terça-feira, 28 de julho de 2015

Me procurar...


Hoje eu resolvi me procurar.
Desejei ir além do caminho que tenho trilhado, mesmo que por um tento quanto irresoluto.
Lançar-me no mais profuso e profundo do conhecer a mim mesmo - conheça a Ti somente.
Sair-me da sombra, sentir o sol arder na cabeça e a sola dos pés queimarem.
Translocar-me numa viagem que tem inicio em mim e para mim, permutar do lugar de conforto n'alma para um estado de reboliço no ser.
Fugidia, eu a sempre via, era a minha alma que de mim corria milhas.
Sonhar sonhos bons, é um recanto que desapoquenta qualquer coração em demasia apoquentado.
Quem nunca sonhou um sonho?
A senhora demasia que traz consigo uma falsa aflição, aquela que fustiga a mente, a certeza presente de muita ansiedade.
Ah minha alma, tu que vagas vagabundamente vazia; tu que vazas pela várzea do dia, do dia que chamo de meu consolo.
Pois, é nesta estação que haverão de vir dias melhores, de modo que a vacuidade de minha alma, preencha-se de amores.
Dos amores mais sofridos, mas de amores sortidos.
Dos amores menos falidos, mas de sabores.
Todos eles, amores meus.
Tenho por certo, encontrar-me, sem desesperos surpresos.
Venho a mim ainda hoje, antes que o dia se vá, e leve com ele o sorriso.
Do sorriso que sorri sempre, sorrindo sorridente-mente para mim...
Não se vá de mim, dê-me mais uma chance.
Chancela-me com a marca da vida.
Vida que pulsa em mim - sei lá qual centelha, sei lá se nitrito.
Cada qual trilha por um caminho só.
Só assim se descobre o quanto a subjetividade existe existencialmente num exército de um homem só.
Só eu, já me basto!
M S 4/15

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Quando se julga os outros...


O ar está rarefeito, a sensação térmica perpassa os 50º, a solidez da compreensão se liquefaz pela não assimilação dos comportamentos de outros, até o amor tornou-se liquido..
E as pessoas?
As pessoas perderam a solução essencial de ser...
Petrificaram-se ao luxo dos teres.
A individualidade encabeça uma lista de autoproteção exacerbada na corrida pela sobrevida.
Estes, equecidiços, amnesiaram-se conforme superabundou o mal nas relações de potências e de poderes, elas, as pessoas, não mais param e pensam, esqueceram que a existência precede a essência.
Todo valor é pouco diante da hipervalorização dos preconceitos.
Quem aprendeu a julgar o outro esqueceu-se de si, de olhar para dentro de si. Este se perdeu no seu mundo do Mundo, este indivíduo deseja que todos sejam como ele.
O arrefecimento sentimental humano tem ganhado volume e força na medida que as pessoas optam pela competitividade.
Não há do que se gloriar, na medida que na disputa entre forças, a chance de um milhão perder é imensa, e o que se perde ou o que se ganha com isso?
Se ganha perdendo-se , isso ocorre com o indivíduo individualista egocêntrico, e perde-se ganhando quando o ganho é de viés coletivizado .
Quem assume a posição de líder tem que levar consigo a responsabilidade de muitos que o acompanham a um lugar seguro.
A mentalidade e condição de rebanho é um erro comportamental em massa...
Nada mudará se não for a partir de seu ponto de vista.
Muda-se o olhar, muda-se também o ambiente, a aparência de tudo.
O desejo ficará guardado nos campo das ideias, porém a vontade precisará da ação do agente-homem-indivíduo-ente-pessoa para fazer acontecer.
Existe uma máxima para os dias de hoje: Se você não levar a vida como acredita ser o que você é, a vida irá te levar e te fará ser a pessoa que você jamais desejou ser .
Todavia, na Via da existência, é preciso ter paciência, tolerância e amor de sobra.
Ah, eu já tava me esquecendo (sou homem também), leve consigo uma boa dose de gratidão e de contentamento!
Analise-se e aja.

M Serafim

quarta-feira, 15 de abril de 2015


A nossa mente capta o tempo presente na existência.
Mas isso não significa que Deus seja o "evento".
O juízo foi ontem, será hoje e acontecerá amanhã.
Deus é o próprio (carrega) tempo na história, amigos.
O Senhor de todas as Eras...
Quando lanço meu olhar míope para luz de Deus, me deparo em Jó-perplexidade absurda inumana...
Jó tombado pelos seus conceitos e valores morais se esfacelou na existência?
Jó, coitado nem sabia quem era Deus e em qual empreitada ele estava metido (destino? maldição? Ou a famigerada luta de bem contra o mal?).
Mas Jó não rendeu muito e se "revoltou" com o que viu na face da Terra.
Ele discerniu sabiamente que, nem sempre os bons são coroados por bondade e nem sempre os maus são castigados com punições.
Ôooooooooo Jó.
O tido justo sofrido tendo que conviver com humanos iníquos...
Mas numa coisa Jó cria, que o seu "redentor" vivia e se levantaria para "salvá-lo". Ele não sabia como, mas viria.
Quem puder sondar a Deus não precisa de religião (e quem dela precisa?)e nem tampouco de livro sagrado.
Religião só é boa quando ajuda.
Aliás, Moisés (autor do Gênesis) nunca insistiu aos seus leitores (risos) com a ideia de que Deus existisse.
Moisés parte de um ponto de quem leia os seus escritos, apenas creia em Deus...
Imagine um lugar onde todos diferentes fossem iguais em tudo (que antagônico).
Vislumbremos, todos serão salvos - melhor, todos estarão condenados.
Sensatez, pra quê juízo sem a capacidade hominal-mental da cônscio-consciência?
Perdão, a minha infante ignorância, salvação para quê?!
Ser julgado pelo quê?
Afinal, a gente engana e se engana o tempo todo.
Dentre milhões de respostas faltas, de uma eu sei: Deus tá cagando para os nossos caprichos!
Não há Teologia que explique o que Jó experienciou existencialmente e na sua carne em seus dias..
Mas "cuidado", você que diz que vai ser arrebatado quando Jesus retornar. O seu "arrebatamento" poderá ser antecipado, e segue-se o "juízo", ok?!
Falei para vos impressionar?
Não. Mas para te fazer meditar com a alma apaziguada nesta nossa santa ignorância do nada saber...
Saiba que, essa é a nossa condição.
EH TUDO GRAÇA!
E para quem acha que sabe alguma coisa, um beijo!
M Serafim

terça-feira, 14 de abril de 2015

QUEM LER ENTENDA, SENÃO DESENTENDA-SE.

