terça-feira, 25 de outubro de 2011

Saindo do jardim de infância...

                                                Por Mano Serafim

Ora, o amor já nasceu adulto e jamais se portou com infantilidades.
A meninice no amar é produto de quem é gente, menino e menina!
Gente-menina que aprende amar desde cedo e a trilhar pela vereda do amor amando -, logo atingirá a fase adulta do amor...,
Quem porventura esteja possesso de amor enxerga alma nas pedras que choram sozinhas no mesmo lugar...,
A síndrome de todo poeta é sugerir o amor aos outros que são desamados. Mas ele, o poeta que imagina o que seja amor, apenas sonha que um dia todos sejam perfeitos nas entrelinhas do amor...,
O amor consegue explicar tudo o que o mundo não consegue entender e revelar que o amor deveria estar em tudo, e todo o mundo deveria o saber...,
O amor ver tudo o que a gente apenas vê em parte, e em parte profetizamos porque como espelhos descobriram-nos que o mundo é doente.
E mesmo assim o amor enxerga o mundo perfeito na medida de que todas as pessoas têm o mesmo único direto - de ser felizes...,
Somente o amor entende a mim e a você do inicio ao fim – e é só o amor que tem a cura do tamanho da ferida do doente...,
Paulo disse: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
O amor sempre dispõe de atenção para quem esteja desarmado...,
Esse é o nosso mundo: o que é de mais nunca é o bastante – insatisfação!
A primeira vez sempre a última chance – ingratidão!
A insatisfação corrobora com tamanha ingratidão.
As palavras sem romancear, porém, repletas existencialmente de espírito, graça e vida de Paulo deveriam ter a priori no meio de seus conviveres da fé, na Igreja cristã – local e ambiente onde se deveria personificar o Amor entre os irmãos.
O amor une o crente ao Deus Vivo e invisível pela invisibilidade da Fé salvífica, e traduz o testemunho de um Deus de amor em obras na vida do salvo.
Mas se não existir amor nas relações humanas e mesmo que ali haja uma religião, devoção e culto a um deus - saiba que Deus ali não estará.
De fato, “O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá”.
A lei do evangelho é o Amor e não os sinais, os milagres e as logias.
Portanto, o foco deve ser sempre o espírito da mensagem (a Palavra dada em amor) e jamais os santos milagreiros que mesmos despossuídos de amor “operam” os milagres visíveis ao mundo sedento pela verdade do amor.
O maior milagre que um ser humano pode receber é o novo nascimento em Cristo Jesus – e amor comparado a esse não haverá!
Aliás, o homem pode até possuir um amor adulto como o de Gandhi, o qual libertou seu pobre País das garras da Inglaterra sem deflagrar um tiro sequer, entretanto se este não estiver no amor de Cristo se perderá totalmente!
Assim em parte vejo pelo evangelho!
Todavia quando Aquele que é perfeito no Amor e no mais vier. Verei sem espelhos e visões embaçadas como Ele agora pode me ver e assim me amar!
Oxalá que todos vejam uma porta entreaberta, logo saiamos da meninice e saltemos para a fase adulta da espiritualidade no amor.
Deus, eu sei que deixei de ser há tempos menino no tamanho e em muitas outras coisas, porém, te peço, por favor, que me faça um ser adulto no pensamento e na tua graça!
“Renunciar ao amor parecia-me tão insensato como desinteressarmo-nos da saúde porque acreditamos na eternidade”. Simone de Beauvoir
Pense nisso,
Depois testemunhe a si mesmo.
Mano Serafim

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cristianismo romano das indecentes tetas...

