco movido pelo ódio mortal, pelo qual se compraz na morte dos homens "maus"(aos olhos da religião).
Eu sei, ainda vai durar mil anos para que a Igreja compreenda a que espírito pertença.
Nietzsche se foi e de igual forma e maneira temerária Kierkegaard também, mas ambos deixaram seus legados para a humanidade.
E os Apóstolos de Cristo?
Ah, eles também deixaram o seu legado de fé através de seus Atos.
E o que há em comum entre: Nietzsche, Kierkegaard e os Apóstolos?
O legado?
Não.
Nenhum deles mais existem e também não deixaram SUCESSORES!
Retornando ao caminho de salvação descobre-se também que ´o único Pastor ungido e o próprio caminho se definem em uma só pessoa, Jesus.
Graças a Deus que muitos já tenham-se de alguma forma auto-percebidos espiritualmente!
M Serafim

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Feio, rebelde e das ruas


Jesus foi o primeiro homem "despolitizado" a suavizar as leis...
Jesus foi o cara a-machista que mais valorizou o universo feminino em todos os tempos, como também as mulheres machistas sob uma sociedade judaica patriarcal.
Quem lembra de Dorcas, Junia, Maria Madalena?
Imaginem aí, Jesus recebendo a ajuda financeira de mulheres que o ajudavam em seu ministério?
Aliás, as sociedades sempre foram patriarcais.
Há quem negue?
Sob a ótica do politicamente correto de hoje, Jesus não escaparia da figura de um anarquista de mão cheia (para quem não sabe, antes mesmo de me xingar, anarquismo tem múltiplos conceitos, tá?): Ele fez secar uma figueira acendendo a ira dos guardiões do meio ambiente cometendo assim crime ecológico; Ele invadiu uma propriedade particular e saqueou espigas de milho para saciar a fome de seus discípulos; foi radicalmente contra todas as estruturas de poder e sistemas religiosos que fizesse do ser humano o seu papel de mercado, capital e exploração.
Em Jesus quem não aprende a ser a si mesmo e liberto de todas as possíveis amarras ideológicas, idolatras e religiosas.
Apenas não entendeu nada sobre-e-sob o Evangelho e do Cristo passou batido!
M Serafim