sábado, 9 de outubro de 2010

O Homem é...

O homem, segundo Gênesis 2.7, compõe-se de duas substâncias – a substância material, o corpo, e a substância imaterial, a alma.
Ora, o primeiro Adão foi criado alma vivente, já o último Adão, espírito vivificante!
Contudo, o homem-criatura, de acordo com 1Ts.5.23 e He.4.12, compõe-se de três substâncias – espírito, alma e corpo.
Portanto, qual a "teoria bíblica" correta: A crença de que o homem possui duas partes (substâncias) ou a crença de que o homem é constituído de três partes (substâncias)?
Quando há uma compreensão neste caso, as duas teses estariam corretas.
O espírito e a alma representam os dois lados da substância não física do homem (imaterial); ou, em outras palavras, o espírito e a alma representam os dois lados da natureza espiritual. Embora distintos, o espírito a alma são inseparáveis, pois, permeiam e interpenetram um ao outro!
Penso que seria correto em dizer: eu sou um espírito (ser) possuo uma alma (psique- a base da individualidade do ser que é), e habito num corpo (invólucro), logo sou eu: Homem!
Estas duas substâncias hominais (alma + espírito) constituem a “alma” (vida) do homem. Posto que, a alma é depositária da vida; e a vida por sua vez, é o entrosamento do corpo com a alma...,
 A alma dá vida ao corpo; e, quando a alma se retira, o corpo morre [o que resta é apenas um grupo de partículas materiais em decomposição].
Todavia, a alma sobrevive à morte porque o espírito a dota de energia; no entanto, a alma e o espírito são indissociáveis, porque o espírito está entrelaçado no tecido da alma. Eles estão fundidos e unidos em uma substância, cuja dimensão não está ao nosso alcance.
Nem a psicologia moderna consegue discernir e delimitar o espírito e a alma (psique) de um homem, porém, a Palavra de Deus estabelece separação e precisão no seu limiar entre ambas às partes que constituem o ser do Homem, ou seja, Deus pode fazer a separação entre tais ethos — tais coisas-em-si: (He.4.12).
A gente tem consciência de que possuímos tais substâncias [ o ser é discernível, mas não é explicável em palavras], entretanto, não conseguimos distinguir a “voz” de quem está falando no momento.
- O espírito é aquilo que faz o homem diferente de todas as demais coisas criadas. Esse espírito é dotado de vida humana (e inteligência), que se distingue da vida dos seres irracionais. Os seres irracionais têm alma, mas não têm espírito...
Prova disso é que os seres irracionais não podem conhecer as coisas de Deus e não podem ter uma relação pessoal e responsável com Ele.
Ora, Paulo faz uma viagem fantástica e complexa para as geografias do dentro de si mesmo (homem interior) tentando desvendar tal mistério entre a psique (alma) e o espírito em si mesmo.
Veja a sua percepção:
Rm 11:3: "Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e procuraram tirar-me a vida?"
Rm 16:4: "(...) os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios".
I Co 15:45: "Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante".
II Co 1:23: "Ora, tomo a Deus por testemunha sobre a minha vida de que é para vos poupar que não fui mais a Corinto..."
Fp 2:30: "(...) porque pelo evangelho de Cristo (...) chegou até as portas da morte, arriscando a sua vida para suprir-me o que faltava do vosso serviço".
I Tess 2:8: "Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade desejávamos comunicar-vos não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto vos tornastes muito amados de nós".
Além dos vers. citados acima , existem quatro (e muito mais na Bíblia) de usos psíquicos —ou seja, psicológicos—, três indicam desejo:
Ef 6:6: "(...) não servindo somente à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus".
Fp 1:27: "(...) firmes num só espírito, combatendo juntamente com uma só alma pela fé do evangelho..."
Cl 3:23: "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens..."
Ainda designando o termo como algo psíquico, Paulo o usa a fim de também indicar emoção:
"E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (I Tess 5:23).
Paulo também discerniu o “men-almático(psíquico)” do “men-espirital(pneumático)” – Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co.2.14).
Todavia o que nos fascina e põe a nossa existência aos pés do Transcendente Criador.
É entender com o coração e mente escancarados, que aprouve a Deus pôs a eternidade nos homens, sendo assim, os faz transcender espiritualmente, e para designar o que há de mais superior na constituição humana entranhável, Paulo usa do grego o termo Pneuma (Espírito).
Desta forma, o Homem psíquico, expressa a natureza humana em si mesma.
Na segunda dimensão—a espiritual— expressa o nível de ser que transcende o imediato. É o transcendente no homem, e que é transcendente ao homem, sem deixar de ser o homem.
Sim, o Homem Penumático que expressa o ser consciente e subordinado ao Espírito Santo, pondo o próprio espírito humano como senhor de sua própia alma.
E isso só ocorre, porque Aquele que, na origem da criação do homem, soprou no corpo desse homem o fôlego da vida poderá soprar na alma dele uma nova vida espiritual – isto é, regenerá-lo(Jo3.8;20.22,Cl3.10).
Fico por aqui!
Mano Serafim

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Autoridade Espiritual

Volta-e-meia aparece um "cabra"tirando uma de Apóstolo de Cristo...,
Neste artigo (postado abaixo), trago um relato histórico de um dos apóstolos mais influentes de Jesus Cristo, e diga assim de passagem, deixou um legado espiritual no que se refere ao quesito: AUTORIDADE APOSTÓLICA.