                           Por Mano Serafim
Experiencia(n)do o (um) Éden das sensações poder-se-ia se crer numa mentira histórica de que o pecado humano teve inicio ou mesmo estaria relacionado ao sexo...,
A propósito, o castigo divino que acometeu Eva desabou um mundo inteiro sentimental criando-se o estigma de que a mulher/fêmea se configura como um ser-criado mais frágil emocional-Mente do que o homem..., sem ironias fora de hora - entretanto, o escritor de telenovelas global, Agnaldo Silva diz que assistir novelas, principalmente as fêmeas faz bem pra o emocional! (rsrsrs).
Mas lembre-se, a relação sexual e as juras de amores entre o casal eram feitas a céus abertos, e na cobertura da invisibilidade do Santo Espírito que dessa forma assistia tudo como testemunho do mais sagrado entre os homens...,
Aliás, quem duvida de que não havia sexo antes da Queda do homem, duvida da sua própria pulsão animal sexual na História.
Os pais da igreja só não creditaram diretamente no ato erótico tal anedota por causa da confusão que depois eles teriam que explicar ante a interpretação bíblica referente ao fruto proibido. Certamente seria um deus nos acuda - sendo mais fácil se acreditar na mitologia romana dos famigerados gêmeos, Rômulo e Remo...,ora, e que mais tarde se instalaria toda essa confusão sensual de quem é quem na sexualidade (literalmente).
Todavia como podemos ver, a história se encarrega de denunciar o cristianismo assexuado de duzentos séculos sem emancipação.
A cronologia dos fatos acena para a casta celibatária das reclusões dos sacros monastérios onde de tudo se fabricam in bacchabundus, uma série inacabada de monges tarados ás parias do Diabo, os pedófilos inveterados de batinas.
Eles, os “homens de Deus” de estolas sacerdotais não se casam e não se dão em casamento, mas se enrolam nus nos guetos e corredores monásticos com os desnudos monges  mancebos logo desmamados – in peccatum realizado nas surdinas das meditações pra lá de secreta inclinação in impudicitia.
Ora, todas as santas pornô-orgias sempre foram bem encobertas desde o inicio do cristianismocatólicoclerical, logo se cometem todas as sortes de pecados, principalmente os de ordem sexuais, porém, depois se “arrependem” até o instante/oportunidade da próxima tentação e cobiça fazendo uso de penitências no confessionalem - , um filme que fatidicamente apresenta as safadezas clero-sacerdotais é o Nome da Rosa.
A vaca Romana das indecentes divinas tetas, cujos sacerdotes e monges católicos mamam e cínica-mente re-co-gitam...,
A igreja Romana do deus cristão sempre esteve com as chaves da maternidade natalícia sobre a população de todos os tempos – ensina-se como educação social e humanitária o não uso de preservativos, a não utilização dos métodos anticonceptivos, e a hipervalorização da virgindade.
O aborto seja de qualquer ordem está classificado como uma interrupção a vida. E as pesquisas com células (tronco) embrionárias extravasam no campo de bioética clerical conservadora.
Já o legalismo contido no islamismo reza em seus ensinamentos fundamentalistas a espiritualidade de um hímen rompido somente depois de um casamento arranjado pelos pais da vitima...,
A sexualidade na religião é tão levada a sério que muitos pensadores do cristianismo quando jejuavam se abstinha da relação sexual dentro do casamento sugerindo mais santidade e poder no espírito.
Se o pecado não fosse uma intromissão mental e espiritual (consciência ultrajada) no ser do individuo. O fruto proibido in malum, que se tornou vulgar-Mente a “maçã” (malus), degustada no Éden das delicias e dos prazeres em liberdade de “tudo provar” dentro da amabilidade da Graça, e de se pertencer a Deus por amor em obediência seria exatamente o local segundo a religião que mais tentaria o homem a pecar contra Deus.
Ora, quando se tem a idéia de que o pecado se deu pela relação sexual entre Adão e Eva se pare a doutrina de castração e dos pudores registrados na História-história da raça humana onde o Estado (Roma pagã) se mistura com a religião (sacerdote estatutário), e a religião por sua vez toma para si o direito de tal subjetividade do individuo impondo regras e re-definindo a vida do mesmo longe do paraíso promissor da liberdade de escolha sem se provar do fruto da árvore da vida – aberta pra todos quantos a Deus recebem por Pai nas cercanias do Evangelho.
Daí surge os contratos entre os homens – isso para aliviar a perda da liberdade existencial que outrora se nutria no Éden do contentamento de Deus sem a idéia pós-moderna de consumo, distante de se redimir de uma consciência aprovada por Deus o homem saiu e bateu a porta do jardim em busca de novos horizontes que lhe preenchesse o enorme vazio interior.
Afora de qualquer preceito divino divinizar o conhecimento se tornou ferramenta de sobrevivência para o homem natural. Desde já livre do conformismo proposto pela religião a maioria esmagadora mergulha na sua subjetividade, isto é, a doutrina do individualismo impera em tudo, provocando o nascimento de inúmeras questões de ordem de ética. Hoje o conhecimento técnico é, em parte, periculoso, afetando os modos de agir humano, exigindo mais e mais que o homem continue refém do sistema sócio-religioso produtor de prazeres e alegrias efêmeras.
É certo de que se não houvesse um controle nas relações sexuais passiveis aos homens, uma epidemia arrasaria uma Nação Sem precedentes. Imagine se um governo de um País não obtivesse o controle da taxa de natalidade; da saúde sexual pública e de estimativas na qualidade de vida de seus cidadãos? Pense aí no pandemonium.
A minha receita não está nas prateleiras  que perfilam os livros de auto-ajuda psico-evangélicos, conquanto numa única razão e que faça jus a realidade, ou seja - “Sem pecado, nada de sexualidade, e sem sexualidade, nada de História”. (S. Kierkegaard).
Opa!
E haja pe(s)cados nessa história.
Pense nisso!
Mano Serafim

*Malus é um gênero de árvores dentre as quais se destaca a macieira (Malus domestica).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. Deuteronômio 6:5


