terça-feira, 20 de outubro de 2015

Perdão é dádiva



Creiam, a única ló-gi-ca - se é que exista - do Evangelho é o amor, o amor de quem se dá em perdão e sempre...[...].

Não existem explicações para tanto perdão que se dá sem se pedir ou se comprar...

Perdão se dá e não se recebe...

Perdão se oferece e não se negocia...
Perdão por si só é dádiva...é um dom.
O perdão carrega em si: libertação, redenção e cura!
Perdão é parente relacional de salvação, salvação de todos os estágios de morbidez da alma e do espírito muitas vezes enlutado.
Sem perdão não há Salvação!
Perdão tem dono, o proprietário é quem dá e geral-Mente nunca o que o recebe, posto que este já  esteja "salvo-da-morte"  dos que não perdoam..
E quem está salvo de si mesmo e de suas iras, o único desejo que o habita existencial-MENTE é o de salvar gente. Gente que não consente perdão; gente que nunca experimentou o perdão; gente que odeia gente com ódio de morte, mas que morta esteja.
Em nome de Jesus, ressuscitaremos muita gente de agora em diante, perdoaremos.
Vá e indo no caminho você discernirá que são os sábios, os fortes e os amáveis neste chão arenoso das afetividades que, vivem abundantemente para pedir, e dar perdão ao agravo que ele mesmo recebeu de outrem...

PENSE SOBRE ISSO!

M S

domingo, 18 de outubro de 2015

Jesus, os Fariseus e o Adultério



                                                      Por Mano Serafim


Os já adúlteros de coração (alguns judeus e fariseus da época de Jesus), posto que, os vossos corações viam adultério em tudo e nas relações de todos e como defensores da moral religiosa da época, questionaram a Jesus sobre os relacionamentos envolvendo o matrimonio.

Jesus como sempre, não lia a Escritura como eles a liam, porém a lia com base no amor pelo amor...

E sendo assim, Jesus pôs Moisés como Legislador/medianeiro entre o coração e a verdade da Lei diante deles - "Moisés vos deu carta de divórcio pela dureza de vossos corações" (mas eles se justificavam pelo conceito de moralidade da religião da época). Decerto que nenhuma traição seja justificável, porém, eu pergunto: A maior traição, melhor, ela não dá incio quando o individuo já casa sem amor? 
Visto que o próprio indivíduo já casou "traindo-se"? 
Ora, o poder que une dois corações numa só carne é o amor, e quando este "ente-de-amor" morre, o que restam são as "maldições" do peso da Lei moral. 
Quando acaba o amor ainda existe chances no matrimonio, se todo esforço fosse feito/realizado em nome do amor? - não seria o mesmo o que Jesus dizer como assim disse: Se você ama perdoe (este é o viés de Jesus, quem ama perdoa e quem muito perdoa revela que muito ama), e se não ama divorcie-se (foi o que disse Moisés). 
Mas não, a sociedade era bastante patriarcal e machista para evoluir á mente de Jesus naquela época!
Opa, o Mano está fazendo apologia ao adultério, divórcio ou coisa desse gênero?
Não, mas é que eu desejo ser um pouco mais realista que um romancista desnecessário.
Aliás, os poetas também mentem!
M S
 18-10-13

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Felicidade


É de felicidade em felicidade que a alma enche o papo...
Da feliz eternidade provesse a vida, e sem ao menos se preocupar de gastá-la de primavera em primavera.

Muita gente pagaria para ser feliz, custe o que custasse. 
Poderíamos "já nascer" eternos e eternizarmos todos aqueles deliciosos momentos de felicidades na vida na demanda de seu imediato. 
A felicidade não é eterna, a felicidade se eterniza em nós, agentes do tempo.
A felicidade não possui lotes e nem etiquetas, a felicidade consiste desde aqui em se ser decididamente feliz eternamente.
A tal felicidade não nos cobra cachê, mas sobre uma perspectiva utópica e efêmera, muitas vezes nos obriga ao dever-de-ser feliz.
A gente até que poderia escolher, né?
Assim, escolher em não nascer para se entristecer sempre, mas a gente somente escolhe ser feliz por ter que ser. Não existem caminhos que nos leve a felicidade plena.
Duvido que exista alguém que porventura escolha ser eternamente triste. 
Mas não, a gente pensa, treina o cérebro e sacrifica a vontade o tempo todo em almejando a medida de ser feliz. 
Vale a tirania do próprio existir que, nos empurra inconscientemente neste chão arenoso e afetivamente árido para um medíocre conceito consenso sobre ser feliz (um padrão estático). 
A sua cara é revelada, a mentira.
Aquele que busca felicidades nas pessoas; nas coisas e nos objetos, perecerá sempre na desventura de jamais o ser.
Se é feliz sendo e não desejando.
Felicidade plena?
Nesta vida é um engodo.
M S

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Retorna-te ao que se é.



Do que adianta tantos saberes se a alma não sabe sentir?

Sentir-se-á solitária ainda que estando rodeada de gente.

Ser ou não ser, eis a questão?