Que mal há quando mal possamos discernir que nem todo mal é mau? - o mais difícil é convencer um fanático religioso disso.
Mal nos vemos desnudados todos os dias pelos flagrantes da existência.
Nunca te esqueças, as roupas de figueiras também secam e murcham com o tempo em nosso corpo....
Mal me lembre, foi o homem quem demonizou o mal...dando-lhe nomes, rótulos e diabinhos para ele...mas que mau, hein?
Bendito seja todo o mal necessário que Deus permite que nos venha!
Que eu bem me lembro, nenhum ser criado deixou de levar consigo a pureza do Santo Criador.
A CRIAÇÃO é toda ela BENDITA!
Creia você ou não, mas é assim, e tudo só funciona por fé.
Foi num jardim das delicias de onde das barganhas entre gente e Diabo nasceram os conluios.
Da serpente a oferta era boa aos olhos humanos, porém, no quesito de discernimento entre o bem mal-visto e o mal bem-visto, o conhecimento recebido por parte do homem foi apenas blá,blá, blá...
A humanidade perdeu seu rumo quando deu ouvidos ao Diabo, e assim todo tipo de separações se multiplicaram entre os homens.
O que recebemos foi o longo caminho da MORTE.
O senhor destino começou a fazer parte da vida dos homens que optaram pela racionalidade divinizada em tudo, graça comum, somente o seu cérebro era quem os governava.
E o que herdamos senão o entenebrecimento espiritual?
Daí a nossa "razão" pedir para não pagar a conta do que a gente nunca consumiu diante do palco da vida em dores...embora a dor esteja ai, queiramos ela ou não.
Então de quem será portanto a culpa?
O que Adão fez de tão mal e ruim que em mim ainda hoje reflita como dores e morte?
Recebemos uma pena e um castigo pelo mal que não cometemos.
Por outro lado, recebemos o perdão do sacrifício que não praticamos.
Decerto que por um ato de injustiça herdamos um castigo que não merecemos, mas por um gesto de amor, somos participes de sua natureza divina, por Cristo Jesus crucificado.
Mas não nos deixemos enganar, todos nós pecamos!
-- Diabo, gente e Paraíso.
Me digam qual relação existe entre estes?
Quem responde?
Deus proverá!
Ora, Deus ficou de fora mais uma vez nessa empreitada, assim como HOJE permanece batendo na porta da Igreja desejando cear e comungar com ela.
Portanto, que mal há não crer no seu amor por nós?
O mal esmagador que o mundo carrega como a sua própria condenação!

M Serafim

segunda-feira, 23 de março de 2015

Fariseu, eu?


A denominação de Fariseu nos tempos de Cristo tinha um sinonimo de santificação, ser separado dos demais...indivíduos que (se) zelavam da Lei de Deus e nutriam o compromisso de serem obedientes ao extremo a Deus, assim eles eram vistos e respeitados pelo povo judeu.
Diferente do que significa hoje tal expressão no meio religioso.
Hoje ser fariseu significa ser um hipócrita.
Já a expressão: Publicano , a de coletor de impostos(funcionário público), era vista como corrupto e odiado pelo povo.
Gente que explorava o povo pobre, embolsando o que sobrava de tributos que o povo pagava ao Estado.
O fariseu de antes era tão extremista que, jejuava duas vezes por semana, embora, na Lei mosaica ordenava apenas uma vez ao ano. Façam a conta aí de quantos dias durante um ano eles jejuavam?.
Jesus por vezes censurou suas práticas exageradas...e que não os levariam a nada.
Pois pensavam (acreditavam) eles que fazendo algo a mais do que Deus pedisse estariam agradando a Deus.
Ora, inté parece uma carência patológica divina, pelo qual necessita de bajuladores formais!
Na oração no templo feita pelo fariseu e pelo publicano (parábola produzida pedagogicamente por Jesus), podemos enxergar nós nos projetando no outro, ou em última análise, a manifestação do nosso desejo suicida de auto justiça, o da justiça própria.
"Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho". Foram essas as palavras de oração do fariseu a Deus.
Na verdade o que leva uma pessoa a acreditar estar acima de seu semelhante ou sentir-se superior de alguma forma em relação ao outro?
Nada justifica tamanha presunção religiosa cega.
Quanta cegueira ainda nos habita, digo, nos fariseus de hoje, hein?
Se pôr num lugar junto ao sol e ao mesmo instante professar uma fé cristã, faz afugentar o mais belo brilho das estrelas de uma galáxia.
Engana-se profundamente quem desconhece a que espírito pertença, e muitos nem sabe ao que pertencem.
Deus nos conhece visceralmente. Ele sabe o que pensamos, o que desejamos e o que procuramos...não se iludam.
Essa tal de justiça própria é PECADO.
Jesus julgou que quem retornou para a sua casa redimido e em paz com Deus fora o publicano pecador..
"O publicano, porém, estando a alguma distância, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim pecador".
O "coitado" do fariseu se expunha publicamente no templo, orava em voz alta, fazia gestos de piedades...e por fazer da prática da Lei a sua justificação diante do Eterno, "morreu espiritualmente" em detrimento da letra que mata.
Deus busca misericórdia!
Deus requer arrependimento do pecador!
Deus espera que o homem reconheça que é ele quem peca e mais ninguém; que é somente ele, o desgraçado, cego e nu.
Você é alguém que tem se sentido assim, como um fariseu espiritualizado no entremeio de sua devoção, profissão de fé e comunidade?
A via da humildade é o caminho virtuoso para ser exaltado por Deus.
Quer ser abençoado por Deus, quer fazer a vontade de Deus?
Reconheça a sua fraqueza pessoal, reconheça os seus pecados nas relações com as pessoas e reconheça a graça de Deus na vida de todos.
Tomara que, entendendo isso, possamos não mais agirmos como aqueles fariseus moralistas que desejavam que os demais fossem semelhantes a eles, mas como indivíduos separados pelo amor de Deus.
Pessoas que amam o seu próximo sem tentar impor qualquer crença, ideologia ou moral.
Cuidemo-nos para que a arrogância não nos tomem por inteiro, e que cegamente venhamos a julgar os outros, ou torná-los réus de nossos comportamentos projetados nos mesmos, mesmo que tal julgamento seja em forma de uma "justa"oração.
Senhor, por favor, tenha misericórdia de mim e livra-me dessas toxinas que sucumbem a alma.
M Serafim

domingo, 22 de março de 2015

Para fora...