Na TV geralmente o escritor-autor de telenovelas dá vida as suas tramas em figuras de atores que interpretam todo um enredo dramático, assim acontece também com os longas cinematográficos...,eu poderia dizer que o dilema do pecado entre Deus e a raça humana se dá inicio com o relacionamento do Eterno com o povo de Israel.
Um dilema longe de se resolver e explicito nas páginas do A.T., mas que revela uma disposição sem igual do Criador em tentar reatar a relação de paz com o homem caído fazendo do povo hebreu um arquétipo relacional e modelo para toda a humanidade.
A saber, que no deserto das lamentações; das dores e também dos milagres, Deus trouxe o seu povo (o bichinho de Jacó) pra o seu seio Paterno. Permitiu que esta gente rebelde e contradizente (dura cerviz) adentrassem numa terra fértil, com ribeiros de águas, poços, edificações e fortalezas...,
A seguinte leitura de Deuteronômio. 5:6,- “Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” – será um memorial pra todas as gerações dos filhos de Israel narrando os feitos do Senhor em favor de seu povo escolhido dentre as nações da Terra. E diante da perspectiva sociocultural, o povo deveria obedecer aos estatutos e ordenanças propostas pelo Senhor quando eles pisassem os pés na terra prometida a Abraão, Isaque e  a Israel (Jacó).
Josué releu novamente tudo o que Deus ordenou a Moisés falar ao povo no deserto de o Sinai. Portanto a Lei-leitura de Deuteronômio confirma a aliança entre Deus e o povo resgatado da escravidão do Egito - um concerto para sempre até a vinda do Hamashia.
O maior e primeiro mandamento devota-vam a apreciação do amor a Deus antes de qualquer coisa e acima de quaisquer condições espirituais...,
Foi no deserto em peregrinação existenciais e lugar de todas as privações e provações em que a obediência e a confiança em Deus se confirma-riam numa fé inabalável.
A [forma] de amar a Deus na cabeça de um hebreu nômade e primitivo no pensar significava servi-lo debaixo da Lei-moral e das regras de culto impostas pelos príncipes do povo. Moisés era o antigo líder do deserto, depois de morto, Josué (general) filho de Num assume a liderança do povo e introduz extrategicamente o povo hebreu em Canaã.
Ora, se a base da relação entre Deus e o povo não fosse o amor, e por amor, há muito tempo Deus teria destruído todos eles em pleno deserto das reclama-murmurações – Deus havia dito para Moisés que iria destrui-los por causa da incredulidade deles. E foi o que aconteceu com a maioria deles.
Logicamanente se sabe que a Le(i)tra não poderia aperfeiçoar o homem, visto que quem tropeçasse num mandamento deveria re-começar tudo de novo rumo a santificação in-eficaz...
Ora, Deus bem sabia que o homem jamais poderia ser perfeito praticando a Lei e nem tampouco justificado por ela, porém, pela Lei veio o conhecimento do pecado no gênero humano. Sendo assim, o pecado fez com que a Lei se tornasse enferma, e sem poder algum de redimir o ser humano. E esta exposição fantástica o apóstolo Paulo vai ensinar com maestria na sua carta aos Romanos.
Se a proposta de Deus era para o homem amá-Lo, servi-Lo seria uma questão de obediência ao seu perfeito amor na vida.
Israel devia esse amor ao Eterno posto que Ele houvesse cumprido a sua promessa de pô-los em uma terra que manava leite e mel - dito e feito, Deus cumpriu a sua parte no pacto feito aos seus pais.
No passado um povo que não possuísse uma terra estaria vulnerável aos inimigos, e Deus tratou em providenciar uma terra para eles.
O amor devotado a Deus teria que ser de qualidade, compreendia a mente humana (toda energia psíquica), o coração (sentimentos e desejos puros) e a alma (o ser inclinado em gratidão de louvores a Deus no espírito).
Hoje a proposta ainda é a mesma, eis aí o Evangelho. Amando ao próximo nos comprometemos em amar a Deus em serviço de gratidão e com o coração alegre porque primeiramente Ele nos amou e nos salvou de todo o mal, inclusive, da mentira e do inferno eterno. Somente quem ama é quem sabe e se identifica com a vereda da justa verdade na vida.
Muitos perderam o foco de Deus e procuram-no em ambiências onde Ele não esteja jamais - Ele é essencialmente santo - o Santo de Israel pra sempre!
Na porta do Paraíso, quem está de fora apenas ver um confinamento interior e não deseja adentrar, pois, a sua visão embaçada não o permite ver a Graça do amor do Pai que o chama a uma percepção mais nítida e límpida do seu eterno amor.
No verdadeiro amor encontramos a Deus e nos despimos dos diabos das paixões idolatradas...,
Em frente à verdade de se cultivar [o amor de Deus] na vida, muitas vezes [somos]desprezados por nossos melhores parentes e amigos..., Veja o  que aconteceu com o sofrido Jó em relação ao amor de seus mala-amigos!
Enfim, e a sós tentamos discernir...
Este mandamento registrado em Deuteronômio não tinha efeito somente para os hebreus do antigo pacto, mas dura até hoje em nossos dias e pode-se fazer presente na vida de quem consumou um pacto-aliança com Jesus Cristo –, aliás, todo homem deve se sentir na necessidade existencial de fazer uma aliança com Jesus Cristo.
É certa que assim como Josué repetiu no mesmo espírito mosaico DEUTERONONICAMENTE a Lei dada por Deus por intermédio de Moisés-, Jesus se revelou como alguém que seria superior a Lei quanto a Moisés.
E porque os judeus não O creram?
E porque você ainda não creu?
Simplesmente porque eles não creram no que Moisés disse e escreveu acerca do Messias, da mesma forma o mundo não crer no que Jesus realizou por todos nós na cruz do calvário.
Como está escrito; “Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” (Jo.5.46-47).
Essas palavras de Jesus acima revelam a sua indignação com os judeus de sua época, porém, apenas creia que os pensamentos dEle ao nosso respeito são de paz e amor!
Ele é a nossa Lei tatuada em nosso coração pra sempre.

Mano Serafim

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

“Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes.”



Quem teria sabedoria pra discernir entre a loucura do Evangelho ao invés da sapiência inquiridora dos homens?
Paulo indivíduo suspeito pra falar de sabedoria e inteligência esclarece que Deus pôs escribas, pensadores e doutores da Lei no mesmo pé de igualdade ante a loucura de o nada saber acerca dos oráculos de Deus...,
Portanto nos deixa claro que o que sabemos ou temos e em demasia não se passa de presunção teológica!
Nesse tempo (o que infere ao texto Paulino) os judeus desejaram ver sinais e prodígios, e os gregos mais sabedoria filosófica..., e os simples de coração se abriam para uma nova espiritualidade, ou seja, para sabedoria e revelação da Graça e poder de Deus, pela prega-Ação do Evangelho desde as aldeias de Naftali e Zebulom (periferia) ás cátedras de Roma.
Ora, e quando por uma simples percepção nos abrimos para a instrução do Espírito ficamos sabendo de que – “Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória;” – Deus já havia designado (sem determinismo) que fosse assim, assim vem sendo na vida daquele que se rendeu a Graça de nada saber, entretanto, este crer que tem que ser assim, posto que assim lhe fosse posto e esse se desarma em condição de entrega própria – e daí ele se lança confiadamente em descanso na dependência de Deus.
É certo que aquele que possui o Espírito da verdade de modo que o impele a obedecer a Deus, este discerne bem a vontade de Deus em íntimo espírito de se aprender continuamente a andar e viver no Espírito (Gl.5). E sem as mediações sacerdotais (xamãs, pastores, gurus, padres, etc...,).
A expressão da moda atualmente é ESPIRITUALIDADE.
E necessariamente pra se poder ser uma pessoa espiritual não se precisa ser uma pessoa corretamente religiosa. Conquanto a espiritualidade já esteja onipresente em todos os âmbitos do saber humano – desde o filosófico a física quântica de nossos dias.
A preocupação de Paulo neste texto de coríntio era com a ciência filosófica endeusada de seus dias, já em nossos dias o combate deve ser feito de maneira direta aos falsos “evangelhos” baratos. E digam assim de passagem, os camelôs da fé baratearam a graça divina!
A verdade absoluta é que tudo seja nos dado de graça e pela Graça de Deus no Espírito Santo – “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus”.
Perdão meu irmão, mas se você não compreendeu isso ainda, significa saber que o mundo está tão possuído e estático dentro-e-em você que o seu universo não consegue se desvencilhar do mesmo!
Faça um favor a si mesmo, assim como Maria irmã de Lázaro se fez – quando ela viu a Jesus, o mundo diante dela parou e daquele momento em diante ele decidiu seguir outra vereda que não fosse a sua, mas ela sabiamente diferente de sua irmã Marta decidiu  entrar em órbita com a graça de Deus...,
E não se pode aniquilar o que Deus eternizou antes da fundação do Mundo!
O Apóstolo Tiago ensinou que quem desejasse adquirir sabedoria espiritual que clamasse a Deus que Ele nos daria sem problemas algum..., “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tg.1.5).
Pedir por pedir sem algum propósito/objetivo de servir..., somente para nada fazer em pró do próximo e do Reino, sugiro, esqueça tal façanha, pois, o atalho excelente pra se ter sabedoria e poder no espírito é o amor incondicional.
O crente pode alcançar muitas bênçãos de Deus – suas dádivas celestiais – ele pode ser lotado do Espírito Santo, porém, sem amor permaneceria oco e sem a própria essência do Evangelho de Jesus Cristo.
E quem bem soubesse saberia em sabedoria de:
Que o Evangelho consiste em mais em dar-doar do que mesmo receber; se “perde” mais dinheiro salvando vidas do que mesmo ganhando;
Que os dons espirituais nos são outorgados para a edificação do corpo místico de Cristo na Terra – edificação da Igreja orgânica. E não para se promover cruzadas em nome de “meu ministério pessoal”;
Que se rejeitam os profetas, mas se atenta para as profecias (teor) na intimidade espiritual do corpo celular Igreja que é dada pelo Espírito para que haja interpretações por parte não de quem profetiza, ou de quem a interpreta, mas que haja entendimento da mensagem por todos os membros de um só Corpo/Igreja de Deus. Fora isso que fiquem os profetas em silêncio e o que profetiza calado .
Que nem o que profetiza e nem o que interpreta as mensagens espirituais sejam superiores aos demais que nunca sequer sentiram um arrepio por parte do Espírito Santo (deixemos de meninice – “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”).
Espiritualidade é coisa totalmente diferente de religiosidade!
Vale também salientar que quem não é contra o Evangelho é a favor; alguns o pregam por porfias, inveja, competitividade, sanidade, vaidade, honestidade, lealdade, austeridade, vocação, lucratividade, bondade, amor, graça e fé...
E para o homem-de-Deus sensato e possuído de sabedoria do alto seria saudável pensar desta forma: “Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a si mesmos; mas estes que se medem a si mesmos, e se comparam consigo mesmos, estão sem entendimento”. (2Co.10.12).
Fazer comparações considera-se coisa medíocre dentre os homens, entretanto, se destacar em vanglorias seria um grande repúdio a simplicidade proposta em vida pelo Evangelho. Já que o mérito seja dado à obra feita na cruz pelo Senhor, e não a nós.
Sendo assim clamemos ao Deus do Céu – Senhor tenha misericórdias de nós seres "inteligíveis" e destes atuais "sábios" apóstolos autodenominados, pois, eles não sabem o que fazem - ou sabem Senhor?!
Por favor, desejamos em sabedoria, outra espiritualidade!
Mano Serafim