 “A primeira perseguição cessou durante o reinado de Vespasiano que permitiu algum descanso aos pobres cristãos. Depois dele, logo veio à segunda perseguição desencadeada pelo imperador Domiciano, irmão de Tito. Agindo no inicio de forma branda e moderada, ele em seguida cometeu um ultraje tão grande em seu insuportável orgulho que ordenou a adoração de si mesmo como deus e mandou que em sua honra imagens de ouro e prata fossem erigidas no capitólio.
Nessa perseguição, João, o apóstolo e evangelista, foi exilado por Domiciano para ilha de Patmos. Depois que o imperador morreu assassinado e o senado revogou as suas leis, João foi posto em liberdade e no ano 97 veio para Éfeso, onde permaneceu até o reinado de Trajano. Ali dirigiu as igrejas da Ásia e escreveu o seu evangelho. E Clemente de Alexandria acrescenta (uma) certa história relativa ao santo apóstolo que merece ser lembrada por aqueles que têm prazer nas coisas honestas e proveitosas.
A história é a seguinte: Quando João voltou para Éfeso procedente da ilha de Patmos, solicitaram-lhe que visitasse os lugares das redondezas. Quando, ao fazê-lo, chagara a uma certa cidade e havia confortado os irmãos, viu um jovem robusto, belo semblante e espírito ardente. Fixando sério o recém-indicado bispo, disse João: - Eu, da maneira solene, entrego este homem em tuas mãos, aqui na presença de Cristo e da Igreja.
Quando o bispo havia recebido de João essa responsabilidade e havia prometido agir com fidelidade e diligência em relação a ela, João novamente dirigiu-lhe a palavra e lhe confiou à responsabilidade como antes fizera. Feito isso, João voltou para Éfeso. O bispo, recebendo o jovem entregue aos seus cuidados, trouxe-o para casa, cuidou dele, alimentou-o e finalmente o batizou. Depois disso, ele gradativamente relaxou sua atenção e vigilância sobre o jovem, confiando que já lhe dera as melhores salvaguardas possíveis ao marcá-lo com o selo do Senhor.
O jovem tinha então mais liberdade, e aconteceu que alguns de seus velhos amigos e conhecidos, que eram ociosos, dissolutos e endurecidos na maldade, passaram a fazer-lhe companhia. Inicialmente o convidaram para suntuosos e libertinos banquetes; depois o convenceram a sair com eles pela noite para furtar e roubar; em seguida, eles o tentaram a cometer maiores males e maldades. Assim, com o tempo veio o costume e pouco a pouco o jovem se tornou mais habilidoso e, sendo muito inteligente e de intrépida coragem, como um cavalo bravio ou indomado, abandonando o caminho reto e correndo solto e sem peias, foi levado de cabeça para as profundezas da desordem e do ultraje. E assim, esquecendo-se por completo da salutar doutrina da salvação que antes aprendera a ponto de rejeitá-la, foi tão longe no caminho da perdição que para ele avançar muito mais não era motivo de ansiedade. Desse modo, juntando-se a um bando de companheiros e colegas ladrões, ele assumiu o papel de cabeça e capitão entre os colegas, na perpetração de todos os tipos de assassínios e felonias.
Aconteceu que João foi novamente solicitado a visitar aquela região. Veio e, ao encontrar-se com o bispo a quem nos referimos antes, cobrou dele que prestasse contas do compromisso assumido na presença de Cristo e da congregação que estivera presente na ocasião. O bispo, algo surpreso com as palavras de João, supondo que se referisse a algum dinheiro posto sob a sua custódia e que ele não recebera (mas mesmo assim não ousava desconfiar de João nem contrariar-lhe as palavras), não sabia o que responder. Então João, percebendo a sua perplexidade, expressando o que queria dizer de modo mais claro, explicou: - O jovem e a alma do nosso irmão posto sob a sua custódia, eu exijo. – Então o bispo, lamentando e chorando em altos brados, disse: - Ele morreu. – E João indagou: - Como, qual foi à causa da morte? – Disse o outro: - Ele morreu para Deus, pois se tornou um homem mau e desregrado e acabou como um ladrão. Agora freqüenta a montanha em vez da Igreja, na companhia de malfeitores e ladrões iguais a ele.
Neste ponto o apóstolo rasgou suas vestes e, lamentando muito, disse: - Que belo guardião da alma de seu irmão deixei aqui!  Arranja-me um cavalo e arrume um guia que acompanhe. – Feito isso, providenciados o cavalo e o homem, ele saiu às pressas da Igreja. Chegando ao lugar indicado, foi preso por ladrões que estavam à espreita. Mas ele, sem tentar fugir ou resistir, disse: - Vim até aqui com uma finalidade. Levem-me – disse ele – ao seu capitão, armado até os dentes, começou a examiná-lo de modo impiedoso. Logo em seguida, ao reconhecê-lo, foi tomado de confusão e vergonha e empreendeu uma fuga. Mas o velho o seguiu como pôde e, esquecendo-se da idade, gritava: - Meu filho, por que foges de teu pai? Um homem armado fugindo de um homem despojado, um jovem fugindo de um velho? Tem piedade de mim, meu filho, e não tenhas medo, pois, ainda resta esperança de salvação. Eu respondi a Cristo por ti. Eu morrerei por ti, se for preciso. Como Cristo morreu por nós, eu darei a minha vida por ti. Acredita-me, foi Cristo que me enviou.
O capitão, ouvindo tais palavras, primeiro, como se estivesse confuso, ficou estático, e com isso a sua coragem se abateu. Depois jogou as armas ao chão e aos poucos começou a tremer, sim, e depois chorou amargamente. Em seguida, aproximando-se do velho, abraçou-o e falou com ele chorando (da melhor maneira que pôde), sendo novamente batizado no ato com lágrimas. Mas escondia a mão direita que estava encoberta.
Em seguida o apóstolo, depois de prometer que obteria o perdão de nosso Salvador, orou, caindo de joelhos, e beijou-lhe a mão direita assassina (que por vergonha ele antes não ousava mostrar), agora purificada pelo arrependimento, e o trouxe de volta para a Igreja. E quando havia rogado por ele com oração contínua e jejuns diários, e o havia fortalecido e confirmado a sua mente com muitas máximas, João o deixou novamente restaurado para a Igreja.
Um grande exemplo de sincera penitência, prova de regeneração e um troféu da futura ressurreição”.
Extraído do livro : "O Livro dos Mártires" (Jonh Fox).

Mano Serafim

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O espírito de Paulo está de volta...(1 Coríntios 9 )

Se caso Paulo estivesse vivo hoje, e fosse entrevistado pela mídia atual - como você imaginaria o seu comportamento sobre tais perguntas abaixo?

A) O senhor é considerado um Apóstolo para as nações do Mundo?

R- “Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?

Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor”.(parece que mais seria uma questão de vocação ministerial do que mesmo de um mero título pessoal)
B) O senhor possui alguma mega-estratégia visionária de pregar ás nações comprando um jatinho?
R- “Esta é minha defesa para com os que me condenam.
Não temos nós direito de comer e beber?
Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?
Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?
Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado?
Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo?
Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois?
Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante”.(parece que Paulo e os demais apóstolos de Cristo, e juntamente com as suas famílias,  não pensaram duas vezes em colocar os seus pés nas estradas empoeiradas e desérticas para anunciar o Evangelho)
C) Seria correto, como também se tornou comum no meio da cristandade, enriquecer-se através dos dízimos e das ofertas nas realizações de campanhas com propósitos feita pelos fiéis?
R- Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais?
Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.
Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar?
Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho”. (o que parece estar claro: é que viver pelo evangelho não é o mesmo que enriquecer "através do evangelho" com o trabalho melado de suor dos fiéis)
D) Entendi. Mas quanto ao senhor, qual a sua posição quanto ao viver pelo evangelho?
R – “Mas eu de nenhuma destas coisas usei, e não escrevi isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória.
Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!
E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada.
Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho.” (Na consciência de Paulo, ele entendia de que Já estava tudo CON$UMADO por Cristo - ora, e se já está tudo quitado com Deus, como de fato está, não nos resta nenhuma razão pela qual  se deva dar gorjetas aos sacerdotes-pastores-mediadores das bençãos em nome de Deus).
E) Como o senhor ver o seu apostolado diante da sociedade?
R- “Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais.
E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.
Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei.
Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.
E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.”(isso prova de que o Evangelho era existencial para ele, assim como deve ser para o apóstolo vocacionado por Cristo - isto é, possuindo no entanto, o servo, a mente de Cristo).
F) E para finalizar o nosso encontro: como o Apostolo ver a participação dos cristãos-evangélicos nestas eleições de 2010 para presidência da república?
R- “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.
E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.
Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.
Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.”
(nada seja mais explícito do que tal resposta paulina: os evangélicos escolhem os seus partidos(como cidadãos livres)embora, não sejam livres para votar, pois, os seus lideres os amedrontam e indicam em quem votar, eles ensinam os fiéis a ideologizar a sua Fé[crente deve votar em crente não importando as suas intenções]...Nesta empreitada o cara se vende aos partidos políticos “demonizados”  para alcançar as “glórias deste mundo” e assim construir o seu próprio reino aqui na terra, ainda que reprovado esteja diante de Deus).
The End

Mano Serafim

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A des-Graça reinante...


"Os templos neopentecostais estão abarrotados de pastores que disseminam a nefasta teologia do medo. Infelizmente, O medo tem sido espargido pelos ministros da prosperidade que de forma desavergonhada anunciam o evangelho do pânico, cujo protagonista é satanás. Nele, o crente é ensinado de que o diabo pode afligi-lo, atormentá-lo, além obviamente de destruí-lo roubando-lhe a salvação eterna. Para tanto, os evangelistas à lá Zé do caixão, promovem entrevistas com demônios, ensinam sobre o poder do capeta, além de propagarem um cristianismo onde o dualismo e o maniqueísmo se fazem presentes.
Ora, vamos combinar uma coisa? Este tipo de doutrina é extremamente interessante para os adeptos da fé “hitchcochiana”, até porque, ao instalar a política do medo no coração dos incautos, se torna mais fácil, comercializar os apetrechos da fé, cujo poder é mágico, além de eficaz para afastar mal olhado, olho grande e todo tipo de feitiçaria.
Para piorar a situação, as doutrinas propaladas pelos terroristas neopentecostais, impõem sobre os cristãos a idéia de que não existe salvação sem a intervenção milagrosa de Jesus mediante as mãos de apóstolos, bispos e pastores especiais. Ao serem induzidos a pensar desta maneira, um número incontável de cristãos abandonam na esquina da vida doutrinas como o sacerdócio de todos os santos, salvação e outras mais. Além disso, por acreditarem na existência de líderes especiais, os membros destas igrejas tornaram-se reféns de uma política espiritual, onde desobedecer a determinação do pastor é pecado grave, podendo trazer maldições da parte de Deus sobre aqueles que tocam no “ungido” do Senhor.
Isto posto, afirmo que o Evangelho de Cristo se contrapõem em muito a teologia do medo. Em Jesus e por Jesus somos libertos da escravidão do pecado, e do domínio do diabo. Vale à pena ressaltar que a Bíblia também nos ensina que somos de Deus e que em virtude disto maligno não nos toca. Em outras palavras, isto significa dizer que não existe esta história de que o diabo pode aprontar o que quiser na vida do cristão.