 
Nem todos os "casulos" somam desprezíveis.
Mas no caso da Queda, os homens seguiram os mesmos passos errôneos dos anjos.
A metamorfose funcional exige abandono total da situação de como se encontra, de larva.
O que de fato poderá te condicionar ou te prender dentro de uma casa-casulo?
Rompa com as barreiras da sua mente, você consegue, acredite no seu potencial, foi Deus quem te deu...
Como vontade de potência, o homem não só é instinto, mas alma, recebe do Criador a graça do Espírito (ruach).
Metamorfosear-se-á, a alma que persistir no caminho em que pretende chegar em Cristo.
Mudanças, coisas que acontecem por dentro, que penetra o ser; se alargam na verticalidade da alma.
Deus consegue nos alcançar, seus passos vão além de nós...
É no encontro, no ato e no convívio da comunhão, que o Espírito vai nos moldando a imagem e na semelhança sagrada de Cristo.
É no acolhimento de todos, de todos com todos, sem seleções, onde Deus se faz presente em espírito e em verdade.
Há de se saber que o que mais alegra o coração de Deus, é a harmonia entre os homens.
É verdade que onde há o Espírito há liberdade.
A gaiola que nos prende nesta existência não nos acena para alguma saída ou mesmo, discernindo bem, nem todo "casulo" seja uma prisão, mas um instante habitat para a introspecção...
Diante de nós fora aberto um "portal". Uma dimensão em eixo vertical nos foi dada, é o amor do Pai sendo derramado lá da cruz...
Sim, uma cruz nos foi fincada em nosso caminho, uma alternativa de total escárnio no imediato, porém de cura por toda a eternidade.
Sim, a eternidade nos é inevitável, a porta está aberta, o primeiro a entrar por ela não tem o direito de impedir que outros também entrem e o último a entrar por ela, não tem o poder de fechá-la.
O convite é para fora...
Para fora da gaiola,
Para fora do casulo outrora um recinto fechado em conexão subjetivamente pessoal para a objetividade de ser no serviço ao próximo;
Para fora do saleiro;
Para fora da clausura religiosa;
Para fora das edificações templos-templárias;
Para fora do mundo imaginável do medo de tudo;
Para fora dos conceitos morais seletivos;
Para fora de todo lugar e habitat que porventura lutamos contra nós mesmos, afim de não abandoná-los, pois só de pensar neles, bate-nos um desespero.
Desloque-se dentro de si mesmo, ainda que do mesmo lugar você não saia, tome uma decisão agora - quando a decisão perpassa a vontade, a certeza de estar trilhando no caminho certo vem da fé!
Saia do casulo mental e existencial, experimente as transformações necessárias que o evangelho tem para nos oferecer, pois nunca se é tarde para retornar a si, retornar para casa do Pai.

M Serafim                                 20-03-15

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O que não é breve pode ser grave?


 Depende...
A possessão por algo que não se pode/deve possuir, é grave.
Este ser que age assim, está possuído por algo ou por alguém, sendo "abduzido".
Grave também é possuir o que não se possa possuir ao todo. Um exemplo, é a plena felicidade aqui na Terra sem o contentamento, porém aos pedaços até chegar o "dia perfeito".
O possessivo que de fato nada possui, além de não ter posse exata do que se deseja e almeja sem fim, este grassa aos jugos-passos de estar preso ao que cobiça como existência finita e ao eterno imediato.
Possuir aos poucos é não-breve, vai-se possessiva-mente possuindo aos goles como se estivesse bebendo uma garrafa de gim, e sem perceber-se, torna-se "possesso" ou pelo gim "possuidor", possuído.
É loucura a pretensão de achar que vai estar sempre possuindo sem ser possuído aos poucos, ou mesmo, tão breve, e isso é gravíssimo.
Doença que não é breve, mas grave, pois contagia a muitos que enveredam por este caminho do surto de sempre querer estar por cima e nunca por baixo -"Você é cauda ou cabeça?"(é o que se ouve muito por aí), doença que não estagna e nem sara, mas avança, prolifera, destila.
Breve, torna-se a vida de quem pensa que nasceu para possuir o que a alma caída deseja doidamente.
O possessivo ama as coisas, os objetos e os seus fetiches compensatórios (ilusão).
Embora abomine a ideia de ser possuído, o possessivo visa as manipulações relacionais e do ambiente, tem a necessidade de impressionar a turma, quer ser reconhecido pelo grupo e em todas as situações quais ele se sinta bem com o mando de campo...
Quando em relação conjugal - Ele se considera um xerife relacional
Quando em ambientes religiosos cristãos - Ele se intitula o sacerdote e o profeta sondador da mente de Deus.
Quem se encontrou com Jesus na vida, encontrou a vida abundante em Jesus. E ponto.
Paulo disse que a Lei era boa e santa, porém a mesma nos mostrou a nossa "virtuosa pecaminosidade" interior como num espelho (tornou-se em nós e por nós impraticável, aliás o pecado se tornou virtude em nós). E Jesus aniquilou a Lei em nós, pela qual se tornou enferma totalmente dentro de nós (a lei não justifica, nem inocenta e nem tampouco regenera). O final da lei é Jesus , entende?
No encontro com Jesus o "espinho" encravado na carne humana mostra o seu carnegão...,
Devemos encravar Jesus no mais profundo da nossa carne/humanidade (alma).
Somente em Jesus há vida eterna, segurança, alegria e paz...
Há reconciliação!
Mas haverão muitos que se farão de figuras mediadoras possessivas no seu caminho, fuja deles todos como puder.
Quem usa do nome de Jesus para simplesmente manipular o outro e toda a situação do encontro com Deus, está brevemente a morrer em si mesmo.
Posto que, quem não discerne que nasceu para servir ao próximo com amor, este não "serve" para viver-em-ser . Deixar o Outro viver segundo a sua fé no evangelho e como entende o evangelho com singeleza de coração - possa não agradar a muitos gurus, mas agrada a Deus.
Morre quem de Deus zomba sem responsabilidade e amor.
Melhor seja que o indivíduo tal se arrependa da sua arrogância gerencial de almas e se converta a verdade de fazer o bem a todos quantos ao evangelho se entregar por Jesus.
Perdão, mas não há cura para quem não quer se despir da sua presunção religiosa e fanática - quem vê o mundo quadrado e limitado ao seu próprio ego-centrismo não conhece o evangelho.
Breve Ele virá, mesmo antes do tempo determinado pelo seu próprio poder e glória, visto que o arrebatamento que tantos pregam em eminente coletividade, poderá ser antecipado ao indivíduo que blasfema do evangelho da graça e brinca com a existência dos outros (isso não eh uma regra e nem uma doutrina disseminada por mim, mas já vi isso acontecer com gente auto suficiente e de "ministérios personificados').
Maranata!
M Serafim

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Quem sabe, você esteja se levando muito a sério.