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

“Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro”





Por Mano Serafim
A proposta deste artigo é para o entendimento de quem ama através do invisível fundamento da fé...,
O amor de Deus pulsou existencialmente de tal forma que no Gênesis do que se pode ver e apreciar astronomicamente mesmo antes de haver algo a ser visto ou não descoberto existentemente no universo pelo homem -, nada quântico havia sido feito ou se formado nas cadeias do(s) Universo(s) - algo na sua inexistência....senão a escolha unilateral de Deus de  amar tudo o que criou – por isso CRIOU.
Crer mesmo sem muito entender no poder de um Deus que faz da complexidade da inexistência uma cadeia de existências, e que por sua vez transforma multiformemente a vida em suas derivações às adequadas adaptabilidades do macro e do micro universo em tal imensidão cósmica; já seria o suficiente para creditar  a semente em Deus, e a sua perfeita amabilidade com a sua exclusiva criação.
Aliás, um Deus que não fosse amor não seria Deus de verdade – assim como o homem não possuiria em si a faculdade de amar a quem escolhesse amar em livre-arbítrio...,
E é pelo amor que identificamos o ser-ente-consciente de amor em nós – e tão latentes nas camadas do Mundo em desamores!
Assim se entende a operação da  Graça de Deus em todas as ambiências, corpos, astros, espíritos e matéria...,
Sem o amor de nada sensorialmente seria a existência – o Big-bang se deu por uma dilatação de amor compulsivo de um Ser “comprimido num vácuo de existência em demanda ímpar de devotar o seu próprio e puro amor a sua infinita Criação” por um desejo do tamanho da cabeça de um alfinete  pulsante– expandiu-se imanentemente nas aglutinações da matéria e do espírito nos universos visíveis e invisíveis de sua plena criação, no pivô de toda a invenção está o ser, homem – este sim é o maior e mais vasto universo a ser perquerido em sua extensão.
Aquele que comeu da maçã da árvore do conhecimento de Newton conheceu a presunção científica e não o amor de Deus – longe se tornou do Paraíso das delícias do amor incondicional engendrado no cerne de quem se escancarou pra o Evangelho, cujo Pai é o agricultor que guarda a árvore da Vida dos olhos dos desobedientes cobiçadores...,
Arvorar o conhecimento faz parte do ser- homem, mas desprezar o ensinamento da verdade em amor é burrice ontológica.
Negar a Graça é negar o Amor eterno de Deus em todas as dimensões que o próprio amor percorre como causa-consequência última de toda a humanidade gerada no coração de Deus – “por que Deus amou o COSMOS inteiro de tal maneira [imensurável-mente] que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna”. (Jo.3.16).
“E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” (1 João 4:16).
Quiçá, quando se crer em Deus e se despreza a sua ação imanente na criação e no Universo se nega também de maneira irracional-Mente a sua graça em amor dada pra cada dia...,
Posto que basta-sse a sua graça de cada dia para que se combata os males de todos dias de uma vida  vivida na mediocridade existencial. Ao contrário do que se está posto na existência imediata e de mortes; sem o amor de Deus atuante no mundo, a vida não se valeria de nada mesmo, assim como se vê massivamente em plena perdição...,
Mas por que há amor se abrem os caminhos para a esperança e para a fé no caminhar no Caminho...
Acreditar num mero deus que não tenha uma razão própria para tal criação -  significa negar a eficácia de seu puro amor incondicional ao que de si originou-se.  Pois, só se acredita por uma simples questão de auto afirmação do sagrado, porém, se sabe que profano religiosamente o homem sempre o será...,
Entretanto, pelo amor se descobre que nem tudo seja tão santo-e-bom  e tão profano-e-mau na vida como se imagina!
A relação entre Deus e o homem se mantém nas bases sólidas do Seu perfeito amor – seja Deus visceral-Mente no homem e o homem Mental-mente em Deus – nisso se revela a Mente de Cristo no salvo!
Deus é amor , mas não é o amor, porém, só pode amar e jamais odiar!
E porque?
Justamente por uma única razão: A sua criação comprova  e descortina seu Espírito-coração de Inventor, e que em meio aos caos - , que o impelia compulsivamente  a criar sem nenhuma pulsão/obrigação senão o que já estava determinado e pré-consumado pela via do seu infinito amor!
Ora, a Causa primária da Criação e a sua total preservação sustentável até agora foi-e-é o Amor vigente - e quanto a isso não nos restam dúvidas!
Daí a dissertação Joanina de que o amor de Deus vem antes de qualquer causa, ação ou efeito Dele no universo:Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro” (1Jo.4.19).
Sim, Deus nos amou primeiro, Ele trouxe a relação de tal existência do que era ainda inexpressivamente inexistente ao plano hominal ou ainda não possuíssem imagens psico-bio-quimicas quanto a percepção, ao toque, e ao discernir  da questão antropológica.
Primeiro - ele ama, se doa  e se dá em amor sem primeiramente ser amado por criatura alguma. 
Segundo - Ele faz antes de mais nada com que o seu amor vibre em cada partícula molecular atômica no ato das criações infindas ( Jesus disse: "meu Pai trabalha até hoje"], e em terceiro - ele decreta que se faça o que já pré-determinou, e assim se fez/faz, ou seja, assim deve ser - , assim como Eu Sou, eu digo – “haja” amor em todas as derivações da existência como fontes de vidas.  O Eterno rasga o véu entre o tempo e o espaço, e convoca que venha existir desde a sua eternidade o que já se estava preparado desde  antes da fundação do mundo! 
Ora, e você crer nisso?
Desde a evolução criadora e da construção de uma alma ao DNA de um ser unicelular, ameba – aliás, somente por amor se crer que Deus trabalha até hoje na criação redentora de todos os dias e o dia todo.
E saiba, a distância que nos separa do amor de Deus é a mesma fração de espaço de segundo que separa o célula de seu núcleo atômico!
Ora, Deus é um Deus de Amor e os demais deuses são deuses fixados como arquétipos de deuses nas mentes  através do medo de seus inventores-súditos. Somente se conhece e percebe a Deus pelo conhecimento do Seu amor e não existe outra vereda pra se a-chegar a Deus!
João também reverberou o que Jesus havia humana-mente afirmado: Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (1Jo.4.12).
Portanto fica discernido em amor que - A proposta é de se crer no invisível assim como o amor é invisível. Porém, vivificante e real quando se crer e se vive na sua credulidade de fé-em-fé pelo mecanismo da Graça – e visível se torna tal relação para o mundo enigmático entre o ser e o vir-a-ser debaixo da graça de Deus!
Daí surge o TESTEMUNHO de se ser do evangelho sem precisar de show pirotécnico!
O amor a Deus providencia a Fé necessária para um bom relacionamento entre Pai e filho – isso quando se é um ser indivisivelmente espírito em Deus. Todavia pela via do amor sem  a síndrome religiosa do medo!
E você entendeu?
Somente aquele que ama entenderá o que eu digo agora!