Louvado seja o Senhor que nos VERDADEIRAMENTE nos libertou e que por intermédio de sua cruz nos tornou livres."
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RESPOSTA:
Mano,
O big problema no meu ver, é que foi instalado tal evangelho da des-Graça no inconsciente do povaréu crente, e mais, idiotizados pelas bravatas de seus lideres macunaímicos!
Sim, o tal inconsciente coletivo criou um “holograma maximizado” mensurável em cada individuo vitimado inconscientemente pela imagem de um ídolo (líder), cujo paganismo dimensional abrange os neófitos da fé aos já viciados há tempos no “poder” absoluto e obscurantista de seu Líder-mentor-luciferiano...
Acho que seja muito difícil que se reverta tal quadro experimental do ente Igreja... Esta geração é virtual na sua devoção e adoração ao que é RETO, e real e latente nas suas compulsões contemplativas ao materialismo...
Eles [os mentores macunaímicos] de fato conseguiram ecumenizar o Evangelho dentre eles mesmos, sem convidar nenhum outro seguimento religioso de fora.
Ora, toda religião é sincrética em si, porém, permitir que o sincretismo religioso dite as ordens de Culto a Deus e ao Deus do Culto, significa surtar ante ao empobrecimento psíquico e espiritual de cada movimento que apresenta ser a solução para uma geração doente e ambígua (onde qualquer emulação representa UNÇÃO). É no candomblé que assim funciona!
De ambigüidades e ambivalências seja feito o próprio existir, todavia, deixar-se emacumbar pelo diagnóstico de que: saudável e espiritual é todo aquele que dá um sim para os fetiches neo-pentecostais, quando que a proposta do Evangelho jamais fosse essa – “Eu tenho um chamado (meu ministério) e possuo o Espírito Santo - batismo com fogo”, alguém já ouviu esta frase antes?
Ora, esta é uma frase pitoresca mais usada no meio neo-pentecostal!
O cara diz que tem um ministério particular por obra do Espírito Santo agindo na vida dele. Para mim isso significa apenas, uma SUBJETIVIDADE que precisa se auto afirmar quanto herói da fé apostólica dada a profetada dos 144.000 Apostolozinhos!
Ora, e todo aquele que tentou coletivizar a sua individuação narcisista se ferrou na História!
E os apostolozinhos modernos tentam a tudo custo com suas retóricas jactantes e bazóficas, relativizar a História, com mais uma bravata gospel: "Permaneça aqui neste  ministério e Deus mudará a sua história!"
A própria Bíblia faz um relato sobre dois "líderes do momento" chamados de Teudas e Judas (galileu), Teudas  - o qual arrebanhou um povo (400 pessoas) dizendo ser o “cara” e por fim se perdeu e juntamente com ele foram todos abismos abaixo, e da mesma forma aconteceu com Judas nos dias do alistamento!(Atos.5.36 e 37)
O Evangelho nunca ofereceu tal narcisismo a ninguém e nem tampouco arcabouços de prosperidades proféticas ao povo eleito.
Porque é tão dificultoso para essa gente [para o crente do superego] acreditar somente em JESUS?
Porque é tão fácil OBEDECER aos ritos da igreja e aos COMANDOS dos lideres demarcadores de territórios alheios, e por outro lado, não dá ouvidos para o que Jesus apenas PEDE que se faça? E isso em nome e para o bem dos homens sem acepções de classes sociais?
Quando leio nos evangelhos a atuação de Jesus entre o povo sofrido e desnorteado no chão desta vida doida fico perplexo com o Seu amor virulento , e que inclui a todos socialmente.
Ora, o amor apresentado por Jesus nos evangelhos não reivindica nada, não impele o homem a exigir nada a Deus (determinar) e nem a espoliar ao seu próximo, antes, ensina saudavelmente e deliberadamente a dar, dar e dar, sem trocas... Visa somente o OUTRO. E isso é simplesmente extraordinário!
Porque nisto consiste em amar ao próximo como a si mesmo!
Jesus nos ensina um amor puro-verdadeiro e divino-incondicional como forma de graça e aceito por Deus. Uma decisão unilateral daquele que ama no amor eterno!
Quando a prioridade for o OUTRO na vida do cristão, todos entenderão que é do amor ao próximo a chave de toda a felicidade e santidade que um crente possa ter nesta vida ambivalente. E aí meu irmão (â) você pode dizer que ganhou o mundo inteiro sem perder a sua alma... Você estará CURADO!
O amor é oferecido (sacrifício); de graça (não condicional); e não barganhado de maneira platônica (o amor Eros - conjugal), ainda que haja a presença do amor fraternal (recíproco), o amor ágape se estende hoje no tempo e no espaço corporal de cada ser - amante e exponencialmente se escancarar na eternidade sem os re-começos...
Lá na eternidade da vida em pleno amor perfeito, o ser recriado na imagem e semelhança de Deus, se descobrirá sem nenhuma vergonha que lhe faça ver a sua nudez de coração, pois, o seu verdadeiro eu estará iluminado por Deus eternamente - E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.” (Apoc.22.5).
É preciso lembrar que a Queda do homem resultou na perda e no desfiguramento da imagem divina. Isso não quer dizer que os poderes mentais e psíquicos (a alma) se extinguiram, mas que a inocência original e a integridade moral nas quais ele foi criado se perderam por causa da desobediência.
Portanto, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo, e não há esperança de que lhe seja restaurada a imagem divina, a não ser se por um ato de (G)graça.
E é neste espírito que me faz repetir aqui neste artigo que: Estão realmente conseguindo fazer do Evangelho uma FÁBRICA DE TARADOS; NEURÓTICOS; PARANOICOS E MANÍACOS – sim, estamos vivendo a Era da SOCIOPATIA e suas projeções mais ambíguas possíveis!
E por uma única razão ambivalente:
A)     O homem caído delibera e extravasa energias cortantes a fim de dominar o seu semelhante – o que é considerado como loucura de morte pelo Evangelho. Posto que seja abominação para Deus ao sondar o coração do perverso, cujo desejo seu seja manipular o próximo (o qual ele jamais viu como o OUTRO). Isso é fazer o uso do poder para o mal, e como mal maior, satisfazer o seu egoísmo.
B)     O fruto do amor de Deus em nós produz o açucares da doçura no Espírito Santo. E todo homem nascido de Deus deve ao menos se brear com este melaço... Ele cresce na medida em que a graça de Deus é entendida e instalada na sua alma em forma existencial de pura gratidão [psique regenerada em absoluto espírito].... Daí um milagre a surgir em meio às ambigüidades pós Queda, - Um renascimento - o Espírito liquefaz o “corpo da carne” [que é inimizade contra o Deus do amor eterno] dado ao inconsciente coletivo gerado na inconsciência sem o discernimento do propósito do Evangelho na existência...
E o que daí nasce e toma corpo espiritual, é justamente uma nova consciência espiritualizada como filho do amor eterno – Deus.
Sinceramente eu não consigo entender como é que o crente dês - evolui tanto neste sentido em relação a Deus?
Cuidemos nós, aos que se arrogam estar ainda de pé, que não venhamos a negociar descaradamente a nossa salvífica alma pela solicitude do que se existencializa hoje como dês-Graça cristã.

Mano Serafim

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Pastor-cão....


Infelizmente, igrejas fundamentadas na Bíblia estão se tornando cada vez mais raras nestes últimos dias. Os fundamentos da doutrina cristã estão sendo abandonados pela aceitação do erro e da heresia. A enganação está aumentando e muitas ovelhas de Deus estão sendo enganadas por charlatões disfarçados de ministro do evangelho. Os promotores desse quadro decadente são os pastores-cães sempre desejosos de agradar e de alcançar a aprovação dos homens. Esses maus líderes gostam de bajular para obter confiança e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples. Em Filipenses 3:2 o apóstolo Paulo assinala: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros”. Uma das passagens mais dramáticas da Bíblia é Isaías 56:11 onde o profeta dá as características dos pastores-cães “Estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte”. Como se observa no versículo, os pastores-cães são extremamente cobiçosos, de torpe ganância, avarentos; sevem ao seu próprio ventre; sempre buscam a sua satisfação pessoal deixando as ovelhas ao abandono. A idéia de um cão pastoreando ovelhas é contraproducente ao Evangelho. Jesus enfatizou que “O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. O bom pastor, não ladra, não rosna, não rezinga, não ataca, não coloca o rebanho em apuros, não alarga o caminho estreito, mas fala o que convém à sã doutrina. O objetivo primordial do bom pastor é colocar seu rebanho sob o temor contínuo do Senhor.