Sentir ou não sentir muitos não fazem questão.
Autenticidade. 
A coisa mais estressante que existe na vida é ser extamente autêntico...
Exatamente, talvez você não tenha sido sincero (a) ou esteja sendo você mesmo (a) até aqui.
De alguma forma tenhas vivido a vida de outro, outra vida que não a sua...
Tens de algum modo fingido ser alguém que tanto admiras?
Tens se entregado a possessividade permissiva malévola de outrem que até mesmo não conseguindo repelir, embora tu e somente tu mesmo (a) abominas?. 
Seriam as máscaras que te fazem sombras sobre o "eu"? 
Tens tu posto acima de tu, sendo a tua própria alma fugidia, te escondido por detrás delas?
Salve-se a si mesmo(a), refaça o caminho de você mesmo (a) e em direção a você mesmo (a)...
Tens tu ciência de algum um atalho? 
Certamente que sim.
Você poderá perder o tesouro mais valioso que o ser humano possui -  o seu ser - a você mesmo(a).
Portanto, deseje interiormente torna-se ao QUE SE É.

M S

sábado, 10 de outubro de 2015

Félosofia



Filosoficamente, o homem não pode ser 100% livre.

Mas qual a porcentagem de liberdade que há nisso?
A filosofia aprova uns 30%?
Não me serve.
Uma filosofia que se autopromova como única verdade e reflexão e se considera auto-suficiente, é burra!
A filosofia busca um fundo de verdade sobre as perguntas não-respondidas...seja na metafisica, na Natureza ou na existencialidade antropo-lógica.
A necessidade humana de sentir-se livre perpassa o conceito ordinário de ser livre filosoficamente.
Penso, logo existo.
É livre todo aquele que tem consciência da verdade.
A verdade é absoluta.
A minha verdade é somente a minha verdade filosófica subjetivada ao meu universo individual. E só.
Portanto, a verdade do outro é também uma realidade diante da minha real verdade.
Essa verdade que a chamo de minha, é quem me faz de um autêntico pensador.

Um pensador livre.

Livre pensador (será?)

A verdade estará sempre alinhada com a Realidade Absoluta (Deus).
A liberdade é fruto de uma consciência aprofundada na realidade da verdade absoluta.
Assim como a filosofia age no intuito de discernir a verdade das coisas (mas não é a verdade das coisas), a verdade que em nós matura, exerce uma função ética, emocional e intelectual da Verdade divina.

A nossa filoso-fia é vã;

A nossa psico-logia é vã;
A nossa ideo-logia é vã;
A nossa socio-logia é vã;
A nossa antro-polo-gia é vã;
A nossa acho-logia é vã,
O evangelho é sã(o).

M S



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Consciência no Evangelho



Quando o homem entende e crê no puro e simples evangelho da Graça de Jesus Cristo, o mesmo deixa de ver a sua salvação como fruto de seus esforços pelas suas "boas obras"...

Aí meu caro amigo, toda filosofia religiosa seja qual for ela, se dissolve.
Ele começa a entender que, as suas obras de caridade não o justificam jamais diante de Deus, pois, a justiça de Deus tem nome :Jesus!
Posto que, não seja pelas suas obras meritórias que a Graça de Deus vem ao seu encontro, pelo contrário de tudo isso que se pensava meritoria-mente, ela vem ao seu encontro quando se discerne no espírito e no coração que não mercemos nada e assim entendemos que não há nada em nós que poderá ser maior do que foi feito por Jesus na cruz e por nós.
Tal realidade acontece quando nos divorciamos de todas as nossas próprias justiças diante do Pai...
Daí, a prática da "caridade obrigatória" deixará de ser-nos um peso existencial e que só fazia aumentar o sentimento de culpa em nós - o famigerado descarrego de consciência, ou em última análise, o nosso egoísmo é tão egoísta que o auge de estarmos possuídos do nosso próprio egoísmo desejamos ajudar.
Porque é justamente quando se apropria da Graça do Evangelho na vida em amor crístico que caminhamos em liberdade de vida, liberdade em ser, liberdade de ser livre para amar o próximo com toda coragem da fé e sem as cangas das religiões e dos carmas das obras da salvação meritória!
Saiba que é tudo presente de Deus, Jesus já pagou o preço.
E o amor verdadeiro que emana de Cristo em nós, faz com que as nossas predileções para com o nosso próximo desapareçam.
Pense nisso!
M S

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Eu apenas creio no Evangelho


SE VOCÊ FOR DE VIÉS CALVINISTA NÃO ME ENTENDERÁ, SE VOCÊ FOR DE VIÉS ARMINIANO TB NÃO ME ENTENDERÁ, MAS SE VOCÊ FOR APENAS DO EVANGELHO, ME COMPREENDERÁ AINDA QUE NÃO CONCORDE COMIGO (TEXTO).