Mano Serafim 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eu-Outro-Mundo...

                                                    Por Mano Serafim
A atemporalidade do amor de Cristo por nós é algo mais do que extraordinário. Lê-se então: "Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor" (Ef.1.4). E meditando na carta de Pedro ao que se revela na minha alma evoca: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”. (1 Pe 1:23). E isso é formidável de se ler, crer e sentir experiencialmente.
Ora, somente a fé não seria fenômeno necessário para se manter “incorruptível” naquele que corruptor/corruptível é - o homem, posto que – “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais! (1 Pedro 1:18) ; “Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância” (1 Pedro 1:14).
A outra compreensão que vem mesmo antes da própria fé é o verdadeiro amor, o verdadeiro e puro amor de Deus derramado em nós pelo Espírito Santo – “porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Rm 5:5).
Vale salientar que foi o amor que salvou a Pedro quando o mesmo duvidou em fé de que poderia andar sobre a face das águas...,
Assim é a nossa caminhada de Fé, melhor da Fé-no-Amor de Deus!
A fé e o Amor andam juntos e são indissociáveis um do outro – fé-sem-amor gera legalidade e amor sem fé torna-se romântico e pávido o nosso relacionar com Deus.
A Fé é a saída e o Amor é-e-está na chegada final de toda essa nossa peregrinação até chegar dia perfeito!
Você crer nisso? Creia de todo o seu coração e será bem sucedido! Examinando sempre os evangelhos como que deles se subtraísse toda a espiritualidade ensinada por Jesus - “Minhas palavras são espírito e vida” – disse Jesus.
Conquanto eu-Nele creio que o amor é o estado de Ser; a fé é estar crente e confiante na força do amor do Deus invisível. E esse estado de Ser não espera a recíproca retribuição, pois, se apenas crer e se confia na dimensão que o amor possa nos engendrar tal fé que nos una inteiramente a Deus de modo que não haja medo, dúvida e rejeição (torna-se impávido).
Saiba que, o amante (aquele que ama e quem ama a Deus, e a quem Deus ama) não é amante porque escutou uma prédica e se adaptou a ela. Amante é amante por um estado de ser (verbo).
Uma das características fundamentais e identificadoras do amante é procurar a “perfeição” nas expressões do amar, pela vocação do serviço ao Outro, e não por banal exotismo, ou pela gananciosa negociação escatológica/maniqueísta (quer dizer comercial) com os deuses cristãos, ou qualquer outra representação que venha preencher o vazio existencial e a carência do sentido da vida.
Acredito-me não estar sendo incompreendido neste artigo tão direto de se entender como também nos identificarmos nele...
Trocando em miúdos, ora, ninguém é expansão de ninguém, entretanto, ser no Outro é a expansão do amar pela REVERSIBILIDADE redentora do não ser-sendo.
Daí se descobre que a ética do amante é arquetípica, segundo o Evangelho, e a cada subjetividade conseqüente como a renúncia de Si.
É a partir dessa experiência original e intransferível que o amante cria a amizade fraternal na comunhão do santos.
Era isso que Pedro quis dizer nesta carta aos irmãos – “Ouçam em nome de Jesus Cristo de Nazaré: “Para que a prova da vossa , muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas (1 Pe. 1:7-9).
A fé, o amor que é = “a salvação das vossas almas”- a sua e a minha meu irmão!
E a espiritualidade que há de vir (como intitulam de o "MELHOR DE DEUS ESTÁ POR VIR") segundo a SOCIEDADE DOS PROFETAS MORTOS?
Eles que côam um mosquito e engolem um elefante indiano - a discrepância teologica deles é tão gingantesca que vaticinam descaradamente nas entrelinhas de suas mensagens e comandos tiranos: " POPULACHO DO SENHOR, São tempos de murici, o bicho vai pegar, agora seja cada um por si!"...,
Eu, porém, vos digo: ame o seu irmão cegamente ao ponto de não ver e viver os seus defeitos pessoais, e nada deseje em troca disso, senão a  sua amizade fraternal sem cobiças...Fazendo isso serás santo e perfeito á Imago Dei ( a imagem de Deus).
Despreze legal, espiritualidade já temos e muita - esta é UNÇÃO do Espírito de Cristo que já foi dada aos que crêem e estão Nele -, o que nos falta é certa compreensão do que já foi-e-está FEITO e o que nos é-e-foi outorgado!
E isso se discerne como – GRAÇA.