Os pastores-cães buscam os louvores de seus ouvintes e, jactando-se dos bancos cheios aos domingos, arvoram a bandeira falsa do avivamento. Esses maus líderes estão preocupados em solucionar as neuroses das pessoas, revestindo de açúcar seus sermões. Esquecem eles, que o único remédio para a cura dos males que afligem os homens, seja na mente ou no coração é a Palavra de Deus. Uma estratégia usada pelos pastores-cães é manter um perfil discreto e dar aos ouvintes o que eles querem, esperando que voltem no próximo domingo. Esses enganadores fazem com que as pessoas pensem que foram curadas dos seus pecados quando nunca souberam que estavam enfermas, eles colocam vestimenta de justiça sobre os seus ouvintes quando nunca souberam que estavam nus. Seus sermões são uma espécie de chá de eva-doce para acalmar os pecadores, mantê-los confortáveis e domesticá-los. Pregam um Deus meloso, bonachão que não faz exigências. Suas mensagens não têm a capacidade de arar a terra com profunidade, não rompe o solo rochoso da alma humana, não vai além da superfície. Nas igrejas dos pastores-cães a fé virou show, a adoração virou entretenimento, a santidade deu lugar ao “não tem nada a ver”, a cruz foi substituída por outra mais macia, ou seja, a freqüência do povo à igreja é comparada com o número de pessoas que vai a um parque de diversões. A igreja desses pastores-cães é a igreja da Aceitação: o pecado não é tratado com seriedade, todos podem entrar e permanecer pecadores contumazes. Esses maus líderes não entendem que clubes sociais construídos sobre o nome de Jesus Cristo não são a igreja do Novo Testamento. Um pregador que deixa de “quebrar alguns ovos” regularmente, por que tem o objetivo de ser popular, não está qualificado para o ministério. Uma característica marcante desses pastores-cães é que as experiências têm maior peso que as Escrituras. Quando as pessoas desmaiam na igreja, ou riem descontroladamente, ou latem como cachorros, ou miam como gatos, ou rugem como leões, ou se arrastam como cobras, esses pastores acham que todas essas manifestações são de Deus. Para esses réprobos a Bíblia somente é importante quando não contradiz suas experiências.

O salário altíssimo é a marca principal desses pastores-cães. A Bíblia diz que o trabalhador é digno do seu salário. Portanto, não há nada de errado um pastor receber um salário adequado. Mas, quando o pastor torna-se milionário e vive em uma grande mansão com carros do último tipo conseguidos do seu rebanho, é um lobo mercenário. Esses mercenários têm mundanizado o Evangelho. Para eles, o sucesso de uma empresa multinacional é o modelo a ser imitado pela sua igreja.

É preciso entender que o mundo dos negócios está preocupado com a aparência e o lucro e não pode ser modelo para a igreja do Senhor Jesus Cristo. O verdadeiro pastor que não é mercenário é como Moisés que “permaneceu firme como quem vê o invisível” (Hb 11:27), ou seja, os seus olhos estavam sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo.

Os pastores-cães induzem o povo ao erro através de alianças com o que é profano. Para isso usam de jargões atraentes e diplomáticos do tipo: “Unidade na diversidade”, ”O amor une a doutrina divide”, “Devemos construir pontes e não muros”, “O verdadeiro cartão de identidade do cristão é o amor”. Através dessas frases engenhosamente bem construídas erros doutrinários grosseiros têm sido tolerados em nome do amor. Cristianismo é acima de tudo união de gregos e troianos, judeus e gentios, negros e brancos, ricos e pobres, todos unidos numa só fé. Mas, o cristianismo verdadeiro não tolera a conjugação entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, a luz e a escuridão. A unidade não deve ser meramente espiritual, mas acima de tudo deve ser bíblico-doutrinária. Assim como a água e o óleo não se misturam, verdade e erro não podem combinar para produzir algo bom. Deus é amor, mas é também santo por isso não dá para justificar a união do santo com o profano como querem os pastores-cães. Em 2 Tessalonicenses Paulo exorta dizendo : “ Se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele”. No capítulo 16 verso 17 aos Romanos, Paulo assinala dizendo: “Rogo-vos irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes, desviai-vos deles”.

No livro apocalipse há uma sentença severa para os pastores-cães “Ficarão de fora os cães” (AP 22:15). Cabem a nós, ovelhas, ficarmos atentos para a solene advertência: CUIDADO: PASTORES-CÃES!
Autor: Ir. Marcos Pinheiro
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Comentário de Mano Serafim:

Mano Fernando,

Vosmecê já ouviu falar sobre o pastor-cão pit bull ?

Essa raça instrumenta com bastante habilidade a Bíblia como arpão e guilhotina contra o rebanho de Cristo!
O pastor-cão pit bull vive á caça de homossexuais para estraçalhá-los, porém, nas manufaturas de suas doenças de alma, eles são os próprios tarados sexuais - observe os  discursos deles acerca do tema.
O pastor-cão pit bull "estuda" bem a Bíblia para poder levar vantagem nos contra-argumentos daqueles que jamais se deixaram domesticar (pôr coleira) com seus ensinos caninos - a exemplo de “Ficarão de fora os cães”. Eles distorcem as Escrituras e utilizam da índole canina e animal de um pit bull em ataque (furioso)...
Para eles esta exortação é destinada, e só surtirá efeito punitivo contra os cachorros-de-fateira! (rsrsrs)
Ora, o cachorro de fateira é aquele vira-lata que fica na espera das vísceras no pé do balcão de um açougue... E neste contexto, é o individuo que espera se algo de "bom" será atirado ao chão onde pisa o seu pastor-cão pit bull (mesmo sendo eles que oprimem os cachorrinhos debaixo de suas mesas).
Todavia, na sua maioria os mesmos são capachos, me refiro aos cachorros de fateira em relação ao pastor cão pit bull (este é reverenciado pela raça)....Estes são colocados como tapete vermelho para o líder pisar, pisar; marchar; demarcar o território com xixi;  cuspir, e soltar flatulências caninas (pura ração)...
Os pastores cães pit bull's possuem pedigree, já os demais tem que "ralar" muito ainda, até receber tal "HONRA", digo: uma coleira com o título de honra cão pit bull do momento, e hajam atos patéticos.
Conheço um pator-cão pit bull que há pouco tempo recebeu uma coleira de patriarca...claro, um pit bull dos grandes!
Vosmecê deve também conhecê-lo!
Penso que: quanto mais conheço os homens [que-não-são] de Deus, mais eu amo o meu cachorro...,
Aliás, o meu cão é crente!