Eu sempre encarei com franqueza, simplicidade e lucidez o evangelho.
Para mim pouco me importa o que Lutero, Calvino, Armínio dentre outros pensaram.
Nos evangelhos a ABORDAGEM de Jesus é individual e não pelo coletivo.
Isso mesmo, começa lá no coletivo, mas morre aqui na subjetividade de cada indivíduo.
Aliás, não houve ninguém que indo até a ele e não se aliviou de suas cargas existenciais, carmas, castas, angustias e pesadelos (medos).
Quando a minha salvação depender somente de mim ou totalmente de mim, já não necessito mais de um Salvador.
Eu não consigo me salvar, mas posso receber a graça como um favor imerecido.
Tanto foi oferecida a mim como foi oferecida a Hitler.
Mas há quem diga que, existir para fazer a vontade de Alguém é clausura existencial, é não ter escolha, é não possuir livre arbítrio, ou mesmo que tudo já esteja escrito nas estrelas.
Já que os dois caminhos que foram postos diante de mim foram o caminho para a morte e o caminho para a vida.
Eu penso que, a nossa condição nos diz tudo, somos/fomos criaturas.
E como criaturas recebemos este fluxo da Graça de Deus - isso não tem nada a ver com democracia - quem decidiu unilateralmente foi o Criador. E graças a Deus ele decidiu nos amar.
Foi como disse o Apóstolo Paulo, não teria o domínio, poder e o direito do "oleiro" sobre os "vasos"?
Daí eu vejo mais amor ainda, quando livremente o Criador revela dois caminhos para que possamos escolher livremente, mas quem toma qualquer decisão é o homem.
Eu compreendi que o amor faz dessas coisas...
Ele mostra os caminhos e permite que o indivíduo o escolha - ainda que um dos caminhos leve a morte ou separação eterna de Deus. Do contrário Deus não seria Deus e Deus não seria um Deus de amor.
Desta forma, para os que me discernem, eu vivo caminhando por fé no amor de Jesus, salvo, embora sem saber se serei salvo?
Sim!
Porque quem me salva não sou eu, mas Deus.
O critério de julgamento dele passa longe do meu - há soberania divina como também há liberdade humana. Jesus disse: "Para essa hora eu nasci" e em outra Escritura disse: "Se for possível passa de mim este cálice!". Dito ele isso, não implica que Deus já o tinha predestinado ao calvário, e se o tivesse, antes seria o próprio Jesus quem deveria aceitar a sua "eleição", posto que antes de tudo venha a fé. Não poderia ter Jesus orado a Deus desistindo de morrer por todos e de imediato Deus o enviaria 12 legiões de anjos?
Claro que sim, está escrito esta hipótese!
Meu Deus, o meu conceito e discernimento de santidade nem arranha a assombrosa santidade divina.
Eu oro para que eu apenas não seja confundido, pois, para além de mim e de minhas obras eu jamais seria glorificado se Jesus não estivesse em mim e eu Nele.
Eu confio no seu amor e não na eleição teo-lógica, ou quer que seja alguma predestinação doutrinária.
A Graça me faz sonhar!
M S

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Quem o gerou, gerou.


 O Espírito "surta" para que eu em mim, não surte.

Independentemente de uma definição que determine o seu gênero e sexo, é o Espírito quem gera, alimenta e cria (nina) - ele é a nossa mamãe na constituição da alma.
É o Espírito quem intercede por mim e por ti com "surtos" inexprimíveis.
Não tente compreender humanamente a "psique" do Espírito.
É somente ele quem sabe qual é o surto antes que eu surte, e de minha alma, eu me desassocie...,
Tristeza profunda a psicologia deu o nome de depressão, a maneira de o Espírito me guiar, o fator prático, é a intuição.
Na maciota do Espírito até a tristeza salta de alegria, pois o Espírito surta o meu surto/curto circuito - no acordar triste, permanecer o dia todo e todos os dias triste, assim como deita-se tristonho e despertar angustiado consigo mesmo.
Qual indiferente seja a brisa a esbofetear a minha face; resistindo a aurora (as longas noites insones); com todos e com o mundo a minha volta - esse é o meu (que não é meu) surto oriundo pelo mal de cada dia.
Acordado, mas agora no polo da agressividade. Ela parecia passar, tão logo em mim recobrasse o bom humor, semelhante a uma nuvem estranha de um dia penoso, escura, espessa...todavia, ela ainda insiste.
Ela se agiganta, me/te agita, mais parece um pugilista insano, destemperado, extremamente agressivo, no pensar, no falar e no processar o que se ouve. Ela está aqui, aqui dentro do peito, me puxando para o confronto, dispensa o diálogo, infringe o equilíbrio psíquico.
Nessas horas, a aflição é coisa certa...a aflição é uma droga, ninguém acerta o alvo, mas peca, não é nada assertivo, mas furtivo. Foge do nosso inteiro domínio, embora nos domine por inteiro.
O Espírito sente, ora, clama. Empurra para cima, lança luz na escuridão da alma que sonda; traz de volta a primavera das flores e o seu perfume de esperança de dias melhores; retira os cardos e os agudos espinhos da agonia (é certo que nestes momentos em nós, não há forças para orar).
E final-Mente, o Espírito nos vence, ele vence o surto em nós, nos ergue para andarmos na Graça, a Graça que nos é dispensada sem nenhum tostão, embora seja caríssima.
Tenhamos fé, não desanimemos, não nos entreguemos ao mal que por vezes nos sobre venha em dias tenebrosos.
Entregue-se ao Espírito, ele te sonda e tem a capacidade ímpar de saber do que você necessita para viver em equilíbrio, físico, psíquico e espiritual...
Sim, Ele vem sobre a Terra e renova tudo, tudo que outrora nos era como uma noite super; um dia super e uma vida superficial.

M S

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

E as pessoas?


As pessoas perderam a solução essencial de ser...
Petrificaram-se ao luxo dos teres.
A individualidade encabeça uma lista de autoproteção exacerbada na corrida pela sobrevida.
Estes, equecidiços, amnesiaram-se conforme superabundou o mal nas relações de potências e de poderes, elas, as pessoas, não mais param e pensam, esqueceram que a existência precede a essência.
Todo valor é pouco diante da hipervalorização dos preconceitos.
Quem aprendeu a julgar o outro esqueceu-se de si, de olhar para dentro de si. 
Este se perdeu no seu mundo do Mundo, este indivíduo deseja que todos sejam como ele.
O arrefecimento sentimental humano tem ganhado volume e força na medida que as pessoas optam pela competitividade.
Não há do que se gloriar, na medida que na disputa entre forças, a chance de um milhão perder é imensa, e o que se perde ou o que se ganha com isso?
Se ganha perdendo-se , isso ocorre com o indivíduo individualista egocêntrico, e perde-se ganhando quando o ganho é de viés coletivizado .
Quem assume a posição de líder tem que levar consigo a responsabilidade de muitos que o acompanham a um lugar seguro.
A mentalidade e condição de rebanho é um erro comportamental em massa...
Nada mudará se não for a partir de seu ponto de vista.
Muda-se o olhar, muda-se também o ambiente, a aparência de tudo.
O desejo ficará guardado nos campo das ideias, porém a vontade precisará da ação do agente-homem-indivíduo-ente-pessoa para fazer acontecer...
M S

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Quem, Nietzsche?