Cuja Lei é o Amor Incondicional dado pelo Deus Amante!
Aí voce me pergunta: Aonde está está o mundo nete artigo?
Te respondo: nas ambiências do seu coração, mente, ora, no seu dia-a-dia com o Outro!
Simples, e tão simples assim, sem legalismo e medos, antes lotados do Espírito Santo em santa gratidão ao Pai das luzes todos os restantes dias que nos falta.

Mano Serafim

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Evangelho, o Eclesiastes e o Eu-existencialista...

                                                    
                                                   Por Mano Serafim


Um existencialista nato – o primeiro existencialista.
Sören Kierkegaard o pai do existencialismo, e figura que eu tiro o meu chapéu que me perdoe, mas o Rei Salomão filho de Davi no meu ver foi o primeiro existencialista. Dizem que o livro de Eclesiastes quase que não era aprovado no Cânon das inspirações judaicas..., isso pelo seu conteúdo ser basicamente denso de pensamentos humanos – e porque não dizer humanista!
Em Eclesiastes de Salomão me vi desnudo ante as minhas dúvidas, indagações e as não respostas que esmagavam a minha alma escura.
Pensava eu que era no existencialismo de Sartre onde eu iria obter as respostas pessimistas para cada ação descontinuada que me assombrava a alma em ebulição por respostas que me preenchessem o vazio existencial.
E o mais incrível, eu pensava também que seria nas favelas, nos becos e nos guetos onde eu iria obter respostas lógicas e coerentes com a demanda de uma sociedade hedionda e hedonista que mata e rejeita seus filhos sem misericórdias... Não, eu tinha me enganado, pois, foi nos cafés da França, dos EUA e nos cafés de Copenhague que eu vi o tédio, a insatisfação, a depressão, o suicídio - o vazio existencial.
Salomão disse inquirindo : “Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece”. (Ec.1:3-4).
“Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.”(Ec.1:8).
“Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós."
“Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.” (Ec. 1:10-11).
Foram essas perguntas de mais de três mil anos; de hoje e de sempre que sempre moverão o mundo -, e não as respostas niilistas que muitos possuem por debaixo das mangas...,
“Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor” (Ec.1.18).
Os assuntos que atormentavam o Pregador eram os mesmos que incomodavam Jó e os mesmos que perseguem todas as pessoas de hoje com o mínimo de senso de justiça.
Ora, os ricos enriquecem mais ainda, e os pobres empobrecem cada vez mais; os maus prosperam enquanto os bons sofrem; tiranos governam; desastres acontecem; a doença se espalha; todos morrem e se tornam pó. 
Nada faz sentido; o mundo todo parece desequilibrado e torto.
Diferentemente do que ele disse em Provérbios, no Eclesiastes o pregador disse: “Esqueça a prudência!”. Coma, beba a aproveite todo e qualquer momento efêmero de felicidade. Aliás, o que mais faria sentido na vida?
Trabalhamos arduamente, e outra pessoa ganha o crédito. Esforçamo-nos para ser bons e somos pisados pelas pessoas. As vezes conseguimos juntar dinheiro, e herança fica para herdeiros mimados e perdulários. Buscamos o prazer, e ele se torna amargo. Além disso, todos – ricos e pobres, bons  e maus – têm o mesmo fim: todos morrem. A morte, o espectro furtivo e sempre presente, contradiz qualquer crença de que nascemos para ser felizes. Há somente uma expressão que designa bem esta vida: “nada faz sentido”.
Achar essas palavras em Camus, Nietzsche, Sartre entre outros é uma coisa, mas encontrá-la na Bíblia? 
Fico imaginando se existencialistas modernos gostam da deliciosa ironia de Eclesiastes 1.9,10, em que o autor declara: “Não há nada novo debaixo do sol!, nada “de que se possa dizer: ‘Veja! Isto é novo!’?”.
Veja o que existencialmente Salomão fala sobre a sabedoria: “Pois quanto maior a sabedoria, maior o sofrimento; e quanto maior o conhecimento, maior o desgosto (Ec.1.18).
A sabedoria tem algumas vantagens sobre a loucura ou insensatez, o Pregador admite, mas e daí? Os homens que detêm uma ou outra caminham para o mesmo destino. Na verdade, quem sabe o que é bom para o homem, nos poucos dias de sua vida vazia[vaidade], em que ele passa como uma sombra?
Enfim, Salomão,o pregador existencialista conclui que tudo era vaidade e vaidades,e nada na vida poderia ser mais prudente do que OBEDECER a Deus, posto que o futuro é sempre incerto [mesmo sem amor].
Quem poderá contar-lhe o que acontecerá debaixo do sol depois que ele partir?”(Ec.6.12).
Salomão não conheceu Aquele que detém a existência em sua própria Vida – Jesus Cristo de Nazaré.
Já Kierkegaard creu em Abraão, Isaque e Jacó e aliançou-se com o Cristo de Deus e daí pôde fazer uma ponte (link) entre o seu existencialismo pessimista com o Dogma do Evangelho (Teologia) – fazendo da  mera Filosofia um pára-paradoxo para o Evangelho. 
E quando se compreende tais paradoxos ou os discernem, a aceitação do absurdo como algo que se tenta crer entre o eterno e o temporal  pode-se então subtrai-se o Amor de Deus em demanda existencial na vida de todos os homens que abraçaram o Amor – primeiramente na vida daqueles que abraçaram a fé em Cristo de maneira que o “temor e o tremor” a Deus tenham a primazia diante de qualquer sofrimento, dor, alegria, tristeza, vida e morte.
A palavra metafisica é a TRANSCENDÊNCIA e ponto.
E eu? Quando existencialmente pendo a escorregar para um existencialismo que tenta dissolver a minha fé em graça dada por Deus, eu me apego na orla do vestido do Nazareno.
O Espírito certa vez me disse antes as minhas análises introspectivas; “Não se deixe tentar em cair na maldição de receber o que você quer!”.
E pasmem – eu me voltei pra ver quem falava comigo e apenas caí desfalecido das indagações  que pulsavam em minhas escuras entranhas do nada ser e saber ante a perplexidade do que via diante de mim.
E dado a um lampejo da Graça eu confesso que não sei Quem – ou o que – formulou a questão. Não sei quando foi formulada. Nem me lembro se respondi a ela (a alma existencialista). Mas em algum momento eu disse “Sim” a Alguém – ou a Alguma Coisa – e, a partir deste momento, tive certeza de que a existência tem sentido e, por, isso. Minha vida, em entrega pessoal, tinha e tem objetivo..., o Evangelho n’alma eterna!
E Nele - cujo estilo de Vida se tem revelado e chancelado em mim – do qual eu jamais abrirei mão, posto que não consigo mais negá-Lo quanto Senhor e Salvador Meu.
Mano Serafim