Uma gota de ironia, uma palavra nua, um grito no silêncio.
Cortina de fumaça e areia movediça.
Uma alquimia amalgamada, alma desalmada.
Mente desarmada, fuzil nas mãos...em busca do quê?
Caso o (seu) tiro saia pela culatra, melhor não rir.
Desça mais uma, e suba quantas vezes for necessário, mas não se esqueça de abrir uma coca-cola.
Geração que dança sem música que nos encanta.
Gente pobre que só junta dinheiro e loucura, lixo.
Bondade X bondade  até que é bom, embora sendo muita, faz um mal bonzinho.
Quanto bate papo dos antigos.
Doravante ninguém mais quer pensar, mas apenas fingir que pensa...masturbadores do pensar que pensam que pensammmmmm!
Ser, não-ser e parecer.
O  que pareço ser para os outros, o que penso ser para mim e o que precaria-Mente o sou.
Não, não sou. Eu apenas sou!
Não dá mais para ser o que pareço ser, o devir me seduz, devo-me tornar a mim, a existência me conduz, a realidade instrui.
Ponha um tempero na vida. Vida sem tempero fica insossa, desprovida de gosto.
O que dá gosto e sentido a nossa vida é o amor. O amor já nasceu sendo, sendo: adulto e maduro para toda faixa etária.
Fruir de vida boa é simplesmente cultivar uma boa vida com os seus, com os (seus) vizinhos e obter paz com os seus inimigos "cara pálidas" (os que falam um dialeto diferente da (sua) ideologia, costumes, crendices, filosofias, política, religião e "puns").
Mas acho mesmo que o segredo não se esconde na ortodoxia, nem em tanto desvelo relacional, e nem na perfeição pessoal. Mas na alegria de se viver com simplicidade de espírito.
Leve a vida antes que ela o leve sem se importar contigo.
Mas leve-a com beleza, leveza, suavidade, tonicidade, caridade, bondade, sagacidade, liberdade e sem "chaticidades" (risos).
Não (se) leve muito a sério não, sorria mais, agradeça a todos e por tudo.
Mas jamais esqueça, dance com os loucos, beba com os doidos e coma com os rejeitados...
E sem fazer  caso algum: Cante a melodia dos pássaros que matinam na alvorada....
Não, se leve muito a sério,  não perca o seu tempo querendo se explicar por tudo, a vida já é autoexplicativa, basta reler no seu rodapé.
Retornar a si facilita o vir a ser.
Beijo!

M Serafim                           08-01-15

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Deus não cabe em nenhuma religião, mas apenas no ser.



Deus não cabe em nenhuma religião, ou para você cabe?.
Qual religião cabe (a) Deus?
O que me cabe, cabe também a/em quem crer.
Você não crê?
Crer que em Jesus a gente cabe, só cabe a nós segui-lo.
Cabe a mim amá-lo, cabe a mim imitá-lo, Jesus cabe em mim...
Ele é a minha referência sempre e para sempre (que) me cabe!
Ele sim, sempre cabe em mim, e em você Jesus também cabe?
Mas cabe a mim cabê-lo em mim, digo, cabe a mim ter do seu mesmo caráter...
Sim, Jesus nos cabe e nos cai bem, cabendo-se nós Nele.
Bem nos cabe nos converter a Ele todos os dias.
Ele quando homem presente foi o modelo dentre os demais homens e hoje nos deixou o exemplo para seguirmos.
Ele é o Caminho...
Dias estes que não nos cabe por inteiro, mas nos cabe fazer destes dias Jesus cabendo em nós a todo momento, situação e episódio, seja na sua doçura com as crianças, na sua delicadeza com os idosos, de seu trato com os tolos, de seu amor para com os pobres, do nosso zelo e afeto para como o nosso cônjuge; da sua dureza contra os mentirosos, hipócritas e manipuladores de almas...
Ah, e o descrever quanto a sua leveza de ser? 
Ele era inigualável. 
Deus é infinito.
Deus é, e quem sabe, intangível.
Deus só nos cabe se Jesus em nós couber . 
Deus em Cristo nos coube e cabendo em nós, nos fez (seus) filhos. 
Filhos que cabem em Deus, todos.
M. Serafim

sábado, 24 de janeiro de 2015

Anjos?


Pouco ou nada notável diante dos atentos olhares alheios.
Os ditos fantasmas são mais visíveis.
Passos a largo, sem muitos gestos, a voz não se ouvia.
Assim ele segue ocultamente neste mundo de cores.
Figura do anônimo, presença não manifesta nos bares, nos centros urbanos e nem nos palcos da vida.
Alguém perturbadoramente o avista, embora de bem distante, o acena com a mão, porém sem sucesso.
A felicidade bateu-lhe na porta, deixe-a adentrar, mas quem dirá: Fui feliz para sempre - The End - frase editada no final de cada filme.
Vai ao longe de permanecer.
Foge da retina a sua silhueta do olhar.
A luz também se foi, se faz noite, mas que lindo o crepúsculo.
O vento sopra a brisa do entardecer, a onda lambe tudo canelas abaixo...
Um grito na escuridão, era um rasga-mortalha vindo na direção do Ocidente, tudo normal, somente mais um dia árduo.
Vinda a hora do agora, descobre-se que o mundo é somente um dia, uma dor, uma calmaria e mais um instante.
Absolutamente, ele se foi, e consigo carregou a alvorada, aliás o tempo quem faz é ele, ele é o próprio tempo, o devir.
Doravante um Outro virá. 

E com ele também virá a alegria, a paciência e a brandura...
Apazigue-se o coração e aquieta-te em tua mente.
O que dirão aos jovens que desejam tudo para ontem?
- Acalmem-se e contentem-se, vocês terão inúmeros invernos pela frente.
Mas era isso, eles não discerniram com lucidez qual era a estação do desanimo. 

Eles tentaram tapar o sol com a peneira.
Dissolveram-se ante o desespero existencial de não saber para onde irão, se darão, se chegarão,  e, se sobreviverão.
O medo de viver tomou-lhes pelas mãos, nem tudo é emoção, mas o medo sequestra a razão de não sentir medo contra o medo de tudo.
Ver eles se foram, meio que invisíveis feito um vento.
Um vapor por um instante.
E quem os notou?
Poucos?
Muitos?
Não, eles não definitivamente se foram, eles não mais se manifestaram partindo. 

Eles não vieram de norte algum, eles não saíram de dentro de nós. 
Sim, eles aqui estão, fomos nós quem não os notamos.
E se porventura algum de vós notastes, deu fé de apenas um dentre centenas de milhares deles.