A frustração de Nietzsche não foi com a música, pois, para ele a vida sem a música seria não tão somente uma "tragédia grega ", mas um tédio visceral para toda a vida. A sua decepção foi com Richard Wagner.
A frustração de Nietzsche não foi contra a mo
ral filosófica, mas com a moral filosófica alemã de sua época. A sua própria irmã depois de sua morte o havia acusado de fascista, tendo portanto manipulado muitos de seus pensamentos escritos ("Humano, Demasiado Humano").
A frustração de Nietzsche não foi contra o Deus desconhecido, nem quando ele grafou "Deus está morto", mas com as religiões fabricadoras dos deuses humanos.
Na construção do livro "O Anticristo" - no original alemão se lê: Contra o cristianismo. E não contra Cristo. O que fizeram de suas escritas é o que chamamos de balburdia dos "filisteus" (neologismo de Nietzsche).
A frustração de Nietzsche não foi com as mulheres, mas com Lou Salomé, poetisa e escritora intelectual russa (segundo a história ela teve vários amantes), por quem ele havia verdadeiramente se apaixonado, embora, ela jamais o tenha correspondido, senão por apenas interesse intelectual pelo filosofo.
A frustração de Nietzsche não o evitou de si mesmo, mas o fez escrever "Ecce Homo" (Eis o Homem) - é aqui que ele descreve quem ele é: "Nada", ou, em última análise, vontade de potência.
A frustração de Nietzsche não foi com as dores (físicas e da alma), mas com aquele homem religioso, exceto o de "espírito livre", a encara.
A frustração de Nietzsche não foi com o existencialismo humano, mas com a ignorância do homem "rebanho" conseguir sobreviver para além do bem e do mal diante de um "livre arbítrio" - embora para o homem sem a liberdade de escolha.
A frustração de Nietzsche não foi com a psicologia pródiga da antiga Alemanha que despontava para a sua derrocada, mas com toda uma Europa assolapada na arrogância materialista e capitalista pós guerra...
A grande frustração de Nietzsche, tenho por certo, foi a sua vinda antes do tempo, antes que o tempo o aguardasse como "profeta" das grandes verdades...
Mas a verdade é que este filosofo psicólogo deixou a sua marca na História, no pensamento filosófico moderno. Ele criticou também uma meta física fadada ao budismo (A.Schopenhauer)
Estudar filosofia e não "sondar" a mente de F. Nietzsche seria o mesmo que "retro-ceder" as primeiras obras mortas, das quais o "eu" Zaratustra jamais poderia proferir palavras proféticas como foram vaticinadas por Nietzsche, isto é, a 100 anos a sua frente.

M S

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Captando


Se um dia o homem desvendar qual energia emana de um buraco (energia negra), ele também decifrará a sua própria história.
Porque é mais fácil gravitar no espaço sideral em busca de respostas astrofísicas (para a sua razão bio-criação á ante matéria) do que desvendar o seu próprio universo psico-esburacamento sensitivo interior...
Decerto que, se buscam mais repostas fora deste nosso-Eu-epicentro do que estando nele a responder o que nos perguntam sobre os nossos mundos( de-eu-me-encontrar).
Daí quando a minha "auto-gravidade" não me faz ver - eu em mim - a força que age sobre mim sem desassociar-me de meu eu-espírito, ao contrário, tudo iria para cima, para cima não de mim, mas para além de minha consciência psico-espiritual.
Na mesma toada cósmica o "eu" me encontra quando neste caminho percorrido pela minha EU-luz se projeta sobre a minha alma-sombra, pessoa, homem, ser que sou...
Perder-se de si mesmo é o mesmo que perder-se de tudo que seja você mesmo (eu mesmo), ou seja, para o homem, o seu maior bem, é a sua personalidade.
Há um caminho a ser percorrido?
Sim, lógico há, e ele existe para ser re-FEITO (é para ler dessa forma mesmo) pelo (nosso) verdadeiro 'EU"..., e livre te todos os fetiches provocados pelo "eu" falso agindo em nós!
E qual caminho será este caminho?
Somente Ele, o Absoluto, poderá (nós) dizer.
Pois, vários caminhos eu em mim ou mesmo fora de mim o meu "eu" já os percorreram...
E os seus nomes?
Atalhos.
Filosoficamente, o homem não sabe de onde veio e nem para onde vai.
Portanto, bem-aventurado (felicíssimo) é aquele que em si e de seu original "EU", se Re-descobre!
Simples, mas tão simples assim sem ser simplório, porém, é necessário RESGATAR no próprio ser, o ser a imagem e a semelhante semelhança de d"EU"s!
Bjos.
M S

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pecados e pecadores...