Mano Serafim (Anjo bão)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Profecia ou Profetada?

From: eunandittos@hotmail.com
Subject: Profecia ou Profetada?
Date: Mon, 23 Aug 2010 17:44:11 +0000

O que tem de gente hoje que chama pra si o título de profeta e sai por aí dizendo, "EIS QUE TE DIGO..." não é normal. Fico assustado com a falta de temor dessas pessoas que entregam esses revelamentos.
É gente diagnosticando câncer de próstata em mulher, dizendo que homem casado vai encontrar sua cara metade, dizendo as irmãs grávidas, "eis que se não for menino, haverá de ser uma menina hein...". Seria cômico se não fosse trágico. Seria divertido se isso não destruísse vidas.
Mas a questão que chega sempre a cabeça de quem ouve essas coisas é a seguinte: Como você faz pra discernir entre revelamento e revelação? Bem, primeiro, revelação que é revelação se cumpre, revelamento se perde no vento. Revelação é fruto de intimidade, de ouvir a voz do Espírito Santo. Revelamento é obra da carne, motivada por vaidade ou paranóia.
Discernir entre essas duas coisas é delicado demais, porque até alguns revelamentos soam verdadeiros e geram esperança na vida das pessoas. Porém a revelação gera vida e traz paz, além de testificar no seu espírito que o que foi dito é verdade.
Cuidado quando ouvir um "profeta" desferindo suas profetadas por aí. Tem gente que por culto ouve mais a voz de Deus do que Isaías em todo seu ministério. Isso é descabido, exagerado e fraudulento. Não saia por aí procurando as revelações, saiba de uma coisa, se Deus quer mesmo falar com você, ele o fará levando alguém até você ou através de qualquer outra forma inteligível.

E no mais, tudo na mais santa paz!
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Comentário:

Mano Nando,

Ponho as duas expressões no mesmo horror-rizonte...,
O que diferencia, se é que HOJE há diferenciação nas expressões escritas (profecia & profeta-da), é a articulação estelionatária de seus "videntes da prosperidade bruxificada medieval”... Aquela velha e conhecida história narrada nos livros, que traduz os cristãos como verdadeiros bruxos e detentores dos oráculos de Deus, ou seja - "em nome de Jesus pode ser feito “tudo e de tudo e com todos".

Pró-fecia = profeta & Cia - pró-fere palavras e acontecimentos não da História como fatos viscerais contidos na Biblia (como revelação), mas evangelhocumba, e trabalha para que as "coisas" aconteçam ou saiam como foram pré-ditas ou anunciadas pelos pró-fetichistas da irmandade viciada em mistérios e “profetas” de ministérios locais.
Pró-fetada= profecia que reverencia o própio Pró-fetichista, o qual deseja que se cumpram os seus desejos megalomaníacos e patológicos de seu eu fetichizado!

Tanto ao profeta de proveta que pró-fetiza seus fetiches narcisistas e de "poder" religioso (para seu benefício particular), quanto à profetada que é vaticinada em nome de tal "profeta", porém, para um grupo seleto!
Ambos, tanto o pró-feta quanto a profetada trabalham em pró de uma Companhia Mercantilista do Rapa-rapa... E isso se a "vaticinação" contra o "irmão” (que não concorda com seu mini-estéril) não for de teor apocalíptico!
Sugere uma pergunta para quem ainda pensa examinando a Bíblia – serve também para aquele que ainda medita nela na esperança de possuir a vida eterna em Cristo Jesus - "Examinais as Escrituras, pois, cuidem ter nela a vida eterna, e de mim, elas testificam!"- disse Jesus.
Dito isso, pergunto respondendo: Depois de lido os 04 Evangelhos. Inquiriramos, porém, um exame apurado e exegético em ATOS dos Apóstolos. Na procura se há algum registro de que a Igreja de Cristo deva ser guiada por profetas e profecias?
Nos dias de Paulo (N.T.), Ágabo (considerado profeta) havia profetizado a seu respeito, quanto a sua ida a Jerusalém para anunciar o Evangelho, e Paulo pouco deu ouvidos ao que ele (Ágabo) havia predito.
Ora, e daí mano?
O próprio Paulo (que de fato Apostolo o era) entendeu que a profecia mesmo sendo dirigida a sua pessoa deveria também passar pelo crivo do coletivo (todos que formavam a Igreja) - embora a coisa acenasse que iria ficar preta para o próprio Paulo... E mesmo assim ele não se importou com o que lhe poderia acontecer - isso se chama fé; coragem; ousadia; determinação; desapego e amor!
Só há este registro na história da Igreja primitiva e Neotestamentária que se refira a profeta e a profecia, e não há mais nenhum outro em que possamos nos embasar e que tenha crédito de aceitação e orientação para a Igreja de HOJE!
Hoje ser profeta é sinônimo de conhecer o futuro do próximo e revelar o desfecho do mundo!
Hoje o ministério de profeta é sinonímia de poder e honra no meio da cristandade que nutre uma espiritualidade eso-histérica!
Hoje quem prediz o futuro de outrem ganha status quo e jacta pela honra das otoridades patriarcais da re-li(e)gião materialista!