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Avesso da incompreensão...


                                                   Por Mano Serafim
A justiça que vem de Deus sobrepõe todas as minhas formas de auto-justiças. Ela excede a minha percepção de estar inocentado quanto justificado perante Deus. A verdade é que se o evangelho não me mostrasse a minha condição humana e caída de nada adiantaria o fenômeno ser cristão...,
Jesus explica esse fenômeno muito bem: "Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ô Deus tem misericórdia de mim, pecador!
Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado." (Lc.18.10-14).
 É essa uma de nossas doenças dentre outras mil. De procurar sempre um meio jeito, forma de nos auto-justificarmos em relação do que somos ou em qual condição estamos de PECADORES DEGENERADOS!
Ora, o que não faltarão são as DOUTRINAS SANTAS aos ESTEREÓTIPOS DENOMINACIONAIS COM SEUS DEVOCIONAIS engessados.
-- Compreendo discernindo em MIM que o homem justificado de seus pecados será sempre aquele que em JESUS se santifica pela via-de-mão única da FÉ (sacrifício vicário de Cristo), ou seja, é JESUS que estando neste quem o santifica/justifica/inocenta diante de DEUS hoje e na eternidade - hoje, amanhã e sempre, - e acabaram as balelas meritórias das UNÇÕES E DOUTRINAS de UM EVANGELHOCUMBA!!!
João Batista (tido como maior que dos homens nascidos de útero de mulher)  CHEIO DO ESPÍRITO SANTO DESDE O VENTRE DE SUA MÃE; Maria mãe de Jesus(a agraciada por Deus e o peito qual o Messias mamou); Pedro (pedra igreja existencial de formação lenta); Paulo (doutorado adquirido pelos lombos dos gentios de todo o mundo); os irmãos de Jesus (Tiago, Judas, Jo´se, Simão e suas irmãs); Lutero (Âncora da Reforma Protestante), Madre Tereza de Calcutá (ícone da fraternidade e de irmandade); Silas Malafaia, Billy Graham, Alfredo, Marcos, Papa; Paipostolo, os demais evangélicos e etc. Todos esses se configuram ético-moralmente um prato de excrementos de vaca pra DEUS, caso fossem diferentes um do outro, ou o todo de que se faz um, A santificação em Cristo seria debalde!
O que é preciso como/quanto salvífico é ESTAR em CRISTO, o mais são sombras de uma alma deformada pela Queda..., ora, a natureza humana é CAÍDA e estava perdida do Reino de Deus! (Rm.8).
Citando Paulo: Ele se esvaziou de tal modo que se tornou homem, a fim de devolver ao homem a sua identidade que o mesmo havia perdido quanto filho gerado pelo amor de Deus.
Claro que estando nós no evangelho e ao evangelho pertencendo de fato; de direito; e de verdade devemos nutrir um bom relacionamento com os irmãos e as demais pessoas... Sem dúvidas!
Todavia, na relação, os atritos e os embates serão impossíveis de ser evitados na caminhada - obter a paz e a santidade entre os irmãos e no mundo não [é-são] coisas fáceis de viver - aliás, quem não peca atire a sua primeira "praga" (julgue o que você está propicio a cometer amanhã).
Gente o viver interrelacionalmente é dado ao querer pelo simples DEVER DE AMAR o próximo - ainda que o próximo esteja aquém daquilo que idealizamos e cultuamos quanto crenças/conceitos de religião e de espiritualidade!
Amar é apenas uma decisão unilateral minha, ora e quanto a isso Jesus deixou bastante claro!...,
"Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei!"- Este é o humano mandamento desde a fundação do mundo e aí está a compreensão do que não se compreende senão por amor suportável , de um pelo outro!
Aliás, estar confinado dentro de uma instituição NEO-evangélica e não saber discernir o viver em espírito de comunidade só aumentará a nossa clausura existencial...sendo que Deus jamais pisou os pés ali..., 
Posto que, aquele que tem o Espírito aprenda a também a viver e a andar N'ele. Vivendo assim sabermos quem Ele é - Amor, e em qual imagem seremos assemelhados em/de Seu puro amor.
Nesta mesma fórmula multiforme do amor, Jesus cingiu-se de homo-humildade para que os homens através dele pudessem retornar ao início de tudo, digo, as obras do amor - a Graça divina existente em cada partícula do DNA humano condensado em forma de energias imanentes...,
O homem sempre será homem enquanto Deus sobreviver ao caos humano que tenta loucamente destituí-lo de Si Mesmo!
A questão aqui é que o homem nunca decidiu se ele veio de Deus ou da sua própria presunção científica!
E se existe algum problema não é a fé, mas a falta de reconhecimento por parte do homem!
A graça incomum de Deus contorna nossos avessos e expõe a costura pra o lado de fora do avesso...,
Mais um fenômeno que transforma a energia divina em vida abundante em nós seres humanos destituídos em parte da glória de Deus, porém, resgatados pelo alto preço pago por Jesus no Calvário. Tudo conspira interiormente para que da nossa condição de morte permanente seja transformada em impermanência enquanto Graça em ação houver na vida!
Na perspectiva teológica seria Deus salvando o homem todos os dias de sua existência nesse contexto de dores e destruição. Cujo vocábulo implica em: Libertação, Curas, Livramentos, Redenção, Justificação, Inocentação, Santificação, Preservação...,
Portanto a Fé me faz acreditar que fui-e-sou salvo hoje e amanhã de novos livramentos invisíveis que ocorrerão ao meu favor sem que eu possa ver... Mas ainda assim estarei grato a Deus no meu ser.
Jesus nos ensina que nem a força do pecado no homem-pecador, e nem o pecado no crente que também peca discerne nada de nada, mas Deus em Cristo RECONCILIA o Mundo todo em Si Mesmo como uma dês-fragmentação de uma minúscula partícula atômica - esta briga cósmica Ele já comprou e faz tempos. Ele tem o poder de transformar seu número atômico revertendo morte em vida...,
Portanto, euzinho aqui, um fragmento biológico sujeito as mortandades da vida e apto a sumir da face da Terra em questões de segundos, Alfredo Serafim, sou apenas um recipiente R-E-C-E-P-T-O-R desta Graça magnificente e ferramenta de Deus – daí a oração acertada de entrega grata em devoção consoladora do salmista: “Senhor que o meu cálice transborde”. (Sl.23).
E tem mais, se naquele Dia o Senhor não se pronunciar em inocência ao meu favor por encontrar uma falta de ortoAMORpraxia em mim estarei perdido por enquanto confiar cegamente em Seu Perfeito amor por minha alma....Daí a minha convicção de que estou no Caminho não me permite retroceder senão ao Amor.
Mais do que nunca enxergo nitidamente em mim - "Eu era-e-sou pobre-cego-nu e perdido sem Deus e sem Jesus.
Mas Ele estendeu as suas mãos para mim...