Não, o meu pecado não é nada menor que o pecado do Outro...
A cultura muitas vezes salva o homem de sua ignorância social dando-lhe uma melhor qualidade de vida.
Já a cultura religiosa tem um poder estúpido de "burrificar" o ser humano, cretinizando-o.
Muitas vezes o tem transformado em um ser irracional, intolerante e sem amor- um indivíduo pior- para com o seu semelhante.
A cultura gospel Ocidental cristã tem uma marca devastadora sobre essa geração.
No passado, homens simples e iletrados seguiram a Jesus com uma fé prática simples e com pura sinceridade de espírito.
A vossa felicidade era o viver para Cristo, posto que o mundo para eles tinha terminado ali.
E por isso deu no que deu, vieram as perseguições, as execuções e os martírios dos apóstolos de Jesus.
A felicidade existencial na vida deles, contagiava o Mundo!
Eles eram de fato a "carta" escrita de Deus diante de um tenebroso cenário mundano e pagão.
Hoje o legalismo superou as antigas religiões do passado, agora pouco eu assisti em um telejornal, uma matéria em que um judeu ortodoxo (reincidente) tinha sido contido e preso por policiais porque havia esfaqueado 13 pessoas por serem gays, e duas delas estão internadas em estado grave...
Ninguém vê na TV nenhum grupo de minoria social perseguindo alguma denominação religiosa ou coisa parecida por querer se autoafirmarem.
Foliando a Bíblia, mais propriamente nos livros de Levítico, Números e Deuteronômio encontramos um "pacto" descrito entre Deus e os hebreus (judeus), ordenanças cerimoniais , princípios morais, e o como viver socialmente debaixo de uma cultura milenar há muito obsoleta.
Acredito que se for para cumprir a lei não poderemos fazer restrições, coisas como, se for para apedrejar um ser humano socialmente por ele ir de contra ao meu principio moral ou da minha religião em voga, eu deverei acima de tudo ser também um cumpridor de toda a lei...inclusive não desejar domesticar a Deus através de meus caprichos.
A galera religiosa legalista gospel de hoje não foge a regra. A rigor, eles coam um mosquito e engolem todos os dias um camelo.
Eu sei que o Deus "irado e iracundo" do At é o mesmo Deus escrachadamente revelado em Cristo Jesus, um Deus cheio de graça, amor e misericórdia para com o pecador.
É preciso crer no Evangelho de verdade, do contrário continuaremos a andar em círculos como aquele povo cego, idolatra, rebelde e raivoso do Sinai.
Ninguém cumpriu a Lei!
Deus se reconciliou com toda a criação em Cristo.
O mesmo Deus que permitiu matar todos os gays cananeus e crianças de ontem é o mesmo Deus que em Jesus perdoouconsumou tudo!
Ele deseja misericórdia e não sacrifício!
Todos pecaram, e sem o perdão estarão distantes de Deus.
O sacrifício já fora pago na cruz.
O que nos falta é amor.
Evangelho sem amor gera legalidade, suicídio e terrorismo.
Amigos, Deus não anda babando de ódio na expectativa de matar uma pessoa homossexual e enviá-lo para o inferno.
Acordem mundo gospel!
Os pensamentos de Deus são de paz e de amor a nosso respeito!
Se estivéssemos ainda debaixo do tacão da Lei, tudo bem, o apedrejamento para a prostituta, para o homossexual e para a vidente seriam legais...
No amor de Deus não cabe mais a pena de morte - sobretudo o nosso odioso julgamento contra os pecados dos outros.
Somente quem creu e espiritualmente discerniu o evangelho da graça de Deus poderá "suportar" isso, pois a sua raiz está arraigada somente no Seu amor.
O primeiro passo é perdoar. E logo em seguida ser perdoado.
Dito isso, a lei que prevalecerá sobre todos é o amor, e contra essa lei-do-amor não haverá condenação qualquer.
Há de se notar o medo que nos acarreta de nos divorciarmos desta "amante" que tem nos feito tanto mal, denominada de igreja.
Gente maluca e histérica que se um dia estiverem a mercê de uma verdadeira perseguição social e religiosa, morreriam só de saber que todas as catedrais da cristandade seriam implodidas.
Coisa difícil de sair de dentro de muitos, a dependência religiosa, ritualística e doutrinária da instituição exercem mais poder, controle e medo que a ideia de um dia esse mundão fosse acabar.

M S

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

"E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo."


Por nós mesmos nunca saberíamos o caminho para Deus.
Por nós mesmos estaríamos vivendo com a mente carnal.
Por nós mesmos não conseguiríamos agradar a Deus.
Por nós mesmos o pecado não poderia ser vencido.
Por nós mesmos seriam impossível perdoar os imperdoáveis.
Por nós mesmos a morte teria reinado para sempre.
Por nós mesmos a glória de Deus nos seria evitada.
Por nós mesmos nem o amor de Deus compreenderíamos.
Por nós mesmos o inferno seria aqui na Terra dos viventes.
Por nós mesmos por muito pouco, o Mundo já deveria ter acabado.
Por nós mesmos Deus seria um diabo bonzinho e fundamentalista.
Por nós mesmos a salvação seria coisa seletiva como a religião prega.
Por nós mesmos o céu seria povoado por gente que falasse a mesma língua, politicamente correta e moralmente cínica.
Por nós mesmos a Igreja seria uma igreja - embora tenha massa-mente sido assim - mas Deus separará a Igreja das igrejas (de igual modo como se separam o trigo do joio).
Por nós mesmos todas as nossas santas safadezas seriam encobertas dos olhos dos que pecam ao público. Aquelas pessoinhas que intitulamos de ímpios por não fazerem parte da nossa seara.
Por nós mesmos somente os escolhidos e ungidos seriam abençoados ao tocar-se nas pontas das gravatas dos sacerdotes pós-modernos.
Por nós mesmos jamais teríamos a mente de Cristo.
Por nós mesmos jamais teríamos o Espírito de Cristo.
Por nós mesmos jamais conheceríamos a Cristo.
Por nós mesmos jamais pertenceríamos a Cristo.
Por nós mesmos a vida eterna nos seria inútil.