UM AVISO!
Aos chapados e empavonados pelo ópio que ejacula de suas taras fetichistas, os quais vivem numa paranóia abismal existencial sem fim: a Palavra de Deus é a única PALAVRA PROFÉTICA e INFALÍVEL diante de qualquer circunstância, diabrura, bravata, homem, autoridade religiosa, doutrina, força, poder, energia, espírito, era, história, século, surto, patologia, revelamento, pró-fecia, profetada, clichês e etc.
Está Escrito (procure na Bíblia como a Palavra VIVA de Deus quando manifesta se revela espírito ao que ler...) - A profecia ORIUNDA de Deus (Espírito) serve para: Admoestar (exortar, ensinar); Edificar (instruir, percepção, discernimento) e Consolar (tranqüiliza a mente e apazigua o coração do servo-filho de Deus).
Ora, e quem vive na percep-ação da Graça e anda segundo o Espírito da reconcilia-ação deixa-se levar pelo vento do espírito do Evangelho de Cristo Jesus!
Eh, o entendimento da Graça de Deus sobre, dentro, do lado, e para todas as dimensões da vida, é a chave de toda a compreensão do mistério que envolve o salvo-livre do perdido-preso que ainda necessita de PROFETAS que o guie...
Reverbero a Escritura: Pode um cego guiar outro cego?
Quem deseja ser profeta nesta geração presente, sugiro que faça um VOTO de pobreza, e por mais absurdo e antagônico que seja diante do Evangelho bíblico e vívido, pois, não conheço nenhum crente e evangélico, principalmente "PROFETA" que tenha feito voto de pobreza nesta geração. O cara faz dinheiro e seu pé-de-meia logo...
Posto que os profetas veterotestamentários, além de serem reprovados pela monarquia do poder constituído ou Estado, eles viviam á margem de tal sociedade, porque ser profeta naqueles tempos significaria ter que sobreviver a cada término de seus vaticínios (rsrsr) - não poderia haver BARGANHAS com a COROA; com o ESTADO e nem tampouco com o CLÉRIGO!
E hoje, o cara quer ser profeta, pois, a galera procura e paga para ver e ouvir o que “Deus” tem para eles pela boca dos pró-fetas da prosperidade.
Aliás, profeta é o cara o que anda na contramão do mundo cristianizado e evangelizado pela igreja caída da graça!
Os tempos estão mudados, hoje se pode ser profeta e político!
Vá dormir com um barulho desses...
E hoje- Em nossos entremeios protestantes?
Há (existem) profetas que não são dignos de o mundo possuí-los?
Acho que nem preciso falar mais nada!
Os apóstolos profeteiros que se manifestem com suas pró-fetadas!

Nele, que não foi pró-feta e nem pró-fetizou, antes, é o espírito da Profecia!

Mano Serafim

domingo, 12 de setembro de 2010

Dois reinos em um só...

O pensar filosófico acerca do mal é objetivamente raso, não havendo profundidade na ciência do mal (como objeto) e como ele evolui profusamente na vida do homem, o conhecimento se mantém na superfície do terreno sem penetrar nos magmas mais profundos do saber humano. A antropologia jamais desvendou a essência do mal no homem e no mundo. A única teoria que se abraça é que o mal só existe se for por intermédio da ação do homem – embora nem todo mal seja de fato um mau para o homem e nem todo o bem seja bom para o homem!
Certa feita Einstein disse que o mal não existe e que o mal seria apenas reações advindas dos homens que não tem a Deus nos seus corações... Ou seja, o mal é a ausência do bem!
Assim como as trevas jamais seriam trevas se a luz não existisse, portanto, as trevas não existem, o que existe é a luz – “haja luz” e houve luz!
Ora, e houve luz sobre as trevas... Cientificamente não se pode medir a velocidade das Trevas (rsrsrs), entretanto, da luz se pode medir!
De uma maneira diferente de ver o mal no mundo como resultado ruim entre causa e efeito, o apostolo João verticalizou sua percepção sobre o bem e o mal – polarizando dois mundos distintos.
O seu dualismo definia o Bem como conseqüência da graça, bondade e amor de Deus que o colocava num mundo superior (sobre - de cima) em relação ao mundo governado pelo Diabo, o atual mundo inferior (de baixo), onde o mal seria reinante como mundo decaído quanto sistema corruptor dos homens (moralmente).
Ora, o mesmo João disse que Jesus se manifestou em carne para destruir as obras do Diabo!
Daí ser auspicioso para João pensar num paralelo entre dois MUNDOS – o do alto, no plano espiritual (dimensão vertical) e o de baixo, plano animal (dimensão horizontal). Todavia o astrofísico Isaac Newton (judeu) ainda não havia nascido e trazido consigo a “revelação” de que a força da gravidade revolucionaria o pensar dos antigos filósofos gregos e as convicções religiosas dos judeus.
O céu e o firmamento para o judeu era algo muito difícil de se compreender... Mas depois que se descobre de que a terra é esférica, o que pensar desde então, já que se pensava que haveria mundo de cima e mundo de baixo, qual seria a localidade geográfica, qual o espaço físico para se fixar tal mundo superior e assim dissociá-lo do mundo de baixo?
Pergunto; estamos em que posição agora? Já que a terra gira em torno de seu eixo? Causando assim os movimentos de translação e rotação?
O (s) céu(s) fica(m) em cima ou em baixo? E o inferno onde está localizado? (rsrsrs)
E tem mais, o próprio João conceituou de incredulidade, a relação ocorrida entre Jesus (Luz dos homens) e os homens que por sua vez viviam em densas trevas (estado caído) e sob o domínio de Satanás (Príncipe deste século). Assim, todo aquele que despreza o testemunho de luz e da Luz, que ilumina todo o homem que vem para a luz – este próprio é considerado incrédulo!
O Apóstolo Paulo diz meio que zangado que trevas e luz certamente não se combinariam...
Outro contraste que encontramos no dualismo Joanino é que carne pertence ao reino de baixo (reles mortais), porém, não materialmente má, como os gregos pensavam que a matéria era totalmente má.
Portanto, ele interpreta que o Verbo-logos se fez carne e habitou entre os pecadores cheio de graça e de verdade (e não cheio de pecado e pleno de maldade). Do contrário, Jesus seria formado de uma antimatéria, pois, desta forma toda matéria seria má, logo o Cristo não escaparia de qualquer essência do mal- e seu sacrifício humano não atenderia as exigências de um Deus não matéria,  mas Espírito e essencialmente Santo!
Apesar de João ter dito de que Deus amou o Kosmos (cosmos) de TAL maneira e que deu o seu Filho para salvá-lo, implica que mesmo a raça humana tendo caída e se alienado do Criador, ainda assim, o Pai ama eternamente a sua criação e universo!
O Apostolo Tiago disse que aquele que ama o mundo se consagra (separado está) inimigo de Deus nesta existência e no porvir. O mundo-cosmos referido aqui se interpreta como sistema mudano e reprovado por Deus e não como os gregos pensavam como criação atômica.
O discernimento que o Evangelho nos traz é que o mundo não pode ser salvo por Deus, pois, profeticamente o mundo condenado esteja. O mundo reconciliado e, porém, salvo é exatamente o mundo dentro do tempo e do espaço em que contamos as gerações – na cosmovisão de João, o mundo seria as pessoas que habitam um sistema, e que aderindo as Boas Novas do Reino Superior (de cima - Deus), neste caso, o Evangelho de Jesus Cristo, tais pessoas passariam agora a pertencer ao mundo de cima, mesmo no mundo vivendo, mas do mundo não mais pertencendo - Jesus disse: “Antes do mundo vos escolhi”.
De certo que João não era um filosofo e sim um discípulo, o qual viu e ouviu coisas inefáveis – “Pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram” (Lc.10.24).
A morte para João era encarada como um estado de transição para a vida eterna – “Aquele que crer em mim passou da morte para a vida”.
Conquanto aquele que estiver morto viverá e, em alguns casos, pessoas jamais sentirão a morte!
João revela que a condição para o homem ser salvo ainda em vida é crer em Jesus Cristo como o Unigênito do Pai, o qual "desceu" de seu mundo (de cima) e estabeleceu o seu Reino neste baixo mundo linear.
É crer ou des-crer!
É pegar ou largar!
Posto que quem optar em largar e descrer assim aniquila a Graça e o testemunho que o Filho dá do Pai!
Haja vista que o Rei do Reino de cima rompe o tempo e o espaço e penetra na História como servo e estabelece um “Portal dimensional” entre o reino de cima com o reino de baixo – “O que ligares aqui na terra será ligado nos céus!”
Apesar dos discipulos não entederem plenamente este reino, ele é instalado de forma sobrenatural em suas vidas – um ensaio para o que há de vir vindouramente na verticalidade da glória do Cristo Ressurreto!
Apesar de não se heterogeneizar com os outros três evangelhos sinópticos, o evangelho segundo S. João se iguala no que tange ao Reino escatólogico, em todos os quatro evangelhos nutrem a esperança de um Reino celestial e com recompensas aos que vencerem o mundo mal, o mal no mundo e milicia contra a própia alma, embora habite o Reino de Deus e ambiguamente sirva de abrigo para o mal. Neste caso, não deve haver dualismo, e sim consagração do ambiente como templo do Espírito Santo.
O que desejo dizer com isso?
Que cada vida e cada corpo representa um mundo, seja ele na sua subjetividade quanto na sua coporalidade de estrutura bioquímica.
É Deus salvando os homens de seus mundinhos e universos aos avessos!
Daí o pensamento Joanino de Deus criar o mundo(cosmos) e desejar amantemente libertá-lo de seu cativeiro existencial...[...]...
Por outro lado, ao gênero homem discípulo, o mundo globalizado do Evangelho atende as suas demandas humanas em infindáveis dimensionalidades. A multiforme graça abrange a todos.
O mandamento é certo quanto ao “deves amar” quanto ao “deves ser” luz e sal da terra!
Vivendo assim, na substancialidade do sal (sendo nós o sal da terra) e da Luz(tendo luz e luz sendo) no mundo, o mundo verá que temos a autoridade de colocar o sabor da alegria na vida do próximo, e luz da verdade nas trevas existenciais daqueles que andam na escuridão em pleno dia...
Ora, dessa maneira se cumpre a palavra de Deus na vida daquele que assim abraça o Evangelho sem ódio e rancor, mas com ações de liberdade de quem na luz está, e desta forma agirá como o bom samaritano, que quer onde colocava os olhos via reconciliação, perdão, regeneração, cura e salvação!
E sabe por que?
Por que se teus olhos forem luz, o teu corpo plena-MENTE também será luz...
E apesar de eu crer no que João creu e assim falou, eu particularmente acredito que estes dois reinos são apenas UM!