Amor por amor permaneço no Amor.
E, Nele - que é Amor!
Mano Serafim.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um Deus Todo-amor e Oni-benevolente...

A única coisa que torna Deus moralmente obrigado a guardar a sua Palavra é a sua natureza imutável. Portanto, desde já os senhores apologistas da moral divina estão desempregados – (risos).
De outra forma, ele poderia decidir a qualquer momento enviar todos os crentes para o inferno (inclusive eu). Poderia recompensar o ímpio pelos assassínios e pelas crueldades.
Tal Deus não seria eminentemente digno de confiança, como é o Deus da Bíblia, que é imutavelmente bom.
Creiam -, Deus é essencialmente benevolente em amor!
Um Deus todo-amoroso que ama a todos e quer que todos venham à salvação – E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos. 4.12).
Visto que o amor é sempre persuasivo, mas nunca coercivo. Deus não pode forçar qualquer pessoa a amá-lo – que é o que o amor irresistível faria com quem não quer (assim crêem os calvinistas extremados).
O amor persuasivo, mas também resistível de Deus anda de mãos dadas com a livre-escolha humana. O livre-arbítrio é uma autodeterminação. Ele envolve a capacidade de escolher de forma contrária. A pessoa pode aceitar ou rejeitar a graça de Deus.
Daí a proposta dadivosa ao jovem rico – vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me - Jesus o pôs para refletir antes mesmo que o mancebo o seguisse...,
O amor faz dessas coisas assim como propôs ao jovem rico: Coloca-nos em frente ao Caminho para escolhermos sabiamente – entre a vida e a morte – porém, a escolha sempre será nossa.
É preciso entender que a graça de Deus opera sinergicamente com o livre-arbítrio. Isto é, a graça deve ser recebida para ser eficaz (entendo que eu sou apenas um receptor imerecido de tal fluxo que me é dado por pura bondade do perfeito amor divino). Não há quaisquer condições que a graça seja dada, mas há uma condição para que ela seja recebida - a fé.
Posto que GRAÇA seja receber um favor sem merecimento algum - isso é o derramar cósmico de AMOR E DE BONDADE!
Ora, e mesmo sendo a Lei um ai para a Graça – a expressão misericórdia muito utilizada no A.T. se compreendo que – mediante as misericórdias de Deus, nós não recebemos o castigo divino que merecíamos – nada dessemelhante do que a Graça!
Sendo assim, a graça justificadora de Deus em Cristo Jesus justifica o injustificável - inocenta o inocentável, aliás, humanamente falando, a justiça de Deus é uma IN-justiça!
Bastasse-nos rever a afirmação de Jesus ao ladrão na crucificação!
O próprio réu (ladrão) confessou que ele era digno de estar ali sendo executado pelos crimes que cometeu na sociedade da época...
Todavia, a voz Do Verdade acalentou-o o espírito – Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc.23.43).
Tudo é uma questão da Graça e de graça meu irmão.
Nada para além do Evangelho de sempre.
Porém, bem aquém dos que se arrogam evangélicos de hoje!
Um Deus Todo-benevolente/amoroso não se esquivaria a sentença de se ex-pôr em expiação do homem-réu!
E não há nada de meritório que possa me somar para que me absolva de qualquer acusação diante do Eterno.
Uma apoteose ímpar onde Deus se torna Réu em lugar do réu-que-é-réu (eu, e todo aquele que Nele crer) – é Deus contra Deus no tribunal divino intercedendo por mim!
E eu em que posição de graça permaneço e reflito acerca desta disputa?
Salvo de mim mesmo, posto que em morte estivesse eu, um réu-confinado no inferno existencial de uma eternidade qualquer alienado do Reino de Deus.
Sim, Deus veio a mim e em mim me livrou Psico-espiritualmente da morte como existência gerando vida em meu caos – Nele ressurgi para a Vida espiritual e seus renovo acontecem todos os dias neste duro chão que ainda hei de pisar como um hebreu/andarilho/estrangeiro em terras estranhas – mas rumo a Jerusalém celestial.
Sim, já está CONSUMADO, agora é somente tomar posse pelo singrar da fé.
E, N'ele – Mano Serafim