M S   04-08

terça-feira, 28 de julho de 2015

Me procurar...


Hoje eu resolvi me procurar.
Desejei ir além do caminho que tenho trilhado, mesmo que por um tento quanto irresoluto.
Lançar-me no mais profuso e profundo do conhecer a mim mesmo - conheça a Ti somente.
Sair-me da sombra, sentir o sol arder na cabeça e a sola dos pés queimarem.
Translocar-me numa viagem que tem inicio em mim e para mim, permutar do lugar de conforto n'alma para um estado de reboliço no ser.
Fugidia, eu a sempre via, era a minha alma que de mim corria milhas.
Sonhar sonhos bons, é um recanto que desapoquenta qualquer coração em demasia apoquentado.
Quem nunca sonhou um sonho?
A senhora demasia que traz consigo uma falsa aflição, aquela que fustiga a mente, a certeza presente de muita ansiedade.
Ah minha alma, tu que vagas vagabundamente vazia; tu que vazas pela várzea do dia, do dia que chamo de meu consolo.
Pois, é nesta estação que haverão de vir dias melhores, de modo que a vacuidade de minha alma, preencha-se de amores.
Dos amores mais sofridos, mas de amores sortidos.
Dos amores menos falidos, mas de sabores.
Todos eles, amores meus.
Tenho por certo, encontrar-me, sem desesperos surpresos.
Venho a mim ainda hoje, antes que o dia se vá, e leve com ele o sorriso.
Do sorriso que sorri sempre, sorrindo sorridente-mente para mim...
Não se vá de mim, dê-me mais uma chance.
Chancela-me com a marca da vida.
Vida que pulsa em mim - sei lá qual centelha, sei lá se nitrito.
Cada qual trilha por um caminho só.
Só assim se descobre o quanto a subjetividade existe existencialmente num exército de um homem só.
Só eu, já me basto!
M S 4/15

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Quando se julga os outros...


O ar está rarefeito, a sensação térmica perpassa os 50º, a solidez da compreensão se liquefaz pela não assimilação dos comportamentos de outros, até o amor tornou-se liquido..
E as pessoas?
As pessoas perderam a solução essencial de ser...
Petrificaram-se ao luxo dos teres.
A individualidade encabeça uma lista de autoproteção exacerbada na corrida pela sobrevida.
Estes, equecidiços, amnesiaram-se conforme superabundou o mal nas relações de potências e de poderes, elas, as pessoas, não mais param e pensam, esqueceram que a existência precede a essência.
Todo valor é pouco diante da hipervalorização dos preconceitos.
Quem aprendeu a julgar o outro esqueceu-se de si, de olhar para dentro de si. Este se perdeu no seu mundo do Mundo, este indivíduo deseja que todos sejam como ele.
O arrefecimento sentimental humano tem ganhado volume e força na medida que as pessoas optam pela competitividade.
Não há do que se gloriar, na medida que na disputa entre forças, a chance de um milhão perder é imensa, e o que se perde ou o que se ganha com isso?
Se ganha perdendo-se , isso ocorre com o indivíduo individualista egocêntrico, e perde-se ganhando quando o ganho é de viés coletivizado .
Quem assume a posição de líder tem que levar consigo a responsabilidade de muitos que o acompanham a um lugar seguro.
A mentalidade e condição de rebanho é um erro comportamental em massa...
Nada mudará se não for a partir de seu ponto de vista.
Muda-se o olhar, muda-se também o ambiente, a aparência de tudo.
O desejo ficará guardado nos campo das ideias, porém a vontade precisará da ação do agente-homem-indivíduo-ente-pessoa para fazer acontecer.
Existe uma máxima para os dias de hoje: Se você não levar a vida como acredita ser o que você é, a vida irá te levar e te fará ser a pessoa que você jamais desejou ser .
Todavia, na Via da existência, é preciso ter paciência, tolerância e amor de sobra.
Ah, eu já tava me esquecendo (sou homem também), leve consigo uma boa dose de gratidão e de contentamento!
Analise-se e aja.