* rasga mortalha - pássaro de hábitos noturnos.
M S (Fragmento: "Confessionário de um Sedutor")

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Igreja-Viva e as igrejas-Instituições


Na longa caminhada cristã, é o próprio indivíduo quem dá o primeiro passo em direção ao destino pelo qual ele acredita que um dia chegará.
Tornar-se cristão requer renuncias de tudo aquilo que neste instante tenha prioridade na sua vida.
Quando captamos que o desejo de Deus é apenas nos fazer o bem, a nossa prioridade passa a ser o Reino de Deus. E as demais coisas nos serão paulatinamente acrescentadas.
Este Reino nos habita, somos convidados a entrar neste Reino, aprendemos habilidades que nos fará servos do Senhor, embora sem constrangimentos, com muita responsabilidade e fé.
A fé nos preenche o coração a fim de nos despirmos de qualquer poder que não seja do amor de Deus em nossas vidas.
Sem fé nada se poderá fazer, nem para Deus e nem para o próximo. Sendo assim, tudo que se é realizado sem fé, pecado é.
O próximo passa a ser, sempre foi e será, toda aquela pessoa que cruzar o seu (nosso) caminho na existência.
Ser Igreja vai além das fronteiras impostas pela religião, é tratar o ser humano com zelo, afeto e respeito.
É fundamental nutrir o respeito com a escolha e com o pensamento do outro.
É de igual modo salutar, a consolidação entre almas no campo emocional, espiritual e com novas amizades.
Nenhum ser humano evolui sozinho, a presença e o apoio moral quanto afetivo de outros é necessário para o crescimento e firmamento de cada cristão no caminho de sua fé.
A base de toda a doutrina cristã deverá ser o amor.
O amor de Deus nos serve e servirmos aos outros com amor divino derramado em nossos corações.
Sem perdão não haveria salvação - Deus nos deu perdão - devemos por amor, perdoar.
Tudo vem de Deus.
A fé, a esperança e o amor.
Penso,
As igrejas institucionais deveriam o mais rápido caírem na real, não é uma santificação doutrinária que nos santifica dentre os irmãos e dos que debaixo do sistema mundano estão, mas é o amor sincero e verdadeiro que nos torna puros diante da nossa realidade caída enquanto gênero humano.
Jesus amou os seus discípulos até o fim - debaixo de traições, abandonos e perseguições - mas os guardou até o fim.
A vida cristã nos ensina que o segredo mais sagrado de ser Igreja do Senhor neste Mundo, é exatamente conseguir ser um discípulo do amor de Jesus Cristo.
Quem se habilita a morrer para as coisas deste mundo maluco doente podendo alcançar a Vida Eterna a cada dia?
Não se canse de amar, a prática do amor no faz mais felizes e livres de qualquer condenação diabólica e humana.
Quem sabe do porquê que porventura não esteja dando certo, não seja a sua maneira de projetar o seu olhar até aqui?
Ore a Deus e tente mudar a sua maneira de olhar o Mundo ( a Criação), pois ela é obra bendita do Eterno.
Deseje pelas obras do amor, ouvir mais, compreender mais, e falar um pouco menos, mesmo quando a situação exija que você grite. 

Apenas ore!
A urgência de se desfazer dos muros de separação entre o ir e o confinamento geográfico institucional - a Igreja requer mobilidade existencial - trata a própria existência como um inferno sem aflições (mas muito bem acomodado) e nos paralisa diante de um paraíso de nostalgias fictícias (se morre assim eternamente - este tem guardado a sua própria vida em função do medo, preguiça e da vitimização).
A alma humana precisa vital-Mente sentir o cheiro de gente; sentir a textura de gente e ouvir do diálogo de gente-com-gente que quer ser gente fina de Deus e gente amável socialmente sentida, aceita e comunitária.
A parada no Caminho é para apenas nos "abastecer" de mais energias emanadas do Senhor.
As igrejas na sua maioria, seguem uma moral criada por seus idealizadores transculturais, mas o evangelho exige ética do indivíduo.
As morais religiosas matam mais que poupam vidas humanas, pois em nome de um deus sagrado, se execram, matam e arruínam tudo.
A moral religiosa exige obediência cega e sem misericórdias, caso contrário elas tratarão seus "infiéis" com punições morais e castra de amor, podendo até excluí-los do rol de membros (as igrejas usurparam de Deus o poder, a glória, o juízo, a salvação, a redenção e o amor incondicional), já o evangelho condiciona tudo ao amor de Deus sobre o homem.
O compromisso de ser ético é o mais elevado degrau que um indivíduo possa alcançar em virtude dele ter adquirido uma consciência santa no Espírito Santo.
As igrejas produzem seres religiosos moralistas e chatos, o evangelho desperta o indivíduo para andar sobre o amor de Jesus como um discípulo psico-ético.
A Igreja se compadece de todos, as igrejas dão atenção a poucos.
Portanto, se em seu coração de carne há alegria de servir.
Sirva-O na medida que fazer o bem ao próximo é louvar a Deus.
Não tenha medo e não conspire contra si mesmo.
Mas tente "abraçar-se neste chamado de amor", amando e servindo a Deus no próximo.

M Serafim 23-01-15

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Né-nada-não



 Mas,
As vezes Deus nos tira a "visão" para que a sua Palavra seja luz para os nossos olhos caminho-dos-pés.
As vezes Deus nos tira os ouvidos para que o coração venha ser todo ouvidos em mente-e-espírito Nele.
As vezes Deus nos tira o chão para que todo atalho seja apenas diante de nós, uma escolha para os fracos. Pois o forte se firma no Caminho.
As vezes Deus nos tira a voz para que toda a nossa oração seja inaudível aos homens e audível somente aos Seus ouvidos.
As vezes Deus nos tira as placas de direção, para que o Espírito Santo seja Ele somente o nosso guia (acredito que o Espírito Santo saiba muito bem se comunicar conosco - se não estamos ouvindo é pq não queremos escutá-Lo).
As vezes Deus nos tira o sossego, para que nós possamos doá-lo a outros desassossegados aflitos.
As vezes Deus nos tira a letra, para que olhando nós para nós mesmos, aprendamos a ver o próximo.
As vezes Deus nos tira do nosso ponto de conforto para o confronto, para nos edificar perante os diabos da vida.
As vezes Deus nos tira a poesia, de nós ela é arrancada - muitos veem numa pedra apenas massa, ou seja, pedra - outros veem além de massa, alma.
As vezes Deus nos tira o sono para que oremos pelos desesperados.
As Vezes Deus não nos tira nada. Mas nada justificaria tirar nada de nada.
Na verdade, Deus não nos tira nada, somos nós que inventamos tudo como desculpas para nada.
Nós somos fabricantes do nada.
Nada é tão denso como na vida, o peso da existência, não se assemelhar ao fardo de Jesus.
Nada, é a imaginação que permeia a nossa existência.
Mas nada é tão sério que nada ser, e sendo o nada, nada somos, somos nada.
Somos algo mais que nada - Ele morreu por nós.
Nada nos separará Dele.
Pois Nele seremos tudo.
Jesus é o Tudo do que precisamos.
M S

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

De quantos milagres você necessita para viver?