Nele-Cristo, a Quem João chamou de Luz dos homens.

Mano Serafim

sábado, 11 de setembro de 2010

Parias NEO-pentecostais

From: eunandittos@hotmail.com
To: alfredoserafimanjo@hotmail.com
Subject: Bom texto
Date: Thu, 9 Sep 2010 17:37:41 +0000


Fernando disse: Concordo com este escritor!



Há alguns meses um amigo me trouxe um DVD cujo título era: "Cativeiro nunca mais." Até aí tudo bem, o problema é que a protagonista da mensagem era uma criança. Isso mesmo, um menino com tiques e trejeitos evangélicos que desesperadamente gritava invocando sobre os seus ouvintes as bênçãos de Deus. Em 2007 o jornal O Globo publicou a matéria "Pequenos Missionários". A reportagem tratava exclusivamente de meninos e meninas que nos últimos anos vem atuando como líderes e pastores de igrejas evangélicas no país. Se não bastasse isso, a matéria é enfática em afirmar que tais crianças atendem os desesperados e prometem cura aqueles que os procuram.
Sinceramente, parece que parte dos evangélicos se sentem vocacionados a aberração. Confesso a você que falta-me palavras para descrever minha perplexidade diante de tantos fatos exdrúxulos.
Meu amigo, não dá para engolir essa história de crianças pregadoras. Na minha perspectiva isto afronta diretamente o bom censo, a ética, a moral e principalmente a Deus. Ora, criança tem o direito de ser tratada como criança. Ela deve receber amor, afetividade, carinho, respeito, limites e educação. Criança tem o direito de brincar de pique, correr, saltar, pular, rir e celebrar a vida. entretanto, movidos por uma espiritualidade dualista e esquizofrênica, inúmeras igrejas deste país as tem tratado como adultas. Em tais comunidades, elas se vestem como adultos, falam como adultos, dizem a “paz do Senhor”, usando com maestria o “evangeliquês”, além é claro de desenvolverem um comportamento absolutamente artificial.
Acredito que os pais possuem papel fundamental no resgate de valores da moralidade, e que em hipótese alguma devam permitir com seus filhos sejam "instrumentalizados" por líderes inescrupulosos que visam o seu próprio umbigo. Caro Leitor, a vida é bela, é deve ser vivida momento a momento. Criança deve ser criança, até porque é sendo criança, vivendo como criança, não queimando etapas, nem tampouco ultrapassando os limites naturais da vida é que poderão no futuro construir um mundo melhor.
Pense nisso!
Renato Vargens