M Serafim

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Jó


A nossa mente capta o tempo presente na existência.
Mas isso não significa que Deus seja o "evento".
O juízo foi ontem, será hoje e acontecerá amanhã.
Deus é o próprio (carrega) tempo na história, amigos.
O Senhor de todas as Eras...
Quando lanço meu olhar míope para luz de Deus, me deparo em Jó-perplexidade absurda inumana...
Jó tombado pelos seus conceitos e valores morais se esfacelou na existência?
Jó, coitado nem sabia quem era Deus e em qual empreitada ele estava metido (destino? maldição? Ou a famigerada luta de bem contra o mal?).
Mas Jó não rendeu muito e se "revoltou" com o que viu na face da Terra.
Ele discerniu sabiamente que, nem sempre os bons são coroados por bondade e nem sempre os maus são castigados com punições.
Ôooooooooo Jó.
O tido justo sofrido tendo que conviver com humanos iníquos...
Mas numa coisa Jó cria, que o seu "redentor" vivia e se levantaria para "salvá-lo". Ele não sabia como, mas viria.
Quem puder sondar a Deus não precisa de religião (e quem dela precisa?)e nem tampouco de livro sagrado.
Religião só é boa quando ajuda.
Aliás, Moisés (autor do Gênesis) nunca insistiu aos seus leitores (risos) com a ideia de que Deus existisse.
Moisés parte de um ponto de quem leia os seus escritos, apenas creia em Deus...
Imagine um lugar onde todos diferentes fossem iguais em tudo (que antagônico).
Vislumbremos, todos serão salvos - melhor, todos estarão condenados.
Sensatez, pra quê juízo sem a capacidade hominal-mental da cônscio-consciência?
Perdão, a minha infante ignorância, salvação para quê?!
Ser julgado pelo quê?
Afinal, a gente engana e se engana o tempo todo.
Dentre milhões de respostas faltas, de uma eu sei: Deus tá cagando para os nossos caprichos!
Não há Teologia que explique o que Jó experienciou existencialmente e na sua carne em seus dias..
Mas "cuidado", você que diz que vai ser arrebatado quando Jesus retornar. O seu "arrebatamento" poderá ser antecipado, e segue-se o "juízo", ok?!
Falei para vos impressionar?
Não. Mas para te fazer meditar com a alma apaziguada nesta nossa santa ignorância do nada saber...
Saiba que, essa é a nossa condição.
EH TUDO GRAÇA!
E para quem acha que sabe alguma coisa, um beijo!
M Serafim

terça-feira, 14 de abril de 2015

QUEM LER ENTENDA, SENÃO DESENTENDA-SE.

Que mal há quando mal possamos discernir que nem todo mal é mau? - o mais difícil é convencer um fanático religioso disso.
Mal nos vemos desnudados todos os dias pelos flagrantes da existência.
Nunca te esqueças, as roupas de figueiras também secam e murcham com o tempo em nosso corpo....
Mal me lembre, foi o homem quem demonizou o mal...dando-lhe nomes, rótulos e diabinhos para ele...mas que mau, hein?
Bendito seja todo o mal necessário que Deus permite que nos venha!
Que eu bem me lembro, nenhum ser criado deixou de levar consigo a pureza do Santo Criador.
A CRIAÇÃO é toda ela BENDITA!
Creia você ou não, mas é assim, e tudo só funciona por fé.
Foi num jardim das delicias de onde das barganhas entre gente e Diabo nasceram os conluios.
Da serpente a oferta era boa aos olhos humanos, porém, no quesito de discernimento entre o bem mal-visto e o mal bem-visto, o conhecimento recebido por parte do homem foi apenas blá,blá, blá...
A humanidade perdeu seu rumo quando deu ouvidos ao Diabo, e assim todo tipo de separações se multiplicaram entre os homens.
O que recebemos foi o longo caminho da MORTE.
O senhor destino começou a fazer parte da vida dos homens que optaram pela racionalidade divinizada em tudo, graça comum, somente o seu cérebro era quem os governava.
E o que herdamos senão o entenebrecimento espiritual?
Daí a nossa "razão" pedir para não pagar a conta do que a gente nunca consumiu diante do palco da vida em dores...embora a dor esteja ai, queiramos ela ou não.
Então de quem será portanto a culpa?
O que Adão fez de tão mal e ruim que em mim ainda hoje reflita como dores e morte?
Recebemos uma pena e um castigo pelo mal que não cometemos.
Por outro lado, recebemos o perdão do sacrifício que não praticamos.
Decerto que por um ato de injustiça herdamos um castigo que não merecemos, mas por um gesto de amor, somos participes de sua natureza divina, por Cristo Jesus crucificado.
Mas não nos deixemos enganar, todos nós pecamos!
-- Diabo, gente e Paraíso.
Me digam qual relação existe entre estes?
Quem responde?
Deus proverá!
Ora, Deus ficou de fora mais uma vez nessa empreitada, assim como HOJE permanece batendo na porta da Igreja desejando cear e comungar com ela.
Portanto, que mal há não crer no seu amor por nós?
O mal esmagador que o mundo carrega como a sua própria condenação!

M Serafim

segunda-feira, 23 de março de 2015

Fariseu, eu?