Quando não se poderia explicar a concepção biológica, a tratávamos como um milagre; quando não se tinham a ajuda dos microscópios, todos micro-organismos eram nossos "inimigos" extremamente furtivos.
A isso cientificamente dá-se o nome de fenômenos naturais.
Mas a gente chama de milagres mesmo, né?
Você já tentou imaginar (tem conhecimento) de quanta força e energia o nosso corpo necessita de "queimar" para nos locomovermos?
De quantos porcento utilizamos para pensar e receber inúmeras informações em nossos neurônios?
Qual a quantidade de sangue que o nosso coração bombeia por dia?
Quanta gordura, toxinas e sais minerais liberamos através da respiração no meio ambiente (expiramos gás carbônico)?
Sim, tudo isso exige um "milagre" - o milagre da vida - viver é um extraordinário milagre.
Embora saibamos por intermédio da ciência se estamos com a saúde em dia ou não, nenhum de nós por mais saudável que esteja deseje fazer uma dieta sem a ingestão de guloseimas entre um mundo imenso de doces e salgados - justamente aqueles que mais nos agradam o paladar.
Restrições, renuncias e proibições são expressões poucos aceitas em nossa cultura consumista e fast food.
Milagres acontecem. Isso vai de uma viajem as células tronco a excreção fecal dos alimentos...
Já pensou na ideia de encararmos com desprazer toda vez que precisarmos de irmos ao banheiro fazer xixi e cocô?
Mas que coisa maravilhosa e bem arquitetada somos nós, hein?!
E o dormir. Todos os dias quando dormimos, além de sermos restaurados psico-e-fisiologicamente, sonhamos.
Quem não sonha não vive - viva os seus sonhos - acorde para vivê-los.
De qual mais milagre você precisa?
De mais um hoje?
Mas qual?
O de crer?
"porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos..." (Atos.17.28A)
M Serafim

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Humano, demasiadamente divino .

Por Mano Serafim


"Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar". 1 Coríntios 10:13
Divino, demasiadamente divino.
E porque não, "humano, demasiadamente humano"?!
Em Jesus as tentações des-tenta-nos (ele é a justiça de Deus sobre nós tentados). Não é como se "apresenta" a/em nós, toda tentação - quando por nós vista como "oportunidades" - nos tentam em Jesus (Cordeiro expiatório).

Que divinamente nos seja por fé.

Em Jesus a humanidade divina se assenta conosco a banir todas as párias entres os homens. 
Ninguém mais o tenta, o Tentador tenta, mas quando o tentou, quebrou a cara...
Com Jesus o "papo é reto" my brother!
Nem pense, e só em pensar em tentá-lo você será tentado.
Tal verdade culmina na revelação que Ele mesmo faz do Pai. Deus não pode ser tentado por nenhuma criatura, o homem até que tenta, mas sem êxito algum.
Humano, ente, gente, pessoa, servo, filho. Tudo isso vem da humanidade não-caída de Deus. 
Escândalo?
Nada!
Blasfêmia, muito menos da minha parte.
Paulo gritou: "Ele se esvaziou!".
Quem mais exotérico e isotérico que seja saberia discernir com "perspectivismo" (neologismo Nietzscheano) isso?
Seria olhando de cima ou percebendo de baixo?
O profeta Malaquias disse que Deus visitaria pessoalmente a Terra.
Portanto, o que nos faltou a compreensão?
O Cristo foi tentado em tudo e não sucumbiu.
Deus "sentiu" a tentação na pele do Nazareno, Messias rejeitado antes de nascer. 
Ser tentado é ser provado - independe a origem da tentação - Deus não tenta a ninguém, mas o homem segue sendo tentado e tentando o outro pela sua própria concupiscência inata.
Tanto para o bem quanto para o mal. 
Talvez e quem sabe, nós somos almas e não apenas alma, e nunca uma "alma-palheiro" que vasculha por dentro um "eu-alfinete".
Vontade de potência, natureza e não natureza humana. Já que tudo na vida leva o nome de desejo.
Livre-arbítrio, soberania, determinismos, fatalismo, naturalismo, humanismo - quem se salvará da ala de "rebanho".
A Teologia não salvou o homem religioso do inferno cultural.
A filosofia não detém a absoluta verdade sobre o saber e não-saber, e todo filósofo que faz da sua filosofia a verdade, sofrerá duras penas pelo inimigo da modernidade.
É reducionista também o reducionismo científico. 
Ninguém será tomado por coitadinho, nem tampouco condenado por não corresponder corretamente religioso aos caprichos dogmáticos de um "espírito-moral-religioso" de uma época.
Quem nos vencerá no final?
A tentação de cada dia de nos tentar-mos contra nós mesmos ou a tentação que carregamos como auto-engano de auto-santidade sobre nossos pensamentos, desejos e ações?
Se é pela alienação de um passado que seremos julgados, só nos resta lamentarmos o tempo que perdemos sem nos lambuzarmos no pecado.
Mas já que a morte soa forte aos nossos ouvidos, a verdade torna-se absolutíssima quando a mentira é a ampla matéria em expansão em todos nós ("O que é a verdade?"), pois, nenhum ser sabe o caminho para a Vida, mas a morte sempre a encontramos em qualquer atalho da existência. 
Falar sobre questões da vida no faz morrer diante do fluxo deste mundo secularizado pela tecnologia.
A gente cresce até um determinado tempo neste chão, mas chega a um espaço que só se cresce se o crescimento for para baixo, para dentro da gente. A consciência exige maturidade reflexiva, ela nos dá uma chance para isso...
Nada furtará a alma de nós - nós somos almas - a alma está em nós e nós em Cristo.
De Cristo tudo está pronto e consumado, de nós quase tudo não-pronto e muitas áreas irresolutas - o caminho é longo, e não obstante durará um segundo.
As tentações virão...deveras num desses "vales pela sombra da morte" - uma alma, em nós, sobreviva. Perseveremos!
Conquanto a superação e a perseverança nos tecem de um espírito forjado pela esperança que não-espera, mas que vai, que busca, que refuta; que questiona; que discorda; que concorda; que intui.
A fé que habita no divino-Ser é demasiadamente humana para esperançar - posto que, acreditar no que se espera é não-esperançar, porém crer contra e qualquer esperança que espera algo cair do céu ou magicamente aparecer do nada, é burrice.
Escrito isso, a Igreja nunca deixou de "andarilhar" na existência, seja quando Hebreu, Judeu, escravo, gentio ou livre.
Que o vosso "sim" seja o "amém" de Jesus e o vosso "não", o "não comas" de Deus.
M Serafim 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Alma-me, alme-se.


A alma é um ambiente, um vão , um espaço, um "logradouro" que personaliza o outro e que faz do outro um "ponto de contato" do bem, conosco.
A alma é um cômodo que abriga o ser do indivíduo, um universo intrínseco de uma pessoa, um mundo PERCEPTIVO de alguém para alguém.
A alma se conecta com outras tantas almas, todas na teia dos relacionamentos de afeto, amor e amizade.
A alma possui uma conexão com outros universos e outros mundos. 
A alma possui a sua própria linguagem, ela sabe se relacionar tanto com o seu mundo interior quanto sabe expressar-se com o universo de fora, no chão das ambiguidades e das discrepantes indiferenças de outros.
A alma é o estábulo das agonias "paridoras" - nela renascem todas as vidas para a Vida - em direção a luz e em direção ás trevas.

Alma sou eu,  também é você, sejamos nós. Eu sou (uma) alma vivente - alma também é..., todo ser hominal que em mim habita - o meu "eu" habita na alma.
Alma é o homem, é a mulher, os bichinhos também tem alma - todo homem tem (uma) alma - a essência substancial invisível e real  de um homem é a sua alma, a sua alma é o "ser-ente-personalidade" gênero humano homem que "é" no mundo...
Na alma quase de tudo se encontra, desencontra; instala, constrói e desconstrói. Sejam: tristezas, desamores, dissabores, morte e dores.
Não "use"(como se fosse um pertence e objeto de sua própria manipulação ou diversão) e nem "brinque" (no sentido de fazê-la desacreditar em si mesma, e em seu potencial divino) com a alma de seu semelhante - fazendo isso você estará brincando com a existência de alguém.
Mas respeite sempre a alma de alguém...
Mas na alma também habitam alegrias, doçuras e criaturas.
Ora, levamos todo "corpo", estrutura e "espírito" que construirmos nela, na alma...andamos com "alma" e amamos de alma o próximo.
Como se forma uma alma?
Como se vive numa alma?
Quando se morre numa alma?
Alma vivente!
Quem a vivifica?
Quem a destina?
Quem a controla quando já ida desta dimensão probatória (para quem creia que seja assim)?
Quem possui (o) domínio sobre ela em vida e na morte?
Quem, quem?
Quem poderá dirimir o seu intelecto.
Introjete tudo que seja substancial em amor.
Receba, se alimente e doe amor.
Nutra-a de amor!
Se lambuze no amor!
Esbanje amor!
O amor é o "Whey" mais potente para uma alma.
Sem medo, a alma discernirá que somente valha a pena que, o amor perdure n'alma eternamente.
Este é o alento, o bálsamo medicinal e o remédio para os homens.

Alma-me, como também , alma-amem-se!
M Serafim

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O NADA (NEM) SEMPRE NÃO É NADA..



O nada nos remete a nada e como o nada mais parece o quase tudo, o quase tudo sempre é o quase nada. E até mesmo, nada.
A "guerra" que acontece e é vista daqui de fora é resultado da inquietação que habita por dentro...Isso, e consequentemente tem origem de lá de dentro, do nosso interior neblina-(há dor), embora, sem razão alguma.
Não existem álibis, ninguém detém a razão por tal "crime" contra si mesmo. E nem ele, o cônjuge, sabe de onde venha tanta energia negativa de "supetão".
O "crime" fora "perfeito", se não, era para o ser.
Mas decerto não haverá nenhum crime perfeito, pois logo que passada a "nuvem cinza", vem a bonança da serenidade e o equilíbrio da relação.
São apenas sombras e fumaça dissipadoras em partículas ao vento que sopra agressivamente, carregado do stress emocional e muitas vezes, físico.
Não há fogo, embora, há de se acreditar que, onde há fumaça, há também fogo.
Sugere-se que, ao invés de jogar mais palha , retire aquelas que insistem em alimentar o fogo.
Nuance que ocorre na virtualidade do stress,do cansaço mental, holofotes de projeções soltas no tempo. Devem por alguma das duas partes, serem desestressadas, alguém deve "gritar baixo"(risos): PAROU!
E eh bem assim, chega o redemoinho e seus destroços, cisma das coisas coisificadas e petrificadas. Cristalizadas pela desafeição consigo mesmo, porém projetadas no outro. Um espetáculo tenebroso. Murmúrios mal resolvidos, murmurações o dia todo...este seria o cardápio para entoxicar qualquer alma solene-Mente pacificada na alegria de se pertencer como exclusividade existencial na agridoce alegria de ser a sua própria existência ímpar...

Conquanto, agora vive a pertencer não-pertencendo para/a dois (risos).
Adverte-se : Solvente, pasta, pedra foi-se a solução...virou/viraram gesso.
Fala para fora; "puxa os cabelos da agonia"; espanca a toda rosa branca.
Ida a alegria, forma-se o antipático.
Dá com o pé-no-saco...
A sutil mecânica a pavor, funciona bem assim...
Todavia, a melancolia esteja vívida, sobra a tristeza vivida por alguns instantes. Depois de trinta segundos passados, do acesso a ira, o oxigênio retoma no caminho percorrido pelos dutos em direção ao cérebro. Os batimentos cardíacos se normalizam conjuntamente com a respiração...expire!
Respira-se fundo , prende-se por alguns segundinhos o ar dentro dos pulmões inflados, mas isso só funciona quando se rende aos minutos anteriores a qualquer tentadora discussão....
Viu, reconheces tu que acaba de evitar uma guerra sem vencedor pela qual não existe, ela só finge habitar no lance das egocentricidades nossas e bobinhas de montão....pode pô-las para fora, mas sem mirar ninguém, tá? O seu alvo é a sua falta de honestidade consigo mesmo.
E a discussão cadê ela? Em qual buraco se escondeu mô(â) fio(a)?
E qual motivo ou por qual propósito deram-lhe crédito e gás?
Portanto, ela não existe (mas insiste em dizer mentalmente que sim), tudo isso é fruto de nosso stress mal desestressado, falta da comunicação serena antes do primeiro grito e da primeira "pirraça", e essa má "interpretação" geram infinitas finitas guerrinhas que não nos levarão a lugar algum.
Se se consegues se segurar antes que o nada aconteça e para nada nos remeta, compreenderemos que se possa também de antemão, nada agir por impulsos desnecessários e que nos evitarão tanto os desgastes emocionais quanto a desunião pelo casamento.
Depois de uma tempestade (muita gente já evoluiu para um tufão) num copo d'água, a gente percebe o quanto que nada pela guerrinha do nada, nada por nada, não é vida, seja nada de real e de concreto, ou seja, a gente guerreia uma guerra que não é nossa de forma alguma.
Portanto, fora também todos os nossos vícios mentais!
E muitas vezes estes "puns" mentais aliados ao nosso péssimo dia, começam com um simples pedido: "Amor pega ali a minha toalha".
Não seja(m) como muitos, unidos pelo namoro e separados pelo casamento.
M Serafim 01-12-14

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O homem de Nazaré...