A denominação de Fariseu nos tempos de Cristo tinha um sinonimo de santificação, ser separado dos demais...indivíduos que (se) zelavam da Lei de Deus e nutriam o compromisso de serem obedientes ao extremo a Deus, assim eles eram vistos e respeitados pelo povo judeu.
Diferente do que significa hoje tal expressão no meio religioso.
Hoje ser fariseu significa ser um hipócrita.
Já a expressão: Publicano , a de coletor de impostos(funcionário público), era vista como corrupto e odiado pelo povo.
Gente que explorava o povo pobre, embolsando o que sobrava de tributos que o povo pagava ao Estado.
O fariseu de antes era tão extremista que, jejuava duas vezes por semana, embora, na Lei mosaica ordenava apenas uma vez ao ano. Façam a conta aí de quantos dias durante um ano eles jejuavam?.
Jesus por vezes censurou suas práticas exageradas...e que não os levariam a nada.
Pois pensavam (acreditavam) eles que fazendo algo a mais do que Deus pedisse estariam agradando a Deus.
Ora, inté parece uma carência patológica divina, pelo qual necessita de bajuladores formais!
Na oração no templo feita pelo fariseu e pelo publicano (parábola produzida pedagogicamente por Jesus), podemos enxergar nós nos projetando no outro, ou em última análise, a manifestação do nosso desejo suicida de auto justiça, o da justiça própria.
"Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho". Foram essas as palavras de oração do fariseu a Deus.
Na verdade o que leva uma pessoa a acreditar estar acima de seu semelhante ou sentir-se superior de alguma forma em relação ao outro?
Nada justifica tamanha presunção religiosa cega.
Quanta cegueira ainda nos habita, digo, nos fariseus de hoje, hein?
Se pôr num lugar junto ao sol e ao mesmo instante professar uma fé cristã, faz afugentar o mais belo brilho das estrelas de uma galáxia.
Engana-se profundamente quem desconhece a que espírito pertença, e muitos nem sabe ao que pertencem.
Deus nos conhece visceralmente. Ele sabe o que pensamos, o que desejamos e o que procuramos...não se iludam.
Essa tal de justiça própria é PECADO.
Jesus julgou que quem retornou para a sua casa redimido e em paz com Deus fora o publicano pecador..
"O publicano, porém, estando a alguma distância, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim pecador".
O "coitado" do fariseu se expunha publicamente no templo, orava em voz alta, fazia gestos de piedades...e por fazer da prática da Lei a sua justificação diante do Eterno, "morreu espiritualmente" em detrimento da letra que mata.
Deus busca misericórdia!
Deus requer arrependimento do pecador!
Deus espera que o homem reconheça que é ele quem peca e mais ninguém; que é somente ele, o desgraçado, cego e nu.
Você é alguém que tem se sentido assim, como um fariseu espiritualizado no entremeio de sua devoção, profissão de fé e comunidade?
A via da humildade é o caminho virtuoso para ser exaltado por Deus.
Quer ser abençoado por Deus, quer fazer a vontade de Deus?
Reconheça a sua fraqueza pessoal, reconheça os seus pecados nas relações com as pessoas e reconheça a graça de Deus na vida de todos.
Tomara que, entendendo isso, possamos não mais agirmos como aqueles fariseus moralistas que desejavam que os demais fossem semelhantes a eles, mas como indivíduos separados pelo amor de Deus.
Pessoas que amam o seu próximo sem tentar impor qualquer crença, ideologia ou moral.
Cuidemo-nos para que a arrogância não nos tomem por inteiro, e que cegamente venhamos a julgar os outros, ou torná-los réus de nossos comportamentos projetados nos mesmos, mesmo que tal julgamento seja em forma de uma "justa"oração.
Senhor, por favor, tenha misericórdia de mim e livra-me dessas toxinas que sucumbem a alma.
M Serafim

domingo, 22 de março de 2015

Para fora...

 
Nem todos os "casulos" somam desprezíveis.
Mas no caso da Queda, os homens seguiram os mesmos passos errôneos dos anjos.
A metamorfose funcional exige abandono total da situação de como se encontra, de larva.
O que de fato poderá te condicionar ou te prender dentro de uma casa-casulo?
Rompa com as barreiras da sua mente, você consegue, acredite no seu potencial, foi Deus quem te deu...
Como vontade de potência, o homem não só é instinto, mas alma, recebe do Criador a graça do Espírito (ruach).
Metamorfosear-se-á, a alma que persistir no caminho em que pretende chegar em Cristo.
Mudanças, coisas que acontecem por dentro, que penetra o ser; se alargam na verticalidade da alma.
Deus consegue nos alcançar, seus passos vão além de nós...
É no encontro, no ato e no convívio da comunhão, que o Espírito vai nos moldando a imagem e na semelhança sagrada de Cristo.
É no acolhimento de todos, de todos com todos, sem seleções, onde Deus se faz presente em espírito e em verdade.
Há de se saber que o que mais alegra o coração de Deus, é a harmonia entre os homens.
É verdade que onde há o Espírito há liberdade.
A gaiola que nos prende nesta existência não nos acena para alguma saída ou mesmo, discernindo bem, nem todo "casulo" seja uma prisão, mas um instante habitat para a introspecção...
Diante de nós fora aberto um "portal". Uma dimensão em eixo vertical nos foi dada, é o amor do Pai sendo derramado lá da cruz...
Sim, uma cruz nos foi fincada em nosso caminho, uma alternativa de total escárnio no imediato, porém de cura por toda a eternidade.
Sim, a eternidade nos é inevitável, a porta está aberta, o primeiro a entrar por ela não tem o direito de impedir que outros também entrem e o último a entrar por ela, não tem o poder de fechá-la.
O convite é para fora...
Para fora da gaiola,
Para fora do casulo outrora um recinto fechado em conexão subjetivamente pessoal para a objetividade de ser no serviço ao próximo;
Para fora do saleiro;
Para fora da clausura religiosa;
Para fora das edificações templos-templárias;
Para fora do mundo imaginável do medo de tudo;
Para fora dos conceitos morais seletivos;
Para fora de todo lugar e habitat que porventura lutamos contra nós mesmos, afim de não abandoná-los, pois só de pensar neles, bate-nos um desespero.
Desloque-se dentro de si mesmo, ainda que do mesmo lugar você não saia, tome uma decisão agora - quando a decisão perpassa a vontade, a certeza de estar trilhando no caminho certo vem da fé!
Saia do casulo mental e existencial, experimente as transformações necessárias que o evangelho tem para nos oferecer, pois nunca se é tarde para retornar a si, retornar para casa do Pai.

M Serafim                                 20-03-15