Eu não apoio as vossas doutrinas;
Eu não endosso as vossas interpretações sobre a Lei;
Eu não abraço a sua fé; mas aos que em mim têm fé, me abraçam como "O Verdade"!
Eu não laboro questões morais em vossas confrarias a pão e circo;
Eu não coaduno com a vossa bondade religiosa seletivamente pagã;
Eu não governo pondo uma parede branca entre o Estado e a Religião;
Eu não aceito suborno contra a justiça; nem ofertas sob custódia do medo.
Eu não me converto as vossas espiritualidades petrificadas e doentias;
Eu não danço conforme vocês cantam louvores em meu nome, mas o coração e a vida estão distantes de mim;
Eu não barganho com Deus e nem ensino a ninguém a barganhar com o Pai;
Eu não me submeto ao vosso senhorio moral cristianizado;
Eu não construo templos e muros - mas sou o Caminho.
Eu não ando em público fazendo marketing de reuniões de poder;
Eu não busco o Status Quo gospel.
Eu não me promovo assistindo a miséria humana em nome de Deus;
Eu não sou o que vocês insistem afirmar que(m) sou;
Eu não penso como vocês pensam;
Vocês pensam que sabem o que eu penso. Mas vocês não sabem o que eu penso acerca de vós.
Vocês não amam segundo o amor que a fé no evangelho ensina.
Vocês amam os seus, amam vossas parias, amam vossas crias e são amantes de seus próprios ventres.
Vocês apenas amam prediletamente quem vos ama sob a dês-conscientização de gerenciar e manipular, um ao outro.
Eu não sou o que vocês ensinam sendo eu.
Eu sou quem sou.
Eu Sou, Jesus de Nazaré.
M Serafim

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ter, logo existo


(o) Meu ser deseja ter, mas seres sem teres, pois, o ser se consolida quando entendemos que, pra se ser não se pode ter, antes se desprende(r) dos teres para que assim sem os teres tu seres tu.

Sem a conversinha fiada dos púlpitos de auto-ajuda da cristandade, o Evangelho de Jesus Cristo exige uma convincente explicação menos oca e mais visceral em relação a tal retórica acerca do discurso capitalista dos lideres carismáticos sem conteúdos – “Quem não renunciar a tudo que tem não pode ser meu discípulo” -  ser um verdadeiro discípulo de Cristo, requer renúncias próprias!
Poucas são as igrejas e comunidades evangélicas que não aderiram a stª teologia anti-miséria da aquisição dos bens materiais (que visa os teres) e que vai contra a proposta de Jesus e do evangelho – “Quem não renunciar a tudo que tem não pode ser meu discípulo”.
Mas que palavra dura essa de Jesus. Evoca o íntimo do homem entre duas expressões tão conflitantes quanto paradoxais nesta frase: o ser – e o ter.
O homem sem o sacro - o mundano só se preocupa com o seu umbigo, se foca em ter, nos teres do plano horizontal, em acumular riquezas, porque acredita que ajuntando bens nesta vida será feliz, posto que, o seu conhecimento se limita na perspectiva horizontal dos teres e segue ingenuamente que tais aquisições são seus bens... 
Deveras alguém obter muitos bens materiais no plano horizontal de seus teres e ser ao mesmo tempo mendigo indigente na zona vertical do seu ser um miserável. Porque de tanto ter, não chega a ser ninguém, nem ele próprio.
Já o homem que se descobriu pelo evangelho na alma, e recebeu a chancela no seu eu verdadeiro, resolveu renunciar a todos os profanos teres, e mergulhou isoladamente no seu puro ser, isto é, na divina essência de seu eterno eu (imagem divina), sua alma, seu Cristo interiorizado, este se livrou de seu EGOcentrismo.
No N. T. temos o exemplo do jovem rico ( tão possuído pelos teres deste mundo imediato que ficou entalado diante do convite renunciador de Jesus) disse-lhe Jesus: "Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me".(Mt.19:21).
Se o evangelho da graça de Deus não nos salvar de todas estas estruturas paganizadas e arruinadas ensinadas hoje como essencial ao cristão pelos falsos mestres do engano, o poder que Paulo afirmou ter o evangelho nada valha para quem creu e decidiu seguir o Deus de toda a graça enamoradamente em seu verdadeiro ser, desprezando ilusoriamente todos os teres deste mundo caído, sendo um ente que aprendeu a viver sem a megalomania do ter.
Sabe-se que Jesus testemunhava publicamente que não tinha nem um lugar onde reclinar a sua cabeça e mesmo assim Ele dizia, quer ser um crente, quer ter fé, quer andar pelas águas, quer destronar reinos e territórias dos domínios do mal? Vem, mas primeiro você precisa apenas ser.
Decerto que o ter só existe porque há o meu...mas quando dizemos Tu, o amor do Mestre domina a nossa alma. Posto que, visa primeiramente o Tu, o próximo, e não eu, digo, a mim.
Mas alguém a esta altura deve estar me perguntando:" Mano mas nesta vida não é importante termos algo mais que o pão de cada dia? Não nos seria prudente?" - Não!
Jesus nos ensinou que bastasse o mal de cada dia...Se optássemos pelo "administrar" - teríamos assim saudável-mente a mesma perspectiva de Abrão...Abraão discerniu que tudo que existe neste mundo e universo vem e é de Deus - Deus é quem manda - inclusive no dinheiro e em todas as riquezas (somos seus mordomos?) - e daí o egoísmo seria banido dentre os homens coletivamente, mas parece que Abraão era muito primitivo no pensar assim [por isso depositou todos os seus dízimos nos pés de Melquisedeque] para nós, principalmente para os da teologia da prosperidade que visa os teres...
Hoje o ser uma nova criatura em Cristo tornou-se tão de plástico que, no afã de "salvar o mundo por seu evangelho", o homem termina se perdendo por inteiro nos seus teres...
M Serafim (verão 